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segunda-feira, abril 01, 2013

Salário Mínimo e Desemprego...ou a polémica perigosa

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O desemprego é mais que muito em Portugal. O salário mínimo, tal com o nome indicia, é o salário mínimo a que as entidades patronais são obrigadas a pagar. Ou seja, se não existisse uma obrigação legal, o salário "mínimo" seria mais baixo.

Repito: o salário mínimo, imposto por exigência legal, é superior aquilo que a procura e a oferta voluntárias de trabalho provocariam. Para os que têm emprego e poucas qualificações e/ou trabalham em sectores com pouca incorporação de capital, o salário mínimo é bom.

Mas ele é mau para todos aqueles que estão desempregados, para os mais jovens, para os menos qualificados e para as mulheres (se forem jovens e pouco qualificadas). Quanto mais alto for o salário mínimo e quanto mais divergente for do valor "normal" do mercado de procura e oferta de trabalho, mais difícil será arranjar emprego.

O salário mínimo prejudica os jovens à procura de primeiro emprego....prejudica quem está desempregado e quer trabalhar.

Subir o salário mínimo equivale a fazer subir o desemprego nos sectores e nas profissões menos especializadas, mais trabalho intensivas...

Por isso subir o salário mínimo, ou pretender subi-lo, em alturas de desemprego jovem acima de 30% ou de desemprego geral quase nos 20% é esquizofrénico...é beneficiar quem está empregue (e para as empresas que aguentam o aumento do salário mínimo) em detrimento de quem está desempregado...

1 comentário:

João Ralha disse...

Uma coisa é a realidade, outra a ficção que a Lei cria. De qualquer dos modos, o salário mínimo parece-me ser uma boa referência, até pela questão da produtividade.

Quem tem uma atividade económica para a qual não consegue pagar o salário mínimo (ou a parte proporcional se for a part-time) não deveria estar no mercado pois não tem a produtividade / rentabilidade adequada. Poderá até estar a fazer concorrência desleal a empresas mais competitivas.

Tal como as empresas que apresentam prejuízos sucessivos por dois ou três anos, deveriam ser fechadas compulsivamente, incluindo as empresas públicas. Pois das duas uma, 1) estão a subfaturar ou 2) não são competitivas