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terça-feira, setembro 25, 2012

o homem das previsões falhou....que azar, Gaspar...

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 A credibilidade da política da austeridade deixou de ser uma divergência ideológica, é hoje um problema matemático. Não está a resultar. Como se confia em quem estimava um crescimento de receitas do IVA de 11,6% quando ele afinal cai 2,2%? Que credibilidade técnica tem quem em Março anunciava um aumento dos encargos com subsídio do desemprego de 3,8% quando eles em Agosto crescem quase 23%? Como se confiará nas previsões para 2013 depois do fracasso em 2012?

(in Editorial do Jornal de Negócios de hoje)

quinta-feira, julho 12, 2012

IVA espanhol vai aumentar...boa notícia?

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Portugal tem taxa máxima de 23 pontos percentuais. A Espanha tem taxa máxima de 18 pontos percentuais.
Mais a mais uma boa parte dos bens e serviços que em Portugal pagam taxa máxima em Espanha estão a taxa reduzida.

O primeiro ministro espanhol anunciou o aumento das taxas de IVA, incluindo a taxa máxima. Esta última para 21 pontos percentuais. Também reduziu drasticamente as categorias de produtos nas taxas intermédia e reduzidas.

Enquanto Portugal não volta a aumentar o seu IVA, é caso para dizer que os aumentos no país vizinho serão boas notícias para o Turismo e Comércio português das zonas fronteiriças...

quinta-feira, maio 10, 2012

Gasparinho quase a arranjar um novo emprego...

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Era uma vez um senhor ministro da finanças, de um pequeno país que vivia um regime de protectorado financeiro.
Esse ministro, gasparinho de seu nome, era tão inteligente que resolveu usar a posição para se candidatar a um cargo mais elevado, e melhor remunerado, na esfera internacional. Ele cumpriu tudo aquilo que os credores (troika) lhe exigiram...ele foi mesmo mais além....muito mais...os credores ficaram deliciados com tamanha diligência...empenho...e começaram a falar de gasparinho para um cargo internacional. Gasparinho, que não é parvo, sabe que ser ministro das finanças de um pequeno protectorado é uma forma de ser candidato a algo superior....nem que para isso tenha que sacrificar mais os seus conterrâneos...afinal ser ministro das finanças permite-lhe ser candidato ao tal lugar sem que o tenha que dizer explicitamente...fazer-se desejar....subir o seu "valor de mercado". Nem que tenha que provocar uma espiral de desemprego..

Para os financeiros: trata-se de um clássico conflito entre o Agente (gasparinho) e os Principais (os cidadãos e contribuintes desse pequeno país em estado de protectorado): o agente deveria zelar pelos interesses de quem o elegeu mas ao invés zela pelos seus próprios interesses....

segunda-feira, março 19, 2012

100 alunos abandonam a universidade todos os dias...

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Em Portugal. Os dados mais recentes. Sinal de uma doença social e económica muito profunda.
De qualquer forma com o fim tendencial da gratuitidade dos serviços públicos de educação (ainda não tinha reparado?), pela incapacidade de o financiar, mais e mais alunos tenderão a não prosseguir estudos superiores. A "indústria" do ensino superior vai encolher. O preço sobe (propinas, deslocações, livros, matrículas, etc), o rendimentos disponível das famílias cái, a procura por ensino superior diminui....

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Não vamos sair. O Euro não vai acabar...Não?

http://www.linkedin.com/in/paulomarcos Jantar com gestores, empresários e académicos. Fala o Governador do Banco de Portugal. Muito boa exposição sobre a crise financeira, a sua cronologia, os dilemas da União que é monetária mas não são suficientemente económica. Segue-se o período de perguntas e respostas. Eu vosso escriba questiona:" Na eventualidade de Portugal sair do Euro ou de esta moeda acabar, que plano e que preparação devem os particulares e as empresas portuguesas colocar em prática?". Resposta: Portugal não vai sair do Euro, este não vai acabar.... Meu comentário: não é isso o que pensam os mercados (Vidé taxas proibitivas que cobram à divida pública portuguesa). Não é o que pensa uma parte considerável dos pensadores e dos decisores económicos portugueses. E o pior que nos pode acontecer é uma banca rota descontrolada, com uma saída abrupta do Euro....demorámos dez anos a criar o Euro...desde o mecanismo de câmbios dentro de um corredor, culminando com a adopção de facto da moeda física (que tinha sido antecidida pela adopção escritural de facto a um câmbio fixo de pouco mais de 200 escudos por cada euro). Será que vamos ter que sofrer uma saída descontrolada? É caso para citar George Orwell.... "Ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante."

quinta-feira, maio 14, 2009

Treasury asks for control of derivative market...

