quinta-feira, novembro 18, 2010

And you like him?

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Perguntava ontem à noite em sessão reservada, o guru. "vós gostais dele"?

Gostamos mas muito menos que há sete anos atrás....afinal ele dobrou a dívida pública e levou o país à ruína....

segunda-feira, novembro 08, 2010

Greve Geral...à japonesa? Quem me dera...

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Acredito que a greve é um direito. Mas também que acarreta um dever. O de não prejudicar os outros. O de evitar o dano a terceiros. E este é para mim o critério decisivo para dizer se uma greve é justa ou não.

E penso que a Greve Geral da função pública (sim, porque no sector privado poucas ou nenhumas greves serão feitas) não respeita os outros de forma conveniente. Vai punir os trabalhadores que moram longe do trabalho e não têm automóvel (e estacionamento para ele no meio da cidade...). Vai punir os que trabalham por conta de outrém mas não quiseram ou puderam fazer greve....vai punir os que trabalham nas pequenas empresas que não se podem dar ao luxo de fechar as portas....sem clientes não terão quem lhes pague o salário....

Querem protestar contra o Governo? E que tal fazerem à moda japonesa? Quando os trabalhadores de uma empresa ou de Estado japonês fazem greve....usam uma faixa negra em volta do braço....Estão de luto....quando muitos ou quase todos os trabalhadores o fazem é uma vergonha, intolerável, para os dirigentes, gestores ou governantes. Não raro conduzem a demissões (e por vezes a suicídios dos dirigentes). Demissão porque se a esmagadora maioria dos trabalhadores estão de greve (e vão trabalhar normalmente mas usam a braçadeira do luto) isso é sinal que a Liderança está ferida de morte. E o dirigente/político demite-se.

Também poderiam os funcionários públicos complementar a bracadeira com uma enchente de cartas dirigidas ao senhor primeiro ministro...podiam tocar tambores defronte de sua residência, dias a fio...enfim, tudo o que fossse legítimo para mostrar descontentamento mas sem fazerem chantagem e usarem os trabalhadores do sector privado como seus reféns...

domingo, novembro 07, 2010

Manifestação da Frente Comum ontem no Marquês de Pombal....protestam de quê?

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Ontem fiquei retido no trânsito com mais uma manifestação no Marquês de Pombal. E dei comigo a pensar de que é que os funcionários públicos da Frente Comum protestavam...

Aposto que não protestavam contra:

- o facto de os partidos políticos terem enxameado a Administração Pública com pessoas sem os requisitos técnicos relevantes;engordando e onerando a despesa pública com os inerentes impostos que todos temos que pagar;
- com o facto de terem segurança no trabalho e de não serem taxados (sim, um imposto) sobre isso; quando a taxa de desemprego oficial anda perto dos 11% esta incide apenas sobre os 85% de trabalhadores do sector privado;
- de as remunerações médias do funcionalismo público serem superiores às do sector privado;
- o sistema de avaliações, não ser posto em prática ou quando o foi de não servir para nada...;

Era um bom ponto de partida. Para uma boa discussão e eventualmente para uma boa manifestação.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Felizmente ganharam todos...

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Com os juros pedido a Portugal a subirem nos mercados financeiros internacionais, esta ficção de 35 anos de democracia a viver acima das possibilidades vai resultar num ajustamento bem duro. Vale que o Benfica e o Braga ganharam....pão e circo, já dizia alguém há 2.000 anos...

segunda-feira, novembro 01, 2010

Portugal, um país à deriva....artigo do Doutor Nuno Fernandes,professor do IMD, no Público

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Na data deste artigo, a dívida pública nacional atinge um valor superior a 130 mil milhões de euros. Em números, é algo como 130.000.000.000 euros. É um valor assustador.

