quinta-feira, abril 23, 2009

Starbucks vai expandir em 2010 para o Porto

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Cadeia de cafetarias Starbucks continua em expansão em Portugal. Enquanto nos Estados Unidos algumas centenas de lojas estão a fechar, em Portugal todas as três lojas, abertas este ano (Alegro, Belém, Almada Fórum) estão acima dos objectivos da marca. No início de Maio abre mais uma loja no novo Dolce Vita da Amadora.

Para 2010 o plano prevê a expansão à cidade do Porto.

Com cafés expresso a custarem 1,20 euros e o galão (latte) mais pequeno a custar 2,40 euros, é obra.

E de facto a combinação brilhante entre café de excelência, ambiente e instalação física (loja) adiciona tanto valor que os clientes fazem fila ou longas viagens pelo privilégio de pagarem (bem) para beberem uma bebida quente (ou fria) à base de café, no Starbucks.

quarta-feira, abril 22, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

Tempo de ser imaginativo?!

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Faço a transcrição do meu último artigo publicado no Diário Económico, em 8 de Abril de 2009


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Os tempos de crise revelam um conjunto de talentos e de empresas que tiveram capacidade de pensar de forma estratégica, prosperando.

As épocas de crise são sempre particularmente sombrias. Previsões económicas revistas sucessivamente em baixa, notícias em que o tom pessimista predomina. Como se o mundo fora acabar em breve...Uma leitura atenta da História, contudo, demonstra à sociedade como as previsões de um teor apocalíptico são tão coevas quanto a humanidade...Os tempos de crise revelam, por surpreendente que possa parecer, um conjunto de profissões, de talentos e de empresas que tiveram capacidade de pensar de forma estratégica, prosperando. As páginas do Diário Económico, por exemplo, são disso um bom exemplo, apresentado empresas e empresários que aprenderam a pensar o futuro. Muitas vezes, isso quer dizer uma capacidade, inata ou educada, para observar o que fazem os concorrentes. Veja-se o que fizeram os fabricantes nipónicos no pós-guerra. Um país arruinado, ocupado militarmente, com um novo sistema político, cidades arrasadas...Não nos atreveríamos a chamar um país em crise, ao Japão de 1945, mas sim um país arrasado. E o que fizeram a Toyota, a Honda e outros? Começaram por copiar, e melhorar depois, os veículos das forças armadas norte americanas. Melhorando sucessivamente aquilo que os seus concorrentes, os grandes fabricantes americanos faziam. Copiar, melhorar, inovar o modelo japonês de sobrevivência face a uma catástrofe: a derrota militar da segunda guerra mundial. Em tempos de crise pede-se às empresas, por paradoxal que possa aparentar, uma atitude e um esforço de investimento em saber mais, em qualificar recursos humanos, em internalizar competências. Um investimento em contra ciclo que se veio revelar como o verdadeiro sustentáculo para o futuro. Uma atenção ao que nos rodeia, uma capacidade para observar, trabalhar e ler. Muito de todos. Algo que, por exemplo, as todo poderosas empresas de transporte ferroviário, no início do século vinte não fizeram. Escudadas em milhões de clientes e accionistas, em centenas de engenheiros, cometeram o pecado da miopia de marketing. Esqueceram qual o seu negócio. Que não estavam no negócio do caminho-de-ferro mas sim no negócio do transporte e no da aproximação de coisas e pessoas. E por isso não atentaram que umas pequenas empresas, nascidas em vãos de escada, mas usando uma tecnologia bastante diferente, se estavam a preparar para as destronar...Empresas com nomes como Daimler, Renault, Peugeot, Mercedes...Em poucas décadas, as omnipotentes empresas do caminho-de-ferro soçobraram e em seu lugar surgiram as do automóvel, tecnologia menos eficiente mas muito mais eficaz a satisfazer as necessidades de mobilidade dos cidadãos e empresas. A capacidade de descobrir necessidades não satisfeitas, novos mercados e novas formas de fazer produtos e serviços, é a marca distintiva que separará empresas vencedoras das perdedoras. Quebrar a miopia de marketing fará a diferença em tempos de crise. Veja-se, por todos, o caso da cadeia de ‘lingerie' feminina, Victoria's Secret (na Europa, Intimissimi, conquanto esta seja um conceito um pouco diferente). Fazendo várias viagens regulares à Europa, o fundador do grupo de retalho de vestuário Limited tinha reparado que as senhoras europeias compravam ‘lingerie' em pequenas ‘boutiques', de aspecto cuidado e serviço personalizado. Compras essas que resultavam de um acto voluntário, deliberado. Frequente. Em contraste com o que se passava nos EUA onde a mesma compra era efectuada num grande armazém, em espaço mais impessoal, e mais numa lógica de roupa interior, infrequente e menos numa outra de sensualidade e sedução. Importar o conceito e adaptá-lo ao mercado norte-americano, primeiro (e nenhum europeu se lembrara disto?!!), capitalizando na tendência de se casar mais tarde, namorando mais; depois notando que as compras eram feitas pelas mães cada vez mais na companhia das filhas, o que resultou num alargamento da linha de produtos para as crianças e adolescentes femininas...Reinventando o posicionamento da ‘lingerie', alterando o conceito de algo para adultos. Depois, a criação das supermodelos Victoria's Secret, posando e desfilando com asas à laia de anjos...Fazendo sonhar...E finalmente, supremo talento empresarial, expandindo a marca a todo o mundo, em particular à Europa...! Crise? Não para todos...


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Paulo Gonçalves Marcos, Economista e gestor de empresas


Comentários

Carlos Gonçalves, Lisboa | 13/04/09 15:31
Absolutamente de acordo. O caso português é um exemplo de mercado onde há nichos onde vale a pena investir, mesmo em tempo de crise, apostando na diferenciação.


Inês Gil Forte, Lisboa | 13/04/09 17:51
A história repete-se e tal como Portugal volta a África, podemos estar de novo a preparar fase de inovação e crescimento...
Há que aproveitar...É preciso é querer!