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Já não era sem tempo....


WASHINGTON – The Obama administration is asking Congress to extend its oversight of the financial system to include the shadowy market of derivatives, the kind of complex financial instruments that helped bring down the giant insurer AIG.

In a two-page letter sent Wednesday to congressional leaders, Treasury Secretary Timothy Geithner said he wants to create a central electronic-based system that would track the buying and selling of derivatives. He also wants to ensure that financial firms selling the instruments have enough capital on hand in case they default and subject them to stringent standards of conduct and new reporting requirements.

The legislative proposal is the administration's first major step in overhauling the nation's financial regulatory system.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Entrevista dada á Revista Banca e Seguros nº 157

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Entrevista a PAULO GONÇALVES MARCOS

Co-autor do best seller Marketing Inovador


"O esforço de internacionalização deve ser acompanhado do reforço das capacidades endógenas de avaliação e mitigação de risco"



O sector financeiro português está numa boa fase, em termos de internacionalização, e tem sabido aproveitar essas oportunidades?

O momento actual é de grande convulsão nos mercados financeiros internacionais. As crises combinadas do “subprime”, alimentos e energia fizeram com que os mercados tivessem fortes quebras, primeiro, e uma grande volatilidade, mais recentemente. Dentro deste panorama poderemos dizer que o sector financeiro português tem resistido bastante bem, melhor que a maior parte dos sistemas congéneres na Europa e nas Américas. A internacionalização do sector financeiro português tem-se orientado para mercados e segmentos onde existe uma vantagem comparativa de cariz concorrencial. Assim, países onde as empresas portuguesas tenham uma forte base instalada produtiva ou comercial (Angola, Espanha, Brasil) ou possuam afinidades culturais e civilizacionais (Cabo Verde, por exemplo) ou onde o grau de desenvolvimento dos mercados pode proporcionar que as empresas portuguesas introduzam técnicas de gestão ou marketing mais sofisticas (Polónia, Roménia, Ucrânia, Argélia, entre outros), têm sido os alvos preferenciais do notável esforço de internacionalização encetado desde meados da década de 90. E aqui o que vemos é um padrão de internacionalização de cariz estratégico mais que a mera tentativa de aproveitar mercados de destino de emigração. A aposta em serviços de elevado valor acrescentado (gestão de activos, private e corporate banking, investment banking) ou no domínio dos factores estratégicos de concorrência (redes de retalho, com a sua proximidade e conveniência) é a marca da nova internacionalização do sector financeiro português.



Na sua opinião, quais são os pontos que Portugal tem a seu favor nesta internacionalização? E os que tem contra e precisa de melhorar?

Pontos fortes: excelente capacidade técnica na banca de retalho (marketing, sistemas de informação, vendas) e na banca de aconselhamento (private e affluent banking, Project finance, Corporate finance); boa relação com as empresas portuguesas mais dinâmicas e com maior foco na internacionalização; flexibilidade e adaptabilidade de gestores e especialistas técnicos portugueses.

A menor dimensão da Economia Portuguesa, em geral, bem como a menor reputação que as suas empresas e produtos usufruem nos mercados mundiais são obstáculos à internacionalização do sector financeiro português.



Quais as celeumas que pode acarretar esta internacionalização para um mercado financeiro como o português?

A internacionalização resulta de uma busca de segmentos de mercado, em outras geografias, onde as empresas portuguesas tenham capacidade de transportar conhecimentos ou outro tipo de sinergias. E deverá ter, como resultado, melhores rendibilidades dos capitais próprios, logo, maior capacidade de atrair e remunerar capitais ao nosso país. Para uma pequena Economia aberta ao exterior, como a portuguesa, a internacionalização surge com um imperativo estratégico para o desenvolvimento económico que almejamos. E temos vários exemplos de outras pequenas Economias que têm aproveitado singularmente o fenómeno da globalização e da internacionalização para prosperarem. Claro que teremos que reter que existem alguns riscos, como a exposição a riscos do país ou riscos sistémicos de magnitude diversa. E para isso o esforço de internacionalização deve ser acompanhado do reforço das capacidades endógenas de avaliação e mitigação de risco.



Ao que devem estar atentas as entidades financeiras (bancos, seguradoras, etc) nesta internacionalização?

Dada a falta de dimensão relativa das instituições portuguesas, a ênfase terá que ser na especialização e na transferência de competências de um mercado altamente desenvolvido como o português, para outros mercados e segmentos onde o nível de especialização ou sofisticação não é tão intenso. Mais do que a busca por quotas de mercado, a internacionalização deve orientar-se por critérios de rendibilidade.