Os mercados internacionais continuam a demarcar-se do Estado português e da sua dívida. Vale a pena analisar alguns dados. Portugal é neste momento o sétimo país do mundo mais arriscado. Pertencemos actualmente a um top 10 de risco que reúne nomes ilustres como Venezuela, Dubai, Grécia e Iraque. Portugal é considerado actualmente como duplamente mais arriscado que Rússia, Israel ou Colômbia.

Face a este panorama, o Governo nacional demorou mais de seis meses a reagir. Alega o nosso primeiro-ministro que não estava claro para ele que fosse necessário tomar qualquer medida, pois eventualmente, a situação internacional melhoraria, e seriam então desnecessárias quaisquer medidas reformadoras do nosso sistema fiscal moribundo. Em finanças, este tipo de atitude tem apenas um nome - especulação. Só que, infelizmente, neste caso, a especulação foi efectuada com o dinheiro dos cidadãos e empresas. As implicações reais culminam na quase impossibilidade de qualquer empresa portuguesa obter financiamento internacional.

Entre 2011 e 2013, Portugal terá de emitir cerca de 60.000 milhões de euros de dívida pública (75% visam substituir dívida que entretanto chegará à sua maturidade, e os restantes 15.000 milhões visam pagar os défices públicos que irão existir entre 2011 e 2013). Só em 2011 Portugal terá de emitir cerca de 40.000 milhões de euros de dívida pública, dado que tem sucessivamente insistido em emissões de curto prazo, que chegarão à sua maturidade em 2011, e terão de ser renovadas. A estes valores somam-se mais de 15.000 milhões de euros de emissões de dívida a ser emitida pelos principais bancos nacionais. Contudo, estes que dependem a quase 100% da credibilidade da República. Se a nossa situação se deteriorar, os mercados internacionais podem ficar completamente fechados para alguns destes bancos, o que terá consequências muito nefastas na economia real.

Portugal paga hoje mais 4% de juro anual do que a Alemanha. Em 2007 este spread era de apenas 0,4%. Como qualquer família com crédito bancário compreende, um aumento de mais de 3% no juro a pagar tem um forte impacto no orçamento familiar. No caso de Portugal, relativamente a 2007 e a manterem-se os valores actuais de risco do país, iremos pagar anualmente mais 4000 a 6000 milhões de euros em juros adicionais. Em termos reais, isto significa que o custo do descalabro orçamental em que nos encontramos, é superior ao custo de um novo aeroporto de Lisboa por ano.

Neste contexto, o que foi feito entretanto? Uma redução das despesas onde é mais fácil (salários de funcionários públicos), e um aumento do imposto mais penalizador da classe média - o IVA. Ao mesmo tempo, em 2009 Portugal foi um dos países do mundo que mais contratou parcerias público-privadas (PPP). Como exemplo, em 2009, Portugal registou um volume de PPP três vezes superior ao da França. Infelizmente, o investimento público directo foi praticamente cancelado, e as PPP passaram a ser a regra em vez da excepção. Contudo, estas PPP têm encargos para os contribuintes muito superiores, e fazem também parte da dívida pública indirecta. Em finanças, chama-se a isto engenharia financeira. Ao entrarem sucessivamente em PPP do tipo empréstimo subprime, os sucessivos governos massajam as estatísticas, enganam a Comissão Europeia, mas acima de tudo, penhoram o futuro do país, e qualquer réstia de esperança em melhorar a nossa competitividade e nível de vida. Nos mercados internacionais, este comportamento vem agravar ainda mais o problema da dívida pública. A passagem do fundo de pensões da PT para o Estado tem também custos futuros elevadíssimos para o Estado. Quando a gestão da PT aplaude e os seus sindicatos se congratulam, parece claro que todos ficam a ganhar à excepção do contribuinte. Uma vez mais, a busca do lucro especulativo de curto prazo (redução do défice com medidas artificiais), sobrepõe-se como habitual à busca de uma solução criadora de valor de longo prazo.

