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quinta-feira, março 13, 2008

Bem pagos, piores resultados

Artigo meu no Diário Económico de ontem


Bem pagos, piores resultados

Avaliar os professores, à semelhança do que acontece com qualquer outro trabalhador do sector privado, é um acto de elementar justiça.

Paulo Gonçalves Marcos

Uma grande manifestação no pretérito Sábado em Lisboa. Professores, e não só, do secundário e de alguns outros graus de ensino. De um país “sui generis”, que lhes paga mais em termos relativos que os seus congéneres dos outros países da União Europeia. Mas que os resultados que o fruto do seu trabalho demonstra, aquilo que aprenderam os alunos e as capacidades de raciocínio e trabalho que estes desenvolveram, nos coloca na cauda da tabela. Portanto, os trabalhadores mais bem pagos para os piores resultados. Situação insustentável, que em qualquer outra entidade, sujeita a concorrência, a teria levado à bancarrota. Vital introduzir racionalidade e gestão em todo o sistema estatal de ensino. Avaliar os professores, à semelhança do que acontece com qualquer outro trabalhador do sector privado, um acto de elementar justiça. Não chega, contudo. Um estudo acabado de sair nos Estados Unidos, publicado pela “Education Next”, uma revista dedicada a políticas de educação, apresenta resultados que nos fazem pensar. O estudo observa que o aumento do número de anos de escolaridade da população aumenta o ritmo de crescimento económico, mas somente se as capacidades cognitivas dos estudantes, medidas pelas competências a matemática e a ciências, tiverem sido aumentadas. Ou seja, o mero aumento dos números de anos de escolaridade não é suficiente. É necessário que se traduzam numa melhoria efectiva das competências e do raciocínio associados à matemática e às ciências. Mais ainda, o estudo da Education Next elabora e prevê que se os alunos do secundário norte americano tivessem competências (vide estudos PISA), nessas duas áreas, ao nível dos alunos dos países com melhores resultados, a Coreia do Sul, Finlândia e Hong Kong, o produto nacional bruto dos Estados Unidos seria quase um ponto percentual superior! Se pensarmos que em cenário de abrandamento económico, como se tem verificado em Portugal, o aumento de um ponto percentual do produto pode demorar cerca de um ano a atingir…Ora Portugal, nos mesmos estudos comparativos internacionais, surge na cauda da OCDE (enquanto os EUA estão quase a meio da tabela). Razão para podermos pensar que o impacto deverá ser mais profundo ainda na nossa Economia…Dito de outra forma, a incapacidade de produzirmos alunos do secundário com competências de nível mundial em matemática e ciências, obriga-nos a todos a trabalhar muito mais, pelo menos um ano mais nas nossas vidas…Por isso devemos defender que os resultados obtidos pelos alunos nos exames nacionais e nas comparações internacionais contem, de forma bastante acentuada, para as avaliações dos professores (e não apenas com uma ponderação ridícula de 6.5%). O nosso bem-estar depende disso!

Não queria acabar esta coluna de hoje sem fazer uma analogia entre Winston Churchill e os CEO´s das empresas. Lembram-se como a tenacidade e a liderança de Churchill salvaram o Reino Unido na Guerra? E de que o povo britânico o apeou nas eleições primeiras que se fizeram em paz? Isto ilustra também o facto de que certos dirigentes empresariais, mesmo tendo desempenhado um excelente papel na liderança de um processo de “turnaround” de uma empresa, salvando-a de um processo de asfixia lenta mas inexorável, não devem ser inamovíveis. Como sucedeu no Benfica, em que após uma sucessão de presidentes erráticos, a dupla Vilarinho+Vieira conseguiu devolver a estabilidade e o alívio relativo da pressão financeira. Mas os que os associados do Benfica agora terão que decidir é se Vieira, salvador, tem o perfil e as competências para devolver a glória ao clube. Gerir para crescer é muito mais difícil que gerir em tempo de crise. Mais difícil, porque menos mobilizador e apelando a um conjunto de competências de gestão que demoram anos a desenvolver e treinar. A saída de Camacho deveria marcar o fim de um ciclo. O problema não é dos treinadores…

