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Numa altura em que as redacções foram dizimadas, os jornalistas e os repórteres com maior experiência despedidos, é bom de verificar que alguns jornais têm vindo a fazer assinaláveis progressos na qualidade dos seus textos, na forma como tratam os assuntos. E quando digo jornais, digo versão em papel.
Tenho um teste que acho infalível: leio muitos jornais por dia. Quase sempre do dia anterior ou mais antigos até. Amiúde, com mais de uma semana de atraso. E os bons jornais, artigos ou secções são aqueles que consigo ler uma semana depois de terem sido publicados. Cuja profundidade de análise, ângulo de exploração, qualidade da escrita, ou outro factor, continuam a fazer a sua leitura agradável.
Diário Económico; Jornal de Negócios; Expresso; Público (e seus anexos) à sexta, sábado e domingo; I edição de fim de semana; Wall Street Journal, A Bola, Record, passam o teste da longevidade....podem e devem ser lidos até duas semanas depois de terem saído em banca!
Outros há que são menos resistentes....Sol, Diário de Notícias, Finantial Times, Correio da Manhã, Visão, Sábado,....
Lutamos por uma banca saudável e solidária. Lideramos o melhor sistema de saúde em Portugal. Gostamos de coisas boas e com estilo. De produtos e serviços únicos. De pessoas com convicções e de uma boa conversa. De vinhos bons, que não têm que ser caros. Gostamos do ar livre, do mar e do sol. Do design e boa arquitectura. Achamos que a Economia, Política e a Fé (seja lá o que isso for) fazem o mundo girar. Adoramos o Benfica. Amamos os nossos filhos.
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terça-feira, janeiro 15, 2013
quinta-feira, junho 07, 2012
Corrida de Santo António...Sábado em Lisboa...
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A partir das 17h com partida da praça de D.Pedro IV, vulgo Rossio.
A partir das 17h com partida da praça de D.Pedro IV, vulgo Rossio.
quinta-feira, dezembro 22, 2011
Não vamos sair. O Euro não vai acabar...Não?
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Jantar com gestores, empresários e académicos.
Fala o Governador do Banco de Portugal. Muito boa exposição sobre a crise financeira, a sua cronologia, os dilemas da União que é monetária mas não são suficientemente económica.
Segue-se o período de perguntas e respostas.
Eu vosso escriba questiona:" Na eventualidade de Portugal sair do Euro ou de esta moeda acabar, que plano e que preparação devem os particulares e as empresas portuguesas colocar em prática?".
Resposta: Portugal não vai sair do Euro, este não vai acabar....
Meu comentário: não é isso o que pensam os mercados (Vidé taxas proibitivas que cobram à divida pública portuguesa). Não
é o que pensa uma parte considerável dos pensadores e dos decisores económicos portugueses. E o pior que nos pode acontecer é uma banca rota descontrolada, com uma saída abrupta do Euro....demorámos dez anos a criar o Euro...desde o mecanismo de câmbios dentro de um corredor, culminando com a adopção de facto da moeda física (que tinha sido antecidida pela adopção escritural de facto a um câmbio fixo de pouco mais de 200 escudos por cada euro). Será que vamos ter que sofrer uma saída descontrolada?
É caso para citar George Orwell....
"Ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante."
segunda-feira, dezembro 05, 2011
Somos 2,15% da Europa...
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Gentileza da Netsonda e do Tiago Cabral.
2,15% - Peso da população portuguesa no total da população da Europa a 25 (Fonte: Portugal em Números)
26.176 - Registos de divórcios em Portugal em 2009, contra 749 em 1960 (Fonte: INE–DGPJ/MJ)
22.000.000 - Norte-americanos que encontraram emprego através das redes sociais, um aumento de 53% face ao ano passado (in PC World)
Mais números em www.netsonda.pt/num3ro5.
sexta-feira, novembro 11, 2011
Why Portugal is my number one...ou como Ericsson de forma simples explicou o potencial de Portugal
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Sven-Goran Ericsson, o famoso treinador de futebol (Gotemburg, Benfica, Lazio, Inglaterra,...) resumiu em poucas linhas, na sua coluna de opinião do prestigiado jornal britânico "The Independent" a razão porque gosta tanto de Portugal.
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Why Portugal is my number one
I have been privileged to work in some wonderful countries but I don't think there are many places on earth quite like Cascais, on the north Atlantic coast, where I have a home and took some time off during the international break. Portugal is small and peaceful with extremely good weather and good food. You have the sea, too. Enough reasons to love it!