Estamos num caminho insustentável. Estamos há 10 anos a divergir da UE. Fomos ultrapassados por 9 dos últimos 10 países que aderiram depois de nós. Quanto tempo mais vamos ter de divergir para que os nossos governantes deixem de seguir a solução fácil, engenharia financeira e transferência de riqueza para determinados grupos da nossa sociedade? Estimativas internacionais apontam apenas para 2037 a entrada no grupo dos países com dívida pública inferior a 60%. Efectuando algumas simulações em cenários bem mais optimistas (assumindo que as medidas apresentadas pelo Governo têm sucesso; a partir de 2013-2014 se atinja um balanço equilibrado; crescimento económico volte a atingir os 3% dentro de 4 anos) só em 2021 Portugal entrará novamente na lista de países com menos de 60% de dívida pública. Estes cenários revelam custos elevadíssimos, se o novo regime de procedimentos automáticos contra países incumpridores e reincidentes em matéria de indisciplina orçamental for aprovado pela União Europeia.

Em conclusão, parece evidente que as medidas de curto prazo apresentadas recentemente não são uma solução duradoira para os graves problemas da nação. Portugal tem de agir, e comunicar ao mercado que irá a partir daqui ter uma gestão financeira rigorosa. É tempo de parar com engenharias financeiras destruidoras de valor. Por que não utilizar algumas das boas práticas das nossas melhores empresas para a gestão do património público? Foi desastrosa a gestão da imagem pública da República nos mercados internacionais este ano. No entanto, temos várias das nossas empresas reconhecidas como excelentes em termos internacionais, e a receberem prémios de excelência em investor relations. Também a Espanha teve um comportamento exemplar este ano, com um roadshow muito bem sucedido, e elaborado com um elevado nível de profissionalismo. Em Portugal o que foi feito?

Professor de Finanças na IMD, escola de gestão suíça

sexta-feira, outubro 29, 2010

Não digam mal do FMI...

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Afinal desde a democracia que nunca, mesmo nunca, o Estado português conseguiu um equilíbrio orçamental. Que empresa ou família poderiam ter vivido 35 anos em déficite permanente sem ficar à mercê dos credores? E não esquecer que a dívida externa de Portugal (privada e pública) corresponde a 3 anos (!!!) de PIB...

Por isso o FMI já deveria ter vindo. O Estado português estaria a pagar os juros da nova dívida pública de longo prazo a custos de 5% e não 6% como agora. E a gordura do SPA e do Sector Público Empresarial já teria sido cortada há mais tempo. Adiar a resolução do problema só a vai tornar mais onerosa...

Deixem vir o FMI...quanto antes.

domingo, outubro 24, 2010

Corrida do Tejo...Hoje!

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O grande acontecimento na Marginal...todos os anos por esta altura, gentileza de todos nós (via Câmara Municipal de Oeiras) e da Nike.

E os atletas do Run 4 Fun lá estarão em peso!

quinta-feira, outubro 21, 2010

Disciplina fiscal e recuperação económica...

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Uma não implica a outra....Como lembrava e bem o Wall Street Journal a propósito do OGE do Reino Unido apresentado para 2011, sem incentivos do lado da oferta, nada feito...

"Greater spending discipline may calm the sovereign-debt markets, but it won't fundamentally change business conditions in the country. "

Pois não....E nós?

quarta-feira, outubro 20, 2010

Passa...não passa....o que vale um orçamento geral do Estado

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Passa...não passa....o que vale um orçamento geral do Estado? Especialmente quando é um mau orçamento?

Percebem-se algumas possíveis consequências da não aprovação...os nossos credores internacionais podem vir a aumentar o prémio de risco exigido.

Claro que fica a dúvida de saber se um novo orçamento, feito por nova gente, se não seria mais credível...

E foi isto que alguns notáveis colegas economistas não quiseram ou puderam discutir ontem na apresentação que fizeram na assembleia da República...

quinta-feira, outubro 14, 2010

Corpo de Intervenção da PSP na Assembleia Geral do SCP...!