Comentários
vg
Li os documentos de avaliaçaõ e acho que quem deve refilar são os avaliadores.O ME quiz passar de 8 para 80.Vale, ser apenas um vez ,cada dois anos...
Maria Jesus Chapelle
Mas este governo, de forma incrível, em vez de introduzir exames nacionais na 4ª classe e no 12º, como complemento aos do 9º, veio, pelo contrário, aligeirar os exames do 9º ano...e torná-los dificilmente comparáveis de ano para ano...Incrível!
Joao Mendonca Goncalves
Já no início dos anos 80 um estudo encomendado pelo governo britâncio indicou que o caminho de longo prazo para a competitividade da economia dependeria do Reino unido ser capaz de se manter na vanguarda nas áreas de matemática e engenharia. A avaliação dos professores é um imperativo. A questão essencial neste momento não é sobre se deve existir ou não, é como criar um sistema bom para este efeito. Do ponto de vista teórico será, provavelmente, das profissões onde estabelecer uma avaliação 360 é mais complicado. Os professores devem pedir garantias do governo de que os melhores profissionais estão envolvidos neste projecto e que toda a atenção e a mais alta prioridade é dada ao mesmo. Parece-me óbvio que há melhores e piores numa amostra como a de Sábado, de 100.000 pessoas. Claro que há!
CS
Bom artigo, sem dúvida. Convém é também lembrar que grande parte da performance escolar dos alunos é condicionada pelos pais, pelo desenvolvimento cultural do paí e pelo sistema escolar em que se inserem. Os professores têm sem dúvida culpas no cartório, mas a falta de apoio ou exigência em casa em conjunto com a baixa qualidade dos programas lectivos e respectivos manuais serão factores quanto a mim mais limitadores do que a própria performance dos professores. De qualquer forma, penso que estão a ser levadas a cabo medidas para resolver estas várias situações, com excepção dos critérios de avaliação, onde me parece que o governo prefere facilitar para artificialmente subir as notas.
Paulo Curto de Sousa (curtodesousa@gmail.com)
É difícil compreender porque razão os professores não querem que a principal componente da avaliação dos seus resultados sejam as performances dos seus alunos. Afinal para que é que lá estão? Decerto que seria redutor pensar que apenas para ensinar. Mas estão lá principalmente para isso, entre outras coisas. É no mínimo estranho... e a importância deste factor aumenta analisando os resultados do estudo referido. O actual modelo foi claramente importante e determinante para a massificação do ensino e o rápido aumento dos níveis de escolaridade. Mas agora é preciso mais. Mais e diferente. A nossa ambição terá de ser muito maior do que a de formar indivíduos como o fazíamos há 20 anos atrás. Teremos de o fazer de forma diferente... e necessariamente a avaliação do nosso trabalho também deverá ser. A referência ao Sr. Winston Churchill não podia ser mais adequada. Já quanto ao Benfica...
Sara Rodrigues
Se os professores fossem avaliados tal como nas empresas privadas não existiriam chumbos nem mal aproveitamento das capacidades dos alunos. Tendo saído do secundário à pouco mais do que 9 anos, e tendo uma irmão saído à 4 anos, deparo-me com a realidade existente: OS JOVENS NÃO POSSUEM QUALQUER CARACTERÍSTICA DE DENVOLVIMENTO RACIONAL!A matemática, o português e a físico-química são disciplinas cruciais e os alunos vêm-nas como monstros aos quais não conseguem domar. Verdade também seja dita, não conseguem porque também não querem! Vivemos na era das "Tormentas"! O cabo bujador para os alunos é algo impossível! Onde está o bom espírito português de lutador e aventureiro? Porque não formam professores que saibam como captar a atenção e o espírito criativo e racional dos alunos? Se essas disciplinas já estão enraizadas como sendo uma "missão impossível", porque não transformá-las na mente do aluno como "missão mais do que possível": acreditar e aprender seria o lema! Ao invés de professores catedráticos, que julgam os alunos com alguma dificuldade como incompetentes, porque não termos professores com espírito mais divertido e que saibam realmente ensinar, porque esse sim, é o grande motivo para a falta de interesse dos alunos! A avaliação é será sempre algo necessário para a progressão e empenho de qualquer pessoa no mundo de hoje!