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Parece fácil, mas não é. Conseguir dizer tanto em tão pouco espaço. Ericsson seria um óptimo Relações Públicas ou Publicitário, se o desejasse.
segunda-feira, março 16, 2009
Mozilla Firefox: lutar contra o gigante e prosperar- um caso de Marketing Vencedor
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Imaginem um browser que não faz publicidade, que não vem instalado em todo e qualquer computador, que é preciso ir a um site e fazer um download que pode não ser rápido, que implica mudar e abandonar o internet explorer...
agora continue a imaginar...é gratuito, não tem uma marca de uma empresa poderosa por detrás a assegurar confiança e estabilidade...é desenvolvido por dezenas de milhares de voluntários e comentado por milhões de utilizadores...
que tem uma quota de mercado de 23% na OCDE e continua a crescer (não pensem em Portugal, país muito fidelizado ao mundo microsoft)...
bem vindos ao Mozilla Firefox!
Sugiro uma leitura da entrevista da CEO à McKinsey Review...
http://www.mckinseyquarterly.com/Succeeding_at_open-source_innovation__An_interview_with_Mozillas_Mitchell_Baker_2098
Imaginem um browser que não faz publicidade, que não vem instalado em todo e qualquer computador, que é preciso ir a um site e fazer um download que pode não ser rápido, que implica mudar e abandonar o internet explorer...
agora continue a imaginar...é gratuito, não tem uma marca de uma empresa poderosa por detrás a assegurar confiança e estabilidade...é desenvolvido por dezenas de milhares de voluntários e comentado por milhões de utilizadores...
que tem uma quota de mercado de 23% na OCDE e continua a crescer (não pensem em Portugal, país muito fidelizado ao mundo microsoft)...
bem vindos ao Mozilla Firefox!
Sugiro uma leitura da entrevista da CEO à McKinsey Review...
http://www.mckinseyquarterly.com/Succeeding_at_open-source_innovation__An_interview_with_Mozillas_Mitchell_Baker_2098
sábado, janeiro 03, 2009
O luxo bebe-s quente...transcrição artigo e comentários
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Paulo Gonçalves Marcos
Nas últimas semanas a comunicação social tem-nos dado a conhecer da chegada da cadeia de cafetarias Starbucks a Portugal, relatando-nos algo sobre as origens da mesma e os planos de expansão da empresa para o mercado português. Contudo, gostaria de começar por desafiar os leitores a pensarem no significado estratégico que a Starbucks representa. Por fim, uma pequena reflexão sobre o que podemos aprender com esta empresa, com o fito de incrementar a produtividade nacional. Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café, de uma mera banalidade para um luxo, cobrando dez vezes mais que os seus concorrentes locais. Vale então a pena ver como a empresa articulou três conceitos que lhe deram uma vantagem concorrencial ímpar: café excelente; instalações físicas e ambiente de consumo. Quanto ao café, inspirada na melhor tradição dos expressos italianos, procurou-a replicar e melhorar. Grãos de café comprados nas melhores regiões do planeta, funcionários (“baristas”, na melhor tradição italiana) apreciadores e conhecedores de café, utensílios e produtos para venda (moinhos, sacos em grão, canecas térmicas). Tudo a reforçar a percepção de um local onde se percebe e respira café, no melhor sentido ‘gourmet’. As instalações físicas são também singulares. Em contraponto às cafetarias tradicionais, barulhentas e fumarentas, mal iluminadas, as lojas Starbucks são o oposto: montras grandes, sofás acolhedores que convidam a sentar e a beber calmamente, algumas revistas sobre moda e estilo dispersas criteriosamente, iluminação forte. Um convite descarado a sentar à janela e ver e ser visto pelos transeuntes. Consumo conspícuo no seu melhor! Por fim, o ambiente da Loja. Uma música de fundo de tipo ‘chill out’, ausência de fumo, pessoas com bom aspecto, tudo a convidar a desfrutar de uma pausa relaxante. À azáfama diária, a Starbucks contrapõe a indulgência do tempo e do espaço. Em suma, beber um café expresso deixa de ser um acto de consumo de cinquenta cêntimos e trinta segundos e passa a ser uma experiência de 5 euros! Ou a forma de aumentar o valor de algo em dez vezes mais, num produto tendencialmente indiferenciado. Dito de outra forma, uma questão de produtividade que o marketing resolveu favoravelmente a favor da Starbucks e de seus accionistas. De facto, o problema da produtividade nacional não tem que ver apenas com a deficiente qualificação de trabalhadores, com baixos níveis de confiança social entre os portugueses, com a justiça errática e lenta, mas muito mais com a nossa incapacidade de aplicar o marketing em favor da produtividade e da inovação. Um pouco como duas regiões produtoras de vinho, com condições edafo-climáticas similares, trabalhadores e gestores experientes e qualificados. Bordéus e Ribatejo, por exemplo. Infelizmente os vinhos de Bordéus têm uma aceitação internacional (procura) e um valor de venda assaz superiores. Quem é mais produtivo? Igualmente esforçados (valor dos ‘inputs’), os produtores de Bordéus vendem maior quantidade e a maior preço que os do Ribatejo. Logo apropriam maior valor. Na equação da produtividade, Bordéus é muito mais produtiva…Afinal a mesma equação aplicada pela Starbucks nos sucessivos mercados aonde chega. Fatalidade lusa o de fiar consignado ao menor valor? Não deverá ser. Mesma a poderosa Starbucks, pioneira na percepção e na apropriação do marketing, enquanto criador de valor accionista, tem sofrido alguns reveses. No Reino Unido, por exemplo, o país aparentemente mais próximo culturalmente dos EUA, onde as marcas locais (Costa Caffe, Nero, …) adaptaram melhor o modelo norte-americano e conseguiram destronar a Starbucks do pódio. Ou melhor ainda, o que a multinacional portuguesa, Delta, está a fazer com o seu nóvel Delta Lounge, um conceito de loja susceptível de elevar o consumo de café, transformado em Portugal, numa experiência plena de significado para o consumidor. Delta Lounge ou Delta Qool, afinal duas demonstrações de que é possível inovar e capturar valor com o marketing!
