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sábado, janeiro 31, 2009

O primeiro ferido de morte...

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Primeiro a licenciatura obtida de forma patética, com o tal professor que era assessor do melhor amigo (e também ministro do mesmo governo) a dar 4 das 5 cadeiras em falta para transitar de bacharel em licenciado...
A cadeira de inglês, a ser feita via redacção enviada por fax...com o carimbo do ministério (não fosse alguém duvidar da proveniência...).

Depois os projectos assinados "por favor"...eu da covilhã assino aí na Guarda e vocês os técnicos da Câmara, aprovam. Vc assinam os meus daqui e eu aprovo...Simples...

Origens modestas, hábitos caros, casa caríssima...no local mais caro da capital...

Agora o raio dos britânicos a desconfiarem que o homem terá empochado meio milhão de contos...para facilitar...

Amigo filósofo...está na hora...terás que sair....

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Run for Fun: 19 inscritos para a Meia Maratona de Lisboa...

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E o meu "outro" clube, o Run4Fun já inscreveu 19 atletas para a Meia Maratona de Lisboa, em Março de 2009!

Viva

Quase a recomeçar as aulas ...próximo semestre...

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Hoje a primeira reunião de preparação das aulas na Católica. Nova equipa docente. Entusiasmo e vontade pedagógica. Temos gente!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Portugal em 53º lugar no ranking de liberdade económica...

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Atrás da Jordânia, do México e outros que tais...
Faço a transcrição do início do artigo...

The 2009 Index of Economic Freedom

For 15 years, The Wall Street Journal and The Heritage Foundation have been measuring countries’ commitment to free-market capitalism in the “Index of Economic Freedom.” The 2009 Index, published this week, provides strong evidence that the countries that maintain the freest economies do the best job of promoting prosperity for all citizens.

The positive correlation between economic freedom and national income is confirmed yet again by this year’s data. The freest countries enjoy per capita incomes over 10 times higher than those in countries ranked as “repressed.” This year, for the first time, the Index also correlates economic freedom with important societal values like poverty reduction, human development, political freedom and environmental protection. The linkages are robust, with economically freer countries performing significantly better on every indicator of well-being.


O caminho para a voragem...

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O que vai acontecer a um pequeno país de economia aberta ao exterior (mas tão pouco concorrencial que o seu déficite da balança de transacções correntes é superior a 10% do PIB e o oitavo maior do mundo em valor absoluto...) que para "estimular" a economia vai encetar um programa de despesa pública nos seguintes moldes:

- lançamento de obras públicas em infraestruturas de transporte (novo aeroporto, comboio de alta velocidade,...) que não passam pelos crivos mínimos de rendibilidade e benefício social;

- com o recurso a contratação de trabalhadores estrangeiros para essas mesmas obras (porque os nacionais acham pouco digno o trabalho nas "obras").

Aumento da dívida pública, do déficite público (e lá vão numa penada três anos de esforço de consolidação orçamental...), maior deterioração das contas externas...rumo ao abismo? ou ao regresso a um "homem providencial" dotado de poderes extraordinários?

quarta-feira, janeiro 21, 2009

A Standard and Poors, agência de rating, acaba de cortar a notação de Portugal

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Logo em cascata foi anunciado que não só as emissões da República Portuguesa sofriam uma desvalorização da sua qualidade creditícia, como também os Bancos Totta e Caixa Geral de Depósitos sofreram igual destino.

Os outros bancos e empresas portuguesas com emissões de obrigações nos mercados internacionais (PT, Galp, Edp, Ren, Brisa, ...) vão também ser arrastadas.

Quer dizer que as dificuldades de o país assegurar o refinanciamento da sua imensa dívida externa, continuamente agravada por um déficite da balança de transacções correntes que é o 8º maior do mundo, continuam a acentuarem-se...

Podemos ter, num futuro próximo, problemas graves...

sábado, janeiro 03, 2009

O luxo bebe-s quente...transcrição artigo e comentários

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O luxo bebe-se quente!

Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café.