Cristina Sá Carvalho
Caríssimo amigo: apreciei ter notícias, apesar de breves; gostei do artigo e respondo directamente, só duas pequenas observações: não é certo que os professores portugueses ganhem mais do que os seus congéneres europeus, com ou sem comparação do custo de vida e outros indíces de administação pública, privado, ... Ainda é menos certo quanto ao seu esforço comparativo: na maior parte dos países da Europa e USA e Canadá, as escolas só funcionam parte do dia e os professores trabalham as restantes horas naquilo que conduz à aprendizagem dos alunos: estudar, planificar, preparar aulas. (ver o caso da Alemanha, por exemplo, porque comparar com os países nórdicos é muito deprimente). Não são baby sitters, por exemplo. Também não convém à inteligência dos infantes que vivam na escola, mas num país de ignorantes, facilmente se convence os pais do contrário. Como psicóloga sei que apenas uma pequena percentagem das crianças de hoje, das 8.00 às 19.00 nas escolas, será pouco mais do que um débil mental na vida adulta. O que é que a Sr.ª Ministra conseguiu? Encerrou os professores nas escolas de manhã à noite - sem gabinetes nem espaço, nem apoio administrativo; mandou-os dar as aulas dos colegas que faltam, mostrando aos alunos que qualquer coisa serve para os entreter; encheu-os de trabalho burocrático - é preciso visitar uma escola para perceber - e impediu-os de faltar para ter formação. Ou seja, contrariando todos os estudos internacionais, obsecada em controlar a urbe docente, retirou-lhes o tempo necessário para fazer o que devem: ensinar. Enfim, tudo é mais claro quando se afz a tal visita de estudo. Em Abril e Maio farei várias, ofereço boleia se tiver a curiosidade de ver. Nenhuma organização tem a (des)estrutura de uma escola nem o seu tipo de necessidades. Que pena os ministros não terem aprendido isso, embora haja tão bosn livros que o expliquem. Um abraço, Cristina
Paulo Xardoné
A avaliação é indispensável, mas deve ser feita pelos clientes (pais), a quem deve ser dada a opção de escolher a escola para os filhos. Planificações centralizadas e burocráticas são um resquício da URSS que é preciso eliminar
Eduardo Silva
De quê que os professores têm medo? De que se lhes descubra a incompetência para o ensino? A verdade é que desde há largos anos que se nota que os jovens que aparecem no mercado de trabalho vêm cada vez menos preparados: não dominam o Português, falta de cultura geral e têm dificuldade em assumir responsabilidades. Quem é que os deve motivar para a aprendizagem? Os professores não terão aqui um papel fundamental? Queremos jovens felizes, capazes de enfrentar os desafios da vida e que não desanimam ao primeiro obstáculo. O que seria natural, é que após a manifestação de sábado passado em Lisboa e que juntou milhares de professores contra o sistema de avaliação de professores, surgisse uma manifestação de milhões de alunos a solicitar “avaliem os nossos professores, é o nosso futuro que está em causa”.
guilherme Martins