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Há coisas lindas nesta vida....isto de ver o Corpo de Intervenção da PSP a actuar em plena assembleia geral do Sporting Clube (de Portugal?) é delicioso...

"Só eu sei porque (não) fico em casa!"

Ou como diz o provérbio popular..."em casa em que não há pão todos ralham...."

http://www.record.xl.pt/storage/ng1041783.jpg?type=headline

quarta-feira, outubro 13, 2010

Grandes falhanços empresariais...alguns

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New Coke, Ford Edsel, Dasani (água da Coca Cola), C5 (de Sir Sinclair), Perrier, Persil Power...

sexta-feira, outubro 08, 2010

Jornal Público no Kindle...um espectáculo!

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Gostamos, desde há muito do Kindle, o leitor de livros electrónicos da Amazon.

E mais ainda da edição diária do jornal Público para o Kindle! Fácil, agradável e rápida de ler!

Trabalhar melhor....antídoto para sair da crise

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Trabalhar melhor...antídoto para sair da crise.
Aumentar os horários de trabalho em vez de reduzir os salários, também aumenta a produtividade e causa menos efeitos secundários sobre a Economia...oxalá o nosso (próximo?) ministro das Finanças se lembre disso...

quinta-feira, outubro 07, 2010

Core Abs

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Uma boa aula de abdominais no Holmes Place hoje....30 minutos no duro!

terça-feira, setembro 21, 2010

Sobre o SCP ainda foi melhor...

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Gostei sobremaneira da vitória sobre o Sporting. Este foi completamente dominado e fez má figura. Fiquei preocupado porque não me pareceu que o SCP tenha estofo para este campeonato...

quarta-feira, setembro 15, 2010

Bela vitória contra o Hapoel Televiv


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Uma vitória serena num jogo bem jogado. Bela circulação de bola dos jogadores da equipa israelita (com um bom punhado de brasileiros na sua hoste).

Claro que convém relativizar...pois o Hapoel jogou macio, muito macio. Talvez não ficasse na primeira metade da tabela classificativa de Primeira Liga portuguesa...sim, sabemos que eliminaram equipas com alguma tradição como o Olympiacos e o Salsburgo mas estão ao nível de um Paços de Ferreira, apenas.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Mais uma leitura e uns treinos....

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1) Estou a acabar "what the dog saw" de Malcom Gladwell. Interessante mas não é um page turner. Leitura recomendada aos economistas e a todos os que gostam de usar raciocínio económico para vislumbrar soluções para questões quotidianas.

Existe também uma versão portuguesa que ocupa os primeiros lugares dos livros de Gestão.

2) Ontem e hoje dois treinitos ligeiros de 10 km cada um....pouco a pouco lá vamos nós....

3) E o meu amigo Luís Lourenço, com o seu último livro com e sobre Mourinho, em primeiro lugar no top de livros de Gestão! Força Luís!

quarta-feira, setembro 08, 2010

Boas leituras....

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Marley and Me: uma bela "estória" aqui na versão original e recentemente passada a cinema, tanto quanto me lembro. Para quem gosta de cães!

A casa dos Budas Ditosos. O prêmio Camões de 2008 escreveu este livro em 1999. Percebe-se porque houve uma cadeia de hipermercados portuguesa que não autorizou a venda. Mas é uma obra prima. Aqui numa edição Nélson de Matos, portuguesa.

Como tornar-se um doente mental, do professor Pio de Abreu. Assuntos sérios ditos de forma divertida não ficam menos importantes por causa disso.

quarta-feira, agosto 18, 2010

Auto retrato do escritor enquanto corredor de fundo


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Murakami, célebre escritor japonês, também corredor de maratonas. E escreve as suas memórias de corredor. Lindo. Bela prosa.

Um livro de memórias.

Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre o homem.

Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente dos destinos do clube de jazz que e tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona. Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever.

"Extremamente pessoal, sincero e comovente" Publishers Weekly

"Altamente recomendado" NewYork Sun