Paulo Gonçalves Marcos

Nas últimas semanas a comunicação social tem-nos dado a conhecer da chegada da cadeia de cafetarias Starbucks a Portugal, relatando-nos algo sobre as origens da mesma e os planos de expansão da empresa para o mercado português. Contudo, gostaria de começar por desafiar os leitores a pensarem no significado estratégico que a Starbucks representa. Por fim, uma pequena reflexão sobre o que podemos aprender com esta empresa, com o fito de incrementar a produtividade nacional. Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café, de uma mera banalidade para um luxo, cobrando dez vezes mais que os seus concorrentes locais. Vale então a pena ver como a empresa articulou três conceitos que lhe deram uma vantagem concorrencial ímpar: café excelente; instalações físicas e ambiente de consumo. Quanto ao café, inspirada na melhor tradição dos expressos italianos, procurou-a replicar e melhorar. Grãos de café comprados nas melhores regiões do planeta, funcionários (“baristas”, na melhor tradição italiana) apreciadores e conhecedores de café, utensílios e produtos para venda (moinhos, sacos em grão, canecas térmicas). Tudo a reforçar a percepção de um local onde se percebe e respira café, no melhor sentido ‘gourmet’. As instalações físicas são também singulares. Em contraponto às cafetarias tradicionais, barulhentas e fumarentas, mal iluminadas, as lojas Starbucks são o oposto: montras grandes, sofás acolhedores que convidam a sentar e a beber calmamente, algumas revistas sobre moda e estilo dispersas criteriosamente, iluminação forte. Um convite descarado a sentar à janela e ver e ser visto pelos transeuntes. Consumo conspícuo no seu melhor! Por fim, o ambiente da Loja. Uma música de fundo de tipo ‘chill out’, ausência de fumo, pessoas com bom aspecto, tudo a convidar a desfrutar de uma pausa relaxante. À azáfama diária, a Starbucks contrapõe a indulgência do tempo e do espaço. Em suma, beber um café expresso deixa de ser um acto de consumo de cinquenta cêntimos e trinta segundos e passa a ser uma experiência de 5 euros! Ou a forma de aumentar o valor de algo em dez vezes mais, num produto tendencialmente indiferenciado. Dito de outra forma, uma questão de produtividade que o marketing resolveu favoravelmente a favor da Starbucks e de seus accionistas. De facto, o problema da produtividade nacional não tem que ver apenas com a deficiente qualificação de trabalhadores, com baixos níveis de confiança social entre os portugueses, com a justiça errática e lenta, mas muito mais com a nossa incapacidade de aplicar o marketing em favor da produtividade e da inovação. Um pouco como duas regiões produtoras de vinho, com condições edafo-climáticas similares, trabalhadores e gestores experientes e qualificados. Bordéus e Ribatejo, por exemplo. Infelizmente os vinhos de Bordéus têm uma aceitação internacional (procura) e um valor de venda assaz superiores. Quem é mais produtivo? Igualmente esforçados (valor dos ‘inputs’), os produtores de Bordéus vendem maior quantidade e a maior preço que os do Ribatejo. Logo apropriam maior valor. Na equação da produtividade, Bordéus é muito mais produtiva…Afinal a mesma equação aplicada pela Starbucks nos sucessivos mercados aonde chega. Fatalidade lusa o de fiar consignado ao menor valor? Não deverá ser. Mesma a poderosa Starbucks, pioneira na percepção e na apropriação do marketing, enquanto criador de valor accionista, tem sofrido alguns reveses. No Reino Unido, por exemplo, o país aparentemente mais próximo culturalmente dos EUA, onde as marcas locais (Costa Caffe, Nero, …) adaptaram melhor o modelo norte-americano e conseguiram destronar a Starbucks do pódio. Ou melhor ainda, o que a multinacional portuguesa, Delta, está a fazer com o seu nóvel Delta Lounge, um conceito de loja susceptível de elevar o consumo de café, transformado em Portugal, numa experiência plena de significado para o consumidor. Delta Lounge ou Delta Qool, afinal duas demonstrações de que é possível inovar e capturar valor com o marketing!

www.antonuco.blogspot.com
paulo.marcos@marketinginovador.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário

Comentários

Antonio Moreira
Captou bem a essência deste fenómeno. É vê-los em Alfragide acotovelando-se para entrarem na loja...

Madalena Quaresma
As prioridades políticas estão no reforço das grandes infraestruturas rodoviárias e ferroviárias...mas o desenvolvimento consegue-se emulando os melhores e mais inovadores. O caso Starbucks é sintomático. Mas as palavras de esperança do colunista talvez sejam um nadinha optimistas.

João Ralha
Um exemplo interessante não limitado ao café, mas com alguns problemas nestes últimos anos com o encerramento de lojas. Porventura devido a cópias e concorrência acrescida. Ver mais dados em http://moneycentral.msn.com/companyreport?Symbol=SBUX . De qualquer modo, um bom exemplo de como acrescentar valor, através do Marketing

Rita Correia
Na minha opinião o Starbucks em Portugal ainda não é o que é nos outros locais do mundo, o café é realmente caro (nada de especial, para já), o local (em Alfragide pelo menos) é desconfortável e barulhento tendo em conta a quantidade de pessoas que querem lá entrar, os empregados não são "“baristas”, na melhor tradição italiana" são os mesmos que vemos na restauração portuguesa (estrangeiros na maioria). No momento é uma moda, no futuro, quando a febre passar, penso que pode vir a ser um local de luxo, onde se pode saborear o que há de melhor no café. Vamos lá ver se a Starbucks não é mais uma Virgin.

vg
Só num país que não sabe o que é café poderia começar tal luxo .Quente por quente ,por esse dinheiro bebo um chocolate quente no Florian da praça de S.Marcos

Mª João Branco
Uma "Virgin", "Printemps", "Hard Rock", para um apreciador de café o da Starbucks nem presta. O tempo o confirmará não há marketing que o salve. Um Feliz Ano 2009.

NapoLeão
O camarada comentador está "inchado" com o sucesso da StarBucks ! O preço e o gosto não encaixam no "gosto" dos Portugueses ! E quantas lojas Strarbucks encerram últimamente ? Tente saber ! É que não são só rosas...

Maria Teresa Loureiro
Compreendo que esteja a referir-se à Starbucks enquanto conceito e não apenas enquanto uma loja em Alfragide onde os portugueses, 'que não gostam nem do preço nem do gosto do café', se acotovelam. Sou apreciadora de café e confesso que não conheço a 'nossa' Starbucks, detesto multidões, por muito perfumadas que sejam, e desconheço a necessidade de ver e ser vista em locais da moda. Mas espero, sinceramente, que vingue por cá. Gostei da nota positiva numa altura em que tudo nos parece ser mau ou poder vir a tornar-se pior.

António Carvalho
Uma autêntica aula de marketing. É bom ter exemplos destes a entrarem no panorama nacional. No entanto, coloco uma questão: Porquê a escolha do centro comercial Alegro? Não "assentava" melhor numa rua ou zona turística,"histórica"...movimentada, como por exemplo o chiado? Cumprimentos, antónio