O número de professores que se manifestou neste sábado foi mais um sinal da agonia do sistema educativo do que um protesto político e de política. É tempo de dar resposta às necessidades e aspirações da(s) sociedade(s) em que vivemos do que reacções corporativas exacerbadas, mesmo se compreensíveis. Não podemos continuar a finaciar algo que se revela pouco apto a nos instruir e educar. Actualment temos um rácio alunos professor invejável, níveis de vencimento acima da média, o output do sistema esse é insignificante. Era tempo de escutar o discurso e aviso do Toffler. Os nossos sistemas educativos (todos os ocidentais modelo USA) são caros, não respondem`aos requesitos da sociedade e são incapazes de se auto reformar. A rptura virá, como sempre, dos jovens que não têm o tempo e os recursos para esbanjar.. dos professores, só espero o corporativismo e pouco mais
Bruno Valverde Cota
Em relação ao assunto abordado sobre a educação estou genericamente de acordo. Em relação ao Benfica tenho outro ponto de vista...Abraço,
António Cruz (antonio.cruz@icimad.pt)
Li o artigo com atenção e não posso deixar de concordar com a grande maioria do texto, isto porque não sou seguidor de futebol e por isso a parte do Benfica nada me diz. De facto, sem uma atenção especial com a educação, é impossível fazer evoluir um país com deficit profundo de competencias a todos os níveis... Os jovens de hoje são os adultos de amanhã e, sem uma correcta preparação, quer a nível técnico, quer a nível cívico e social, o país não evoluirá e os problemas estruturais vão-se fazer continuar a sentir... A seguir os próximos "episódios".
Antonio Alves
O que o Paulo Marques diz é a pura verdade, não sei se com conhecimento próprio.Eu com conhecimento próprio,posso afirmar que frequentei todo o liceu numa escola que não era Portuguesa mas tem estabelecimentos em Portugal.Há cerca de 40 anos já nós podiamos escolher outro professor caso não estivessemos satisfeitos com o método do anterior.Curiosamente eu fui um dos muitos alunos desse tempo que escolhi outro professor de matemática e em boa hora o fiz.Na faculdade não tive a menor dificuldade nas cadeiras (e eram muitas)que tinham por base a matemática. Nesse liceu já os professores eram avaliados e até tinham quadro de honra para os que obtinham melhores resultados.Nesta avaliação que a Srª.Ministra quer iniciar com dezenas de anos de atraso só podemos aplaudir mesmo com a contestação carnavalesca serôdia dos maus professores.Repito dos maus professores por muito que lhes custe.Os bons professores e eu tive-os, adoravam ser avaliados pelos resultados que obtinham.Era para eles um enorme orgulho verem os seus alunos entre os primeiros em qualquer área a que concorressem.Actualmente em qualquer comparação que meta,competência adquirida no ensino, ficamos desgraçadamente nos últimos lugares.Não é só a "Education Next" que o afirma,qualquer estudo sério refere que a capacidade de qualquer país que não queira formar incompetentes,tem que apostar na base cognitiva das áreas matemáticas.Não é com o laxismo de muitos professores e dos seus maus exemplos que vamos lá!
MCruz
Sem dúvida que um profissional não sujeito a avaliação não se empenha ao nível das suas potenciais capacidades. O que vai fazendo vai bastando para o que lhe é exigido... A avaliação é indispensável para se poder melhorar resultados. Também concordo que, no caso dos professores, os resultados estão directamente relacionados com o sucesso escolar dos alunos. Bem sei que não são o único factor em questão, mas talvez seja um bom começo!
lo
No futebol o problema não é, de facto dos treinadores assim como no ensino não é (apenas) dos professores. Os piores resultados de que se fala no artigo são, em grande parte, fruto de uma desastrosa política educativa, quer ao nível dos conteúdos, quer ao nível da ausência de factores motivacionais para professores e alunos. Avaliar os professores? Claro, todos estamos de acordo e penso que os professores mais do que ninguém. Mas reduzir o problema da educação ao mau desempenho dos professores, parece-me uma conclusão, no mínimo, precipitada e injusta. Nem me parece que a avaliação dos professores, por si só, seja a fórmula mágica para resolver os problemas da educação em Portugal