A internacionalização pode ser considerada um “móbil” de risco para o desenvolvimento de banco e/ou seguradora, tendo em conta que os objectivos possam passar por uma rentabilidade quase imediata que pode ser prejudicial?

Não. Os gestores do sector financeiro conhecem bastante bem que os projectos de investimento carecem de um prazo para a recuperação dos capitais investidos. A lógica nunca é de um retorno imediato, mas sim de uma rendibilidade das operações que sejam sustentáveis a médio e longo prazo. Portanto, não julgo que os bancos e as seguradoras portuguesas (mas também as gestores de activos e de fortunas, as boutiques financeiras, entre outros) padecem de uma “miopia” de curto prazo.



Que importância atribui à hegemonia da regulamentação, sobretudo ao MiFID, neste processo de internacionalização?

Bastante. Um dos objectivos políticos últimos da MIFID é o de alargar o Mercado Único de Serviços Financeiros, alargando o leque dos produtos e serviços objecto de um verdadeiro passaporte comunitário. Com os aumentos de concorrência entre prestadores de serviços (de aconselhamento mas também de plataformas de negociação). Nesse sentido o fim do monopólio dos mercados regulamentados abre novas oportunidades ao desenvolvimento do negócio das entidades financeiras. Custos de transacção mais baixos, como resultado do aumento da concorrência e do “upgrade” tecnológico dos prestadores de serviços, serão facilitadores do processo de internacionalização. A utilização do passaporte europeu pode ser uma vantagem importante dos bancos portugueses, reduzindo a complexidade do seu processo de internacionalização.



Que desafios se colocam a Portugal, e ao resto do mundo, neste processo de internacionalização do sector financeiro?

A internacionalização coloca vários desafios às instituições, mormente portuguesas. Senão vejamos:

- a internacionalização é importante para sustentar crescimentos da conta de exploração quando o mercado doméstico exibe sinais de maturidade e de concorrência exacerbada;

- o esforço de internacionalização deve ser visto não apenas ao nível dos requisitos de capital mas também ao nível dos requisitos sobre a Gestão (novos clientes e concorrentes; ambientes regulatórios e de Compliance diferentes dos habituais nos mercados domésticos; expatriação de quadros; desafio de novas línguas e culturas). Isto dentro duma linha estratégica mais vasta em que apenas uma adequada rendibilidade de capitais próprios é susceptível de assegurar a manutenção dos centros de decisão financeiros em Portugal. O crescimento de activos e de rendibilidade, essencial para preservar a capacidade estratégica de decisão e acumulação em Portugal, requer, sem dúvida, o continuar do processo de internacionalização. Diria que é condição necessária, conquanto não suficiente!


In Banca & Seguros #157.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Se os preços das casas continuarem a cair...

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Imaginem que os preços das casas em Portugal vão continuar a cair...que depois de terem caído já 5% este ano (até finais de Setembro de 2008) a queda vai continuar ao longo de 2009.

Afinal com uma recessão económica, não necessariamente profunda, de cariz duradouro (3 ou 4 trimestres consecutivos, por exemplo), que entre por meados de 2009 a dentro, teremos um aumento do desemprego.

Ninguém no seu perfeito juízo acredita na taxa oficial de desemprego do governo propaganda PS...esta nas está nas imediações de 7% mas em pouco mais de 10% como o estudo do economista Eugénio Rosa o demonstra. Poderá subir até mais 2 pontos percentuais nos próximos doze meses.

Mas o desemprego, ou a ameaça dele, condiciona os comportamentos de compra (as intenções de aquisição) dos bens duradouros. Mais que o rendimento disponível actual, é a expectativa (o valor esperado futuro) do rendimento futuro que condiciona os consumos actuais. Milton Friedman demonstrou-o há mais de quarenta anos (e esqueça o facto de ele ser o ideólogo da escola de Chicago; antes disso foi o mais notável economista da sua geração e por isso recebeu o Prémio Novel da Economia).

Menos procura (e o facto das taxas euribor estarem a baixar nada adianta, porque as pessoas perceberam quão voláteis estas são...) implicará que os preços vão cair mais...

Imaginem um cenário moderamente razoável, em que os preços das casas caem mais 5 a 10% nos próximos meses. Com o desemprego a aumentar (e com o incrível número de divórcios, outra grande machadada na capacidade dos portugueses honrarem os seus compromissos financeiros).

O valor das casas a cair. Os incumprimentos dos créditos à habitação a aumentarem. O que pensam os leitores que irá acontecer aos bancos médios, operantes em Portugal, que se especializaram historicamente nos mercados do crédito à habitação e à construção?...Alvíssaras a quem nos disser...