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quarta-feira, maio 31, 2006

O roubo e a ameaça de espionagem

Nos últimos anos tem-se verificado um aumento significativo do roubo de informações com valor económico nas empresas e nos centros de investigação científica e tecnológica.
O roubo do know-how e de informação reservada duma organização – incluindo processos de inovação, de pesquisa e desenvolvimento, de produção, de distribuição e de promoção, planos e estratégias empresariais ou propostas em concursos – é um acto de concorrência desleal que se traduz em prejuízos significativos para as empresas e para o país.
Estado, empresários e trabalhadores, todos perdem, já que o eventual sucesso destas acções pode colocar em risco a sobrevivência de empresas e de postos de trabalho. Também os centros de investigação e as universidades sofrem roubos de conhecimentos que poderão ser transferidos para entidades estrangeiras.
No actual contexto de agressiva concorrência económica mundial, as organizações portuguesas, mesmo as de pequena dimensão, são visadas por entidades estrangeiras. A qualidade dos nossos recursos humanos e a capacidade de inovação das nossas organizações potenciam a criação de valor e atraem interesses estrangeiros.
O roubo de conhecimentos por parte de entidades estrangeiras assume frequentemente os métodos da espionagem. As acções de espionagem, principalmente na área económica, não são apenas praticadas pelos Serviços de Informações. Há também várias entidades que, directa ou indirectamente, trabalham para aqueles Serviços ou para entidades privadas que se dedicam, de forma aberta ou encoberta, à recolha de informações.
A inexistência de uma cultura de segurança nas organizações leva a que, na generalidade, as pessoas tenham um comportamento despreocupado e inocente relativamente às questões de segurança. Este comportamento constitui uma vulnerabilidade que é explorada pelos agentes da ameaça.

In www.pse.com.pt

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