NapoLeão
Os 26 ministros de educação nomeados depois de 74 foram "avaliados" ? Quem mudava os programas todos os anos ? Quem contratou os bons e os maus prof's ? Se tudo isto andou "enrolado" durante mais de 30 anos porquê agora querer resolver a avalição em 6 meses ? E o camarada secretário de Estado Valter Lemos...emigrou ?
Fernando Careca
pois é como te digo, Paulo, não percebo nada desta politica e como tal não me vou pronunciar, mas deixo claro que confio em ti e no que dizes. Se achas que se deve fazer as avaliações em proveito duma melhor qualidade de ensino, que futuramente darã uma melhor qualidade de pessoas mais bem formadas e daí um proveito maior para a sociedade, então que se façam os exames pois claro...
jd (joaoduarte@youngnetwork.net)
muito bom artigo. 1. Sobre avaliação a professores e outros colaboradores públicos: o principio da avaliação é fundamental. Parece que vivemos em dois mundos tangentes um ao outro. O privado onde quem não produz bons resultados não singra e o público em que a vida é determinística, com progressões por antiguidade e outras loucuras afins. 2. Churchill e os CEO's: felizmente os CEO's não são eleitos por voto. A vida nas empresas não é um concurso de popularidade.
Fenix
Fui, há pouco tempo, visitar a minha professora da escola primária. É uma senhora viúva, dos seus oitenta anos, lúcida, vivendo num lar por não ter família próxima. Visito-a regularmente, e é sempre com emoção que beijo as mãos que me afagaram os cabelos quando cheguei á escola e ainda hoje afagam os poucos que me restam. E sempre me lembro do meu primeiro dia de aulas. Fui apresentado pelo meu Pai à Professora e aos trinta pares de olhos que me olhavam curiosos. O meu Pai, com a sua sabedoria simples, estabeleceu com simplicidade e eficiência as regras do jogo: " Sra Professora, se ele se portar mal, chegue-lhe"! Eu percebi imediatamente a mensagem, e poucas vezes foi preciso "chegar-me". A boa senhora trabalhou quatro anos para desbastar a minha crassa ignorância, amaciar o meu rude feitio, dar-me as bases sólidas com que deveria seguir na vida. Ela me ensinou o amor pelo trabalho, a persistência no esforço, o valor da disciplina, da solidariedade, o apreço pela verdade, o gosta pela leitura e outras virtudes que infelizmente nem sempre pratiquei pela vida fora. Fazia parte da nossa comunidade, levava uma vida simples, ganhava mal, nunca faltou a uma aula, tomava o insucesso de algum aluno como insucesso pessoal, nunca regateou esforços, e se alguma vez teve que ser severa, isso era mais do que justificado pela nossa persistente rebeldia. Outros tempos ...! Por tudo isso é que ainda hoje me ajoelho em frente ao sofá em que me recebe sentada, lhe beijo as mãos cheias de rugas e sinto a sua carícia nos meus cabelos como há 50 anos! Obrigado, Professora!Tanto deu de si, e tão pouco pediu para si!!!
maria
Sou enfermeira aposentada, e frequento a Universidade Sénior, licenciei-me no horário pós-laboral, em muitos exames nem sequer tive dias para o fazer, havia sempre falta de pessoal. Qual não é o meu espanto que vejo os professores a não trabalharem para fazerem mestrados e doutoramentos, onde é que se viu? Isto parece a Répública das bananas! Tenho imensas colegas que têm mestrados e doutoramentos e fizeram-no a trabalhar com sacrifício a fazer turnos! Na minha Universidade Sénior a maioria são professores aposentados, fico estupefacta com o baixo nível de cultura geral, comportam-se como os miúdos das escolas acham graça a "parvoíces" além de alguns deles fazeram mau ambiemte, parecendo que ainda estão nas escolas onde trabalhavam. Já desisti de algumas disciplinas por causa do mau ambiente de alguns ex-professores/alunos que fazem mau ambiente.

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