www.antonuco.blogspot.com
paulo.marcos@marketinginovador.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário
O luxo bebe-se quente!
Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café.Paulo Gonçalves Marcos
Nas últimas semanas a comunicação social tem-nos dado a conhecer da chegada da cadeia de cafetarias Starbucks a Portugal, relatando-nos algo sobre as origens da mesma e os planos de expansão da empresa para o mercado português. Contudo, gostaria de começar por desafiar os leitores a pensarem no significado estratégico que a Starbucks representa. Por fim, uma pequena reflexão sobre o que podemos aprender com esta empresa, com o fito de incrementar a produtividade nacional. Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café, de uma mera banalidade para um luxo, cobrando dez vezes mais que os seus concorrentes locais. Vale então a pena ver como a empresa articulou três conceitos que lhe deram uma vantagem concorrencial ímpar: café excelente; instalações físicas e ambiente de consumo. Quanto ao café, inspirada na melhor tradição dos expressos italianos, procurou-a replicar e melhorar. Grãos de café comprados nas melhores regiões do planeta, funcionários (“baristas”, na melhor tradição italiana) apreciadores e conhecedores de café, utensílios e produtos para venda (moinhos, sacos em grão, canecas térmicas). Tudo a reforçar a percepção de um local onde se percebe e respira café, no melhor sentido ‘gourmet’. As instalações físicas são também singulares. Em contraponto às cafetarias tradicionais, barulhentas e fumarentas, mal iluminadas, as lojas Starbucks são o oposto: montras grandes, sofás acolhedores que convidam a sentar e a beber calmamente, algumas revistas sobre moda e estilo dispersas criteriosamente, iluminação forte. Um convite descarado a sentar à janela e ver e ser visto pelos transeuntes. Consumo conspícuo no seu melhor! Por fim, o ambiente da Loja. Uma música de fundo de tipo ‘chill out’, ausência de fumo, pessoas com bom aspecto, tudo a convidar a desfrutar de uma pausa relaxante. À azáfama diária, a Starbucks contrapõe a indulgência do tempo e do espaço. Em suma, beber um café expresso deixa de ser um acto de consumo de cinquenta cêntimos e trinta segundos e passa a ser uma experiência de 5 euros! Ou a forma de aumentar o valor de algo em dez vezes mais, num produto tendencialmente indiferenciado. Dito de outra forma, uma questão de produtividade que o marketing resolveu favoravelmente a favor da Starbucks e de seus accionistas. De facto, o problema da produtividade nacional não tem que ver apenas com a deficiente qualificação de trabalhadores, com baixos níveis de confiança social entre os portugueses, com a justiça errática e lenta, mas muito mais com a nossa incapacidade de aplicar o marketing em favor da produtividade e da inovação. Um pouco como duas regiões produtoras de vinho, com condições edafo-climáticas similares, trabalhadores e gestores experientes e qualificados. Bordéus e Ribatejo, por exemplo. Infelizmente os vinhos de Bordéus têm uma aceitação internacional (procura) e um valor de venda assaz superiores. Quem é mais produtivo? Igualmente esforçados (valor dos ‘inputs’), os produtores de Bordéus vendem maior quantidade e a maior preço que os do Ribatejo. Logo apropriam maior valor. Na equação da produtividade, Bordéus é muito mais produtiva…Afinal a mesma equação aplicada pela Starbucks nos sucessivos mercados aonde chega. Fatalidade lusa o de fiar consignado ao menor valor? Não deverá ser. Mesma a poderosa Starbucks, pioneira na percepção e na apropriação do marketing, enquanto criador de valor accionista, tem sofrido alguns reveses. No Reino Unido, por exemplo, o país aparentemente mais próximo culturalmente dos EUA, onde as marcas locais (Costa Caffe, Nero, …) adaptaram melhor o modelo norte-americano e conseguiram destronar a Starbucks do pódio. Ou melhor ainda, o que a multinacional portuguesa, Delta, está a fazer com o seu nóvel Delta Lounge, um conceito de loja susceptível de elevar o consumo de café, transformado em Portugal, numa experiência plena de significado para o consumidor. Delta Lounge ou Delta Qool, afinal duas demonstrações de que é possível inovar e capturar valor com o marketing!
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário
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