Eunice Almeida, Mafra | 15/04/09 00:28
Felizmente tudo bem. E a sua? As corridas conseguem combater os excessos da Páscoa?

Ainda bem que enviou o link.

Gostei muito ler! Finalmente "alguém " fala da "dita" crise da forma que realmente deve ser "falada"!!!!
É sem dúvida uma oportunidade!
É isso, uma oportunidade para todos nós. De, podermos provar a nós mesmos que somos capazes da a superar usando as nossas melhores armas: Capacidade de Inventar, Improvisar e claro Comunicar!!!
O "povo" Português é perito em faze-lo e fa-lo habitualmente de uma forma fabulosa.
Podemos e estou certa que o iremos fazer. Como? Não sei bem. Sei que gosto imenso de poder participar e colaborar... Faço todos dias. Não vejo a crise, mas antes uma fase menos boa que estamos a passar...
Temos essencialmente não de copiar mas sim, "seguir" os bons exemplos mantendo sempre a orientação nos NOSSOS valores!

Bem haja!


Vera Mares, | 15/04/09 16:48
Olá professor!

Gostei muito do seu artigo. Os períodos de crise são uma oportunidade para olharmos para o nosso negócio e redesenharmos a oferta. Existem inúmeras alterações que são constantes de adiar e que, em situações como esta, é imperativo reestruturar/melhorar. É preciosa a visão, o pensar fora da caixa...



Ana Martins, | 15/04/09 22:06
Uma mensagem de esperança numa actualidade tão negra... Que os grandes gestores e políticos deste país tenham lido estas suas palavras. O que não nos mata torna-nos mais fortes!

quinta-feira, abril 16, 2009

100.000 livros por ano!

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http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=363518

The Lisbon MBA Experience

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18th April - Experience The Lisbon MBA Full Time
Thank you for your interest in participating on our event.

Experience The Lisbon MBA Full Time is a tremendous opportunity to learn more about the program while being immersed in The Lisbon MBA atmosphere.

To register for the 3rd edition next Saturday, 18th April at 9am click here.

The event will take place at NOVA Campus where parking will be available.

Any further queries about the session or the program contact Marta Andaluz at marta.andaluz@thelisbonmba.com

domingo, abril 12, 2009

Tempo de ser imaginativo?!

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Olá estimados leitores e amigos

Como foi a vossa Páscoa?

Acho que é tempo de sermos imaginativos...!

http://economico.sapo.pt/noticias/tempo-de-ser-imaginativo_7668.html

quarta-feira, abril 01, 2009

Processo de Mentoria : pro bono no Lisbon MBA

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Teve ontem lugar a primeira sessão do processo de mentoria por parte dos Alumni dos MBA´s da Nova e da Católica aos actuais alunos do Lisbon MBA.

Num processo pro bono, os antigos alunos disponibilizaram o seu tempo para ouvir, aconselhar algo e ajudar a construção de uma carreira aos actuais alunos.

Actuais alunos oriundos de Portugal, Brasil, China, Índia, Estados Unidos. Inteligentes, bastante maduros muitos deles, brilhantes.

Ao primeiro dia, em formato de "speed dating" seguir-se-à um trabalho mais profícuo entre cada mentor e o seu mentorado.
Na linha da melhor tradição anglo-saxónica, de aprender com os mais experientes.
Foi um prazer voltar a ser mentor!

quinta-feira, março 26, 2009

Sem demoras, mudemos!

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Artigo do Professor Bruno Cota, meu co-autor, no Diário Económico de ontem.

Um must, com sempre!

http://economico.sapo.pt/noticias/sem-demoras-mudemos_6559.html

Reduzir peso, correndo...!

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Pesei-me hoje.
67,2 kg. Exactamente o mesmo que tinha quando entrei para a Faculdade, aos 18 anos. IMC de 19, o que me qualifica oficialmente como magro.

Ou seja, sem dramas, correndo de forma competitiva, menos 14 kilos em 3 anos.

quarta-feira, março 25, 2009

segunda-feira, março 23, 2009

Tempo de descanso, tempo de rescaldo após a Meia Maratona de ontem!

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Um pouco mais de 21 km ontem, corridos em ritmo diabólico!
Quiçá os meus leitores se queiram juntar numa próxima vez!
Foi um esforço e tanto!
Valeu a pena, claro!

segunda-feira, março 16, 2009

Mozilla Firefox: lutar contra o gigante e prosperar- um caso de Marketing Vencedor

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Imaginem um browser que não faz publicidade, que não vem instalado em todo e qualquer computador, que é preciso ir a um site e fazer um download que pode não ser rápido, que implica mudar e abandonar o internet explorer...

agora continue a imaginar...é gratuito, não tem uma marca de uma empresa poderosa por detrás a assegurar confiança e estabilidade...é desenvolvido por dezenas de milhares de voluntários e comentado por milhões de utilizadores...

que tem uma quota de mercado de 23% na OCDE e continua a crescer (não pensem em Portugal, país muito fidelizado ao mundo microsoft)...

bem vindos ao Mozilla Firefox!

Sugiro uma leitura da entrevista da CEO à McKinsey Review...

http://www.mckinseyquarterly.com/Succeeding_at_open-source_innovation__An_interview_with_Mozillas_Mitchell_Baker_2098

Mozilla Firefox: lutar contra o gigante e prosperar- um caso

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domingo, março 08, 2009

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Entrevista dada á Revista Banca e Seguros nº 157

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Entrevista a PAULO GONÇALVES MARCOS

Co-autor do best seller Marketing Inovador


"O esforço de internacionalização deve ser acompanhado do reforço das capacidades endógenas de avaliação e mitigação de risco"



O sector financeiro português está numa boa fase, em termos de internacionalização, e tem sabido aproveitar essas oportunidades?

O momento actual é de grande convulsão nos mercados financeiros internacionais. As crises combinadas do “subprime”, alimentos e energia fizeram com que os mercados tivessem fortes quebras, primeiro, e uma grande volatilidade, mais recentemente. Dentro deste panorama poderemos dizer que o sector financeiro português tem resistido bastante bem, melhor que a maior parte dos sistemas congéneres na Europa e nas Américas. A internacionalização do sector financeiro português tem-se orientado para mercados e segmentos onde existe uma vantagem comparativa de cariz concorrencial. Assim, países onde as empresas portuguesas tenham uma forte base instalada produtiva ou comercial (Angola, Espanha, Brasil) ou possuam afinidades culturais e civilizacionais (Cabo Verde, por exemplo) ou onde o grau de desenvolvimento dos mercados pode proporcionar que as empresas portuguesas introduzam técnicas de gestão ou marketing mais sofisticas (Polónia, Roménia, Ucrânia, Argélia, entre outros), têm sido os alvos preferenciais do notável esforço de internacionalização encetado desde meados da década de 90. E aqui o que vemos é um padrão de internacionalização de cariz estratégico mais que a mera tentativa de aproveitar mercados de destino de emigração. A aposta em serviços de elevado valor acrescentado (gestão de activos, private e corporate banking, investment banking) ou no domínio dos factores estratégicos de concorrência (redes de retalho, com a sua proximidade e conveniência) é a marca da nova internacionalização do sector financeiro português.



Na sua opinião, quais são os pontos que Portugal tem a seu favor nesta internacionalização? E os que tem contra e precisa de melhorar?

Pontos fortes: excelente capacidade técnica na banca de retalho (marketing, sistemas de informação, vendas) e na banca de aconselhamento (private e affluent banking, Project finance, Corporate finance); boa relação com as empresas portuguesas mais dinâmicas e com maior foco na internacionalização; flexibilidade e adaptabilidade de gestores e especialistas técnicos portugueses.

A menor dimensão da Economia Portuguesa, em geral, bem como a menor reputação que as suas empresas e produtos usufruem nos mercados mundiais são obstáculos à internacionalização do sector financeiro português.



Quais as celeumas que pode acarretar esta internacionalização para um mercado financeiro como o português?

A internacionalização resulta de uma busca de segmentos de mercado, em outras geografias, onde as empresas portuguesas tenham capacidade de transportar conhecimentos ou outro tipo de sinergias. E deverá ter, como resultado, melhores rendibilidades dos capitais próprios, logo, maior capacidade de atrair e remunerar capitais ao nosso país. Para uma pequena Economia aberta ao exterior, como a portuguesa, a internacionalização surge com um imperativo estratégico para o desenvolvimento económico que almejamos. E temos vários exemplos de outras pequenas Economias que têm aproveitado singularmente o fenómeno da globalização e da internacionalização para prosperarem. Claro que teremos que reter que existem alguns riscos, como a exposição a riscos do país ou riscos sistémicos de magnitude diversa. E para isso o esforço de internacionalização deve ser acompanhado do reforço das capacidades endógenas de avaliação e mitigação de risco.



Ao que devem estar atentas as entidades financeiras (bancos, seguradoras, etc) nesta internacionalização?

Dada a falta de dimensão relativa das instituições portuguesas, a ênfase terá que ser na especialização e na transferência de competências de um mercado altamente desenvolvido como o português, para outros mercados e segmentos onde o nível de especialização ou sofisticação não é tão intenso. Mais do que a busca por quotas de mercado, a internacionalização deve orientar-se por critérios de rendibilidade.



A internacionalização pode ser considerada um “móbil” de risco para o desenvolvimento de banco e/ou seguradora, tendo em conta que os objectivos possam passar por uma rentabilidade quase imediata que pode ser prejudicial?

Não. Os gestores do sector financeiro conhecem bastante bem que os projectos de investimento carecem de um prazo para a recuperação dos capitais investidos. A lógica nunca é de um retorno imediato, mas sim de uma rendibilidade das operações que sejam sustentáveis a médio e longo prazo. Portanto, não julgo que os bancos e as seguradoras portuguesas (mas também as gestores de activos e de fortunas, as boutiques financeiras, entre outros) padecem de uma “miopia” de curto prazo.



Que importância atribui à hegemonia da regulamentação, sobretudo ao MiFID, neste processo de internacionalização?

Bastante. Um dos objectivos políticos últimos da MIFID é o de alargar o Mercado Único de Serviços Financeiros, alargando o leque dos produtos e serviços objecto de um verdadeiro passaporte comunitário. Com os aumentos de concorrência entre prestadores de serviços (de aconselhamento mas também de plataformas de negociação). Nesse sentido o fim do monopólio dos mercados regulamentados abre novas oportunidades ao desenvolvimento do negócio das entidades financeiras. Custos de transacção mais baixos, como resultado do aumento da concorrência e do “upgrade” tecnológico dos prestadores de serviços, serão facilitadores do processo de internacionalização. A utilização do passaporte europeu pode ser uma vantagem importante dos bancos portugueses, reduzindo a complexidade do seu processo de internacionalização.



Que desafios se colocam a Portugal, e ao resto do mundo, neste processo de internacionalização do sector financeiro?

A internacionalização coloca vários desafios às instituições, mormente portuguesas. Senão vejamos:

- a internacionalização é importante para sustentar crescimentos da conta de exploração quando o mercado doméstico exibe sinais de maturidade e de concorrência exacerbada;

- o esforço de internacionalização deve ser visto não apenas ao nível dos requisitos de capital mas também ao nível dos requisitos sobre a Gestão (novos clientes e concorrentes; ambientes regulatórios e de Compliance diferentes dos habituais nos mercados domésticos; expatriação de quadros; desafio de novas línguas e culturas). Isto dentro duma linha estratégica mais vasta em que apenas uma adequada rendibilidade de capitais próprios é susceptível de assegurar a manutenção dos centros de decisão financeiros em Portugal. O crescimento de activos e de rendibilidade, essencial para preservar a capacidade estratégica de decisão e acumulação em Portugal, requer, sem dúvida, o continuar do processo de internacionalização. Diria que é condição necessária, conquanto não suficiente!


In Banca & Seguros #157.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

De que estará o Benfica à espera?

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Sábado à noite, ali para os lados do Lumiar, em Lisboa. Jogava-se o Sporting-Benfica, o derby mais produtivo de todo o Velho Continente.
Sporting ganhou por 3-2 com Liedson a marcar mais dois golos. Já vai em 63 com a camisola do Sporting e 12 ao Benfica...mais um golo marcado entre os altos e espadaúdos centrais do Benfica. Uma rotina que se vem tornando infernal...cada vez que Liedson defronta o Benfica. Fica a dúvida do que este jogador seria capaz de fazer numa equipa com Reyes, Cardoso, Nuno Gomes, Di Maria...Provavelmente alcondararia-se a muito mais destaque...
O que estará o Benfica à espera para contratar Liedson e pagar a cláusula de rescisão (apenas um ano de salários)?

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Que milhares de novos empregos floresçam!

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http://www.economico.pt/noticias/que-milhares-de-novos-empregos-florescam_3288.html

O que falta a muitos dos promotores participantes nos vários concursos de Inovação é experiência de gestão.

O fomento do empreendedorismo deve ser uma prioridade pública, como forma de aumentar a competitividade nacional, reforçar a teia de micro e pequenas empresas com capacidade de crescimento e de afirmação no mercado nacional e internacional, e aumentar o emprego qualificado e inovador. O tempo para dar um novo enquadramento e apoio à iniciativa dos portugueses está maduro.

Os concursos de empreendedorismo, promovidos por entidades públicas e privadas (associações empresariais, universidades, Iapmei, bancos nacionais, entre outros) têm evidenciado projectos muito interessantes, promotores com ambição e vontade e boas perspectivas para a desenvolvimento ou expansão de novos negócios, com importantes impactos potenciais sobre o emprego e as exportações.

Mas não chega o que de bastante bom tem sido feito. Para que o seu efeito macro-económico se torne relevante é preciso dar-lhe uma nova escala, uma outra dimensão. É necessário constituir parcerias público privadas para a constituição e gestão de Fundos de Investimento especificamente dedicados à promoção e ao investimento em iniciativas que requeiram capital semente. Várias vezes maiores e mais orientados para a acção e o financiamento do capital semente que os poucos fundos privados ou públicos de capital de risco existentes. Estes fundos deverão propiciar capital e apoio de gestão (aqui eventualmente em parceria com associações de gestores e Ordem dos Economistas), sob a forma de gestores experientes, que complementem as capacidades tecnológicas ou a visão e ambição dos promotores. E o papel dos gestores experientes, nunca será demais menciona-lo, é fulcral. O que falta a muitos dos promotores participantes nos vários concursos de Inovação é experiência de gestão, numa acepção bastante ampla, para além de uma base de capital mais robusta. Muitos dos projectos apresentados denotam falhas graves na formulação conceptual do seu modelo de negócio (plano de negócios), o que dificulta sobremaneira o papel dos júris avaliadores. Ademais, se aprovados, a inexperiência de gestão dos promotores é-lhes muitas vezes fatal. Por isso, a nossa proposta é que à semelhança do que acontece em vários países europeus (e aqui os nórdicos também nos podem ilustrar uma parte do caminho a percorrer) e olhando ao sucesso das iniciativas portuguesas (conquanto em escala demasiado diminuta para terem impacto macro económico, reitere-se), mais dinheiro e mais gestores experientes estejam disponíveis para ajudar os empreendedores portugueses. Afinal num país em que os gestores com mais de 40 anos têm dificuldade de se tornar a inserir no mercado de trabalho, tamanha experiência está a fazer falta às pequenas empresas. A combinação de promotores inovadores, gestores experientes e capitais público-privados poderá criar vinte a trinta mil novos postos de trabalho, em empresas de elevado cariz de inovação, capazes de estabelecerem as bases de um novo modelo de especialização.

Numa altura em que são lançadas várias iniciativas no sentido do fomento de obras públicas de cariz infraestruturante, em Portugal mas também na América do sr. Obama, importante era que houvesse um reforço dos recursos públicos dedicados ao fomento do empreendedorismo. E recursos públicos (dinheiro para ‘seed capital', mas também garantias de crédito e apoios à exportação) que permitam colmatar uma falha de mercado. Falha de mercado esta que causa uma exiguidade relativa de fundos privados. Na conjuntura económica que atravessamos, onde receitas clássicas de actuação pelo lado da procura poderão ser insuficientes, era vital que o Estado tivesse um papel catalizador e dinamizador de uma verdadeira indústria de capital de semente. E por uma pequena fracção do custo de algumas obras públicas, por mais necessárias que estas sejam.

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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário


Comentários

JSL, Singapura | 11/02/09 00:52
Um proposta séria que merece ser desenvolida.


NapoLeão, | 11/02/09 17:51
Há que manter a esperança viva na próxima "fornada" de políticos. Vejamos: O PR nunca esteve à frente duma empresa tal como o PM e todos os ministros das 3 últimas décadas ! Portanto, universitários-teóricos e juristas/advogados só têm servido para fazer discursos e aprovar ou sabotar as leis do mimistro anterior. Estamos tramados !!!


Francisca Soares de Albergaria, | 12/02/09 09:31
Concordo com essa visão e com a sua necessidade urgente. No entanto, julgo que é prioritária a renovação de pessoas (políticos) de modo a que hajam novas perspectivas, visões e ideias (ainda pouco viciadas e acomodadas ao sistema) a ganhar terreno. Esperemos que Obama seja detentor dessa postura. Por cá... continuamos à espera.


João Bessa Gomes, | 12/02/09 10:50
Penso faltar um "toque" de realidade, a quem nos governa. Pior que isso, não vejo muitas caras novas na política, da direita à esquerda, e aquelas que surgem já são apradrinhadas por alguém que em troca quererá algo no futuro, catalizando um primeiro princípio de corrupção, voltando a um círculo vicioso. Penso que catalizar a economia através de obras públicas, infelizmente, será necessário para resolver um conjunto de problemas internos de curto prazo. No entanto, tal como escrevi num artigo o mês passado, e aplicando uma gestão de maximização do trabalho e potencialização de emprego, as obras públicas deveriam ser muito bem escolhidas. Aliás, penso que desenvolver uma estratégia de crise de médio prazo é algo que já deveria estar feito à muito tempo, pois acredito que esta crise já se adivinhava e que não apanhou tanta gente assim de surpresa, nomeadamente os gestores e economistas que analisassem dados correntes dos mercados externos. Já agora uma sugestão: em vez de um TGV (obra público/privada tanto quanto sei) de 7,5 mil milhões de euros porque não construir mil escolas Básicas e Secundárias com qualidade digna (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os idosos (a 1 milhão de euros cada um). Restariam ainda cerca de 3,5 mil milhões de euros para investir em infraestruturas de apoio, qualificação de pessoal, incentivos sérios à natalidade e promoção de emprego, e tal como o Professor diz e muito bem, a a dinamização "de uma verdadeira indústria de capital de semente". Grande artigo. Parabéns


Rita Correia, | 12/02/09 11:07
Penso que é uma visão bastante válida, no entanto, a inovação e o empreendedorismo nem sempre são bem vistos e aceites na nossa sociedade tão resistente à mudança. A mudança é bem vista quando surge de fora, mas quando é sugerida de dentro é vista como "uma oportunidade para fazer dinheiro" o que faz com que caíam ideias e soluções necessárias e úteis para nós. Fomentar os concursos pode ser o primeiro passo para aceitar e respeitar quem quer ser empreendedor em Portugal. Há portugueses que optam por ser empreendedores em outros países para posteriormente tentarem a "sorte" no nosso país, é mau, mas parece que estamos a acordar para este facto. Espero que sim :)

sábado, janeiro 31, 2009

O primeiro ferido de morte...

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Primeiro a licenciatura obtida de forma patética, com o tal professor que era assessor do melhor amigo (e também ministro do mesmo governo) a dar 4 das 5 cadeiras em falta para transitar de bacharel em licenciado...
A cadeira de inglês, a ser feita via redacção enviada por fax...com o carimbo do ministério (não fosse alguém duvidar da proveniência...).

Depois os projectos assinados "por favor"...eu da covilhã assino aí na Guarda e vocês os técnicos da Câmara, aprovam. Vc assinam os meus daqui e eu aprovo...Simples...

Origens modestas, hábitos caros, casa caríssima...no local mais caro da capital...

Agora o raio dos britânicos a desconfiarem que o homem terá empochado meio milhão de contos...para facilitar...

Amigo filósofo...está na hora...terás que sair....

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Run for Fun: 19 inscritos para a Meia Maratona de Lisboa...

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E o meu "outro" clube, o Run4Fun já inscreveu 19 atletas para a Meia Maratona de Lisboa, em Março de 2009!

Viva

Quase a recomeçar as aulas ...próximo semestre...

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Hoje a primeira reunião de preparação das aulas na Católica. Nova equipa docente. Entusiasmo e vontade pedagógica. Temos gente!

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Portugal em 53º lugar no ranking de liberdade económica...

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Atrás da Jordânia, do México e outros que tais...
Faço a transcrição do início do artigo...

The 2009 Index of Economic Freedom

For 15 years, The Wall Street Journal and The Heritage Foundation have been measuring countries’ commitment to free-market capitalism in the “Index of Economic Freedom.” The 2009 Index, published this week, provides strong evidence that the countries that maintain the freest economies do the best job of promoting prosperity for all citizens.

The positive correlation between economic freedom and national income is confirmed yet again by this year’s data. The freest countries enjoy per capita incomes over 10 times higher than those in countries ranked as “repressed.” This year, for the first time, the Index also correlates economic freedom with important societal values like poverty reduction, human development, political freedom and environmental protection. The linkages are robust, with economically freer countries performing significantly better on every indicator of well-being.


O caminho para a voragem...

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O que vai acontecer a um pequeno país de economia aberta ao exterior (mas tão pouco concorrencial que o seu déficite da balança de transacções correntes é superior a 10% do PIB e o oitavo maior do mundo em valor absoluto...) que para "estimular" a economia vai encetar um programa de despesa pública nos seguintes moldes:

- lançamento de obras públicas em infraestruturas de transporte (novo aeroporto, comboio de alta velocidade,...) que não passam pelos crivos mínimos de rendibilidade e benefício social;

- com o recurso a contratação de trabalhadores estrangeiros para essas mesmas obras (porque os nacionais acham pouco digno o trabalho nas "obras").

Aumento da dívida pública, do déficite público (e lá vão numa penada três anos de esforço de consolidação orçamental...), maior deterioração das contas externas...rumo ao abismo? ou ao regresso a um "homem providencial" dotado de poderes extraordinários?

quarta-feira, janeiro 21, 2009

A Standard and Poors, agência de rating, acaba de cortar a notação de Portugal

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Logo em cascata foi anunciado que não só as emissões da República Portuguesa sofriam uma desvalorização da sua qualidade creditícia, como também os Bancos Totta e Caixa Geral de Depósitos sofreram igual destino.

Os outros bancos e empresas portuguesas com emissões de obrigações nos mercados internacionais (PT, Galp, Edp, Ren, Brisa, ...) vão também ser arrastadas.

Quer dizer que as dificuldades de o país assegurar o refinanciamento da sua imensa dívida externa, continuamente agravada por um déficite da balança de transacções correntes que é o 8º maior do mundo, continuam a acentuarem-se...

Podemos ter, num futuro próximo, problemas graves...

sábado, janeiro 03, 2009

O luxo bebe-s quente...transcrição artigo e comentários

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O luxo bebe-se quente!

Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café.

Paulo Gonçalves Marcos

Nas últimas semanas a comunicação social tem-nos dado a conhecer da chegada da cadeia de cafetarias Starbucks a Portugal, relatando-nos algo sobre as origens da mesma e os planos de expansão da empresa para o mercado português. Contudo, gostaria de começar por desafiar os leitores a pensarem no significado estratégico que a Starbucks representa. Por fim, uma pequena reflexão sobre o que podemos aprender com esta empresa, com o fito de incrementar a produtividade nacional. Com mais de quinze mil lojas espalhadas pelo mundo, a Starbucks veio transformar o consumo de café, de uma mera banalidade para um luxo, cobrando dez vezes mais que os seus concorrentes locais. Vale então a pena ver como a empresa articulou três conceitos que lhe deram uma vantagem concorrencial ímpar: café excelente; instalações físicas e ambiente de consumo. Quanto ao café, inspirada na melhor tradição dos expressos italianos, procurou-a replicar e melhorar. Grãos de café comprados nas melhores regiões do planeta, funcionários (“baristas”, na melhor tradição italiana) apreciadores e conhecedores de café, utensílios e produtos para venda (moinhos, sacos em grão, canecas térmicas). Tudo a reforçar a percepção de um local onde se percebe e respira café, no melhor sentido ‘gourmet’. As instalações físicas são também singulares. Em contraponto às cafetarias tradicionais, barulhentas e fumarentas, mal iluminadas, as lojas Starbucks são o oposto: montras grandes, sofás acolhedores que convidam a sentar e a beber calmamente, algumas revistas sobre moda e estilo dispersas criteriosamente, iluminação forte. Um convite descarado a sentar à janela e ver e ser visto pelos transeuntes. Consumo conspícuo no seu melhor! Por fim, o ambiente da Loja. Uma música de fundo de tipo ‘chill out’, ausência de fumo, pessoas com bom aspecto, tudo a convidar a desfrutar de uma pausa relaxante. À azáfama diária, a Starbucks contrapõe a indulgência do tempo e do espaço. Em suma, beber um café expresso deixa de ser um acto de consumo de cinquenta cêntimos e trinta segundos e passa a ser uma experiência de 5 euros! Ou a forma de aumentar o valor de algo em dez vezes mais, num produto tendencialmente indiferenciado. Dito de outra forma, uma questão de produtividade que o marketing resolveu favoravelmente a favor da Starbucks e de seus accionistas. De facto, o problema da produtividade nacional não tem que ver apenas com a deficiente qualificação de trabalhadores, com baixos níveis de confiança social entre os portugueses, com a justiça errática e lenta, mas muito mais com a nossa incapacidade de aplicar o marketing em favor da produtividade e da inovação. Um pouco como duas regiões produtoras de vinho, com condições edafo-climáticas similares, trabalhadores e gestores experientes e qualificados. Bordéus e Ribatejo, por exemplo. Infelizmente os vinhos de Bordéus têm uma aceitação internacional (procura) e um valor de venda assaz superiores. Quem é mais produtivo? Igualmente esforçados (valor dos ‘inputs’), os produtores de Bordéus vendem maior quantidade e a maior preço que os do Ribatejo. Logo apropriam maior valor. Na equação da produtividade, Bordéus é muito mais produtiva…Afinal a mesma equação aplicada pela Starbucks nos sucessivos mercados aonde chega. Fatalidade lusa o de fiar consignado ao menor valor? Não deverá ser. Mesma a poderosa Starbucks, pioneira na percepção e na apropriação do marketing, enquanto criador de valor accionista, tem sofrido alguns reveses. No Reino Unido, por exemplo, o país aparentemente mais próximo culturalmente dos EUA, onde as marcas locais (Costa Caffe, Nero, …) adaptaram melhor o modelo norte-americano e conseguiram destronar a Starbucks do pódio. Ou melhor ainda, o que a multinacional portuguesa, Delta, está a fazer com o seu nóvel Delta Lounge, um conceito de loja susceptível de elevar o consumo de café, transformado em Portugal, numa experiência plena de significado para o consumidor. Delta Lounge ou Delta Qool, afinal duas demonstrações de que é possível inovar e capturar valor com o marketing!

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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário

Comentários

Antonio Moreira
Captou bem a essência deste fenómeno. É vê-los em Alfragide acotovelando-se para entrarem na loja...

Madalena Quaresma
As prioridades políticas estão no reforço das grandes infraestruturas rodoviárias e ferroviárias...mas o desenvolvimento consegue-se emulando os melhores e mais inovadores. O caso Starbucks é sintomático. Mas as palavras de esperança do colunista talvez sejam um nadinha optimistas.

João Ralha
Um exemplo interessante não limitado ao café, mas com alguns problemas nestes últimos anos com o encerramento de lojas. Porventura devido a cópias e concorrência acrescida. Ver mais dados em http://moneycentral.msn.com/companyreport?Symbol=SBUX . De qualquer modo, um bom exemplo de como acrescentar valor, através do Marketing

Rita Correia
Na minha opinião o Starbucks em Portugal ainda não é o que é nos outros locais do mundo, o café é realmente caro (nada de especial, para já), o local (em Alfragide pelo menos) é desconfortável e barulhento tendo em conta a quantidade de pessoas que querem lá entrar, os empregados não são "“baristas”, na melhor tradição italiana" são os mesmos que vemos na restauração portuguesa (estrangeiros na maioria). No momento é uma moda, no futuro, quando a febre passar, penso que pode vir a ser um local de luxo, onde se pode saborear o que há de melhor no café. Vamos lá ver se a Starbucks não é mais uma Virgin.

vg
Só num país que não sabe o que é café poderia começar tal luxo .Quente por quente ,por esse dinheiro bebo um chocolate quente no Florian da praça de S.Marcos

Mª João Branco
Uma "Virgin", "Printemps", "Hard Rock", para um apreciador de café o da Starbucks nem presta. O tempo o confirmará não há marketing que o salve. Um Feliz Ano 2009.

NapoLeão
O camarada comentador está "inchado" com o sucesso da StarBucks ! O preço e o gosto não encaixam no "gosto" dos Portugueses ! E quantas lojas Strarbucks encerram últimamente ? Tente saber ! É que não são só rosas...

Maria Teresa Loureiro
Compreendo que esteja a referir-se à Starbucks enquanto conceito e não apenas enquanto uma loja em Alfragide onde os portugueses, 'que não gostam nem do preço nem do gosto do café', se acotovelam. Sou apreciadora de café e confesso que não conheço a 'nossa' Starbucks, detesto multidões, por muito perfumadas que sejam, e desconheço a necessidade de ver e ser vista em locais da moda. Mas espero, sinceramente, que vingue por cá. Gostei da nota positiva numa altura em que tudo nos parece ser mau ou poder vir a tornar-se pior.

António Carvalho
Uma autêntica aula de marketing. É bom ter exemplos destes a entrarem no panorama nacional. No entanto, coloco uma questão: Porquê a escolha do centro comercial Alegro? Não "assentava" melhor numa rua ou zona turística,"histórica"...movimentada, como por exemplo o chiado? Cumprimentos, antónio

quarta-feira, dezembro 31, 2008

O luxo bebe-se quente!

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Artigo nosso sobre o consumo de café, ou de como este passou de uma mera rotina para algo de mais conspícuo!

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1195661.html

Bom fim de ano!

Paulo Gonçalves Marcos

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Single family home prices inflation adjusted

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Os preços das casas unifamiliares, ajustados da inflação, estão agora nos Estados Unidos ao nível do ano 2000. E a taxa de queda dos preços tem vindo a ser crescente, mês após mês nos últimos seis.

E Portugal?

quarta-feira, dezembro 24, 2008

O aumento de capital da CGD tem uma explicação simples...

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Foi o meu estimado amigo Eugénio Rosa, economista também, deputado independente do PCP, meu ex-aluno, que me chamou a atenção para o óbvio: o aumento de capital da CGD com o fito anunciado de tapar o buraco do BPN.

Ora como é sabido o buraco do BPN vai em cerca de 1.000 milhões (que raio de ideia de Miguel Cadilhe vir pedir um empréstimo do Estado de apenas 650 milhões...afinal nacionalizando sai mais caro...!), o que poderia ser acomodado pelos lucros da Caixa.

Mas acontece que um aumento de capital implicará aumento da dívida pública mas não altera o valor do déficite público...enquanto que uma perda de dividendos teria um impacto sobre o dito déficite...simples...troca-se déficite por aumento da dívida pública..

Lembro-me que o meu colego Rui, enquanto secretário de Estado do Eng. Guterres inventou este truque para os hospitais, com a sua passagem a entidades empresariais públicas! O Estado fez uma dotação inicial de capital, destinada a acomodar os prejuízos dos primeiros dois ou três anos, tirando os seus déficites de exploração da órbita do Orcamento Geral do Estado...!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Se os preços das casas continuarem a cair...

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Imaginem que os preços das casas em Portugal vão continuar a cair...que depois de terem caído já 5% este ano (até finais de Setembro de 2008) a queda vai continuar ao longo de 2009.

Afinal com uma recessão económica, não necessariamente profunda, de cariz duradouro (3 ou 4 trimestres consecutivos, por exemplo), que entre por meados de 2009 a dentro, teremos um aumento do desemprego.

Ninguém no seu perfeito juízo acredita na taxa oficial de desemprego do governo propaganda PS...esta nas está nas imediações de 7% mas em pouco mais de 10% como o estudo do economista Eugénio Rosa o demonstra. Poderá subir até mais 2 pontos percentuais nos próximos doze meses.

Mas o desemprego, ou a ameaça dele, condiciona os comportamentos de compra (as intenções de aquisição) dos bens duradouros. Mais que o rendimento disponível actual, é a expectativa (o valor esperado futuro) do rendimento futuro que condiciona os consumos actuais. Milton Friedman demonstrou-o há mais de quarenta anos (e esqueça o facto de ele ser o ideólogo da escola de Chicago; antes disso foi o mais notável economista da sua geração e por isso recebeu o Prémio Novel da Economia).

Menos procura (e o facto das taxas euribor estarem a baixar nada adianta, porque as pessoas perceberam quão voláteis estas são...) implicará que os preços vão cair mais...

Imaginem um cenário moderamente razoável, em que os preços das casas caem mais 5 a 10% nos próximos meses. Com o desemprego a aumentar (e com o incrível número de divórcios, outra grande machadada na capacidade dos portugueses honrarem os seus compromissos financeiros).

O valor das casas a cair. Os incumprimentos dos créditos à habitação a aumentarem. O que pensam os leitores que irá acontecer aos bancos médios, operantes em Portugal, que se especializaram historicamente nos mercados do crédito à habitação e à construção?...Alvíssaras a quem nos disser...

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Preço das casas caiu quase 5% em Portugal....

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O preço das casas em Portugal recuou 4,8% no terceiro trimestre do ano, quando comparado com igual período do ano passado. Esta é uma das conclusões do estudo elaborado pela Knigh Frank, representada em Portugal pela Worx.

New York state plans soft drinks "obesity tax"

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Move would help close $13.3b deficit.
The potential revenue from the proposed tax is $400m.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

50bM Wall Street´s Fraud...

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Um antigo presidente do Nasdax faliu na sexta feira e reconheceu que a sua companhia era uma fraude piramidal (Ponzi scheme). Com apenas 25 clientes directos (bancos, gestoras de fundos,...) os clientes indirectos seriam alguns milhares, espalhados nos Eua, União Europeia e Suiça.

http://www.timesonline.co.uk/tol/business/industry_sectors/banking_and_finance/article5344059.ece

domingo, dezembro 14, 2008

Os craques antes da partida


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51º Grande Prémio do Natal, uma das mais antigas corridas de estrada em Portugal. 10 km com partida logo pela manhã.

Um quarteto que prometia muito ...e cumpriu!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Meia Maratona: a primeira!

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Ontem corri a minha primeira Meia Maratona. Foram 13 semanas de treinos duros!

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quinta-feira, dezembro 04, 2008

Insight: a post bubble world

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The textbooks have little to say about post-bubble economies. That makes the current prognosis all the more problematic. A profusion of asset bubbles has burst around the world – from property and credit to commodities and emerging market equities. That’s an especially rude awakening for a global economy that has become dependent on the very bubbles that are now imploding. It is as if the world has suddenly been turned inside out.

The American consumer is a case in point. Real personal consumption expenditures are on track for rare back-to-back quarterly declines in the second half of 2008, at roughly a 3.5 per cent average annual rate. Since 1950 there have been only four instances when real consumer demand fell for two consecutive quarters. Declines will exceed 3 per cent in both quarters for the first time. Never before has there been such an extraordinary capitulation of the American consumer.

O BCE desceu as taxas directoras em 0,75% mas as taxas euribor...

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Em reunião hoje ao final da manhã o Banco Central Europeu baixou as suas taxas directoras em 0,75%, o maior corte alguma vez realizado na sua história.

A magnitude do corte não supreendeu o Antonuco, que já a antecipara várias vezes, ao contrário da maior parte dos analistas que apostam num corte menos agressivo.

Mas atente-se que as taxas Euribor, as mais importantes para as prestações do Crédito Habitação das famílias portuguesas, vão demorar algumas semanas, na melhor hipótese, a acompanharem completamente esta descida de hoje...

quarta-feira, dezembro 03, 2008

O tempo da Permissão e da Sustentabilidade...no DE de hoje

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O tempo da permissão e da sustentabilidade

Os detentores das marcas vão ter que se aproximar dos clientes através de patrocínios e de outras acções de marketing em cooperação.

Paulo Gonçalves Marcos

Queremos partilhar com os leitores algumas reflexões sobre os temas da permissão e da sustentabilidade no marketing empresarial, tomando como ponto de partida o dos patrocínios. Estes são apenas uma pequena parte (menos de 10%) do total investido em comunicação. Para crescerem, os múltiplos operadores no mercado dos patrocínios têm que demonstrar o poder de influenciarem o comportamento do simpatizante, do consumidor e do cliente. Se os benefícios tangíveis e intangíveis não forem mensuráveis, a actividade de patrocínios corre o risco de desaparecer no decurso da crise económica que se avizinha.

(continua...ver link para Diário Económico)

sexta-feira, novembro 28, 2008

O governador tem razão!

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A pedido de muitos leitores, aqui segue a transcrição do nosso artigo da última semana no Diário Económico. E ainda os comentários de alguns dos muitos leitores.


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O Governador tem razão!

Por mais competência e idoneidade que tenham os reguladores e seus quadros, fraudes vão continuar a existir. É da natureza humana…

Paulo Gonçalves Marcos

As últimas semanas têm sido pródigas em ataques ao Banco de Portugal e ao seu Governador, a propósito das fraudes alegadamente verificadas no Banco Português de Negócios. Como se o Regulador e Supervisor do Sector Bancário fosse um cúmplice dos alegados vilões que dirigiram o banco de negócios em questão. Não podemos estar mais em desacordo com esta visão. Em nosso entender o Banco de Portugal tem estado à altura dos acontecimentos. A Supervisão funcionou. E tem impedido que outros potenciais casos tenham surgido no mercado português. A falência de bancos é uma coisa relativamente comum. Aliás, a falência de empresas é uma realidade insofismável de qualquer economia de mercado: pune quem não conseguir captar e fidelizar clientes. Mesmo a falência fraudulenta, quiçá sonante de grandes bancos é, no panorama internacional, menos que rara. Sem querer entediar o leitor, vale a pena relembrar algumas. Aqui ao lado, em Espanha, o caso Banesto. Conde, o empresário mais admirado, à época, pelos espanhóis, em quem os conservadores do país vizinho depositavam grandes esperanças de rivalizar com o socialista primeiro-ministro Filipe Gonzalez, liderou a fraude, cometida curtos meses após um aumento de capital de 700 milhões de euros (M€), intermediado pelo sóbrio e sólido J.P. Morgan (que haveria de subscrever, em simultâneo, para um fundo seu, 175 M€, tornando-se no maior accionista do Banesto!). O buraco, detectado pelo Banco de Espanha, foi de 4.000 M€. Poderíamos continuar a lista enumerando casos espectaculares em que a não existência de controlos e de sistemas de cumprimento eficazes, tornaram possíveis a falência do mais que centenário Barings Bank (obra de Nick Leeson) em 1995 com uma perda superior a 1.200 M€; a perda de 800 M€ do Daiwa Bank (1995) no Japão; outra perda de 5.000 M€ na Société General, em França, no início de 2008; pelo meio outras que deram brado à época: Amaranth Advisors, um ‘hedge fund’ que especulava contra o preço futuro dos contratos do gás (2006) ou o Bank of Credit and Commerce Internacional (1991) onde os príncipes árabes se viram chamuscados. Portanto, o caso BPN é um fenómeno não exclusivamente português, incidindo também em praças e mercados financeiros tidos como os mais sofisticados e regulados do mundo. A existência de fraudes, no sistema financeiro ou noutros (Enron, Parmalat,etc), é normalmente função de um triângulo pernicioso: oportunidade detectada + pressão (para apresentar resultados) + racionalização (auto explicação para o comportamento desviante). A ganância também pode causar erosão nos valores éticos individuais e facilitar a racionalização em termos que seriam inaceitáveis. Contudo, muitos dos prevaricadores são influenciados pelo meio envolvente, mormente por colegas e pela cultura da empresa. Pelo que estas devem ter políticas éticas bem explícitas. Permanentemente zeladas pela Gestão de Topo. O caso BPN ilustra apenas a falha generalizada do estabelecimento de um conjunto de Políticas e Procedimentos de Ética de negócios e a forma mitigada como Valores Éticos eram guião da orientação profissional. Por isso, não são os sessenta técnicos do Banco de Portugal afectos à Supervisão Prudencial que são poucos. Parece-nos que o número ou a qualidade destes e do seu trabalho (lendária no mercado português, pela positiva, atente-se) são adequados e comparam bem com as práticas internacionais, mais a mais considerando o pequeno número de instituições sedeadas em Portugal. Quiçá a ausência de experiência em Banca Comercial ou de Investimento de quadros e dirigentes do Banco de Portugal possa ser uma pequena desvantagem relativa. Quiçá, igualmente, a opção do Banco de Portugal em querer regular coisas bem menores, como campanhas publicitárias ou os folhetos dos produtos financeiros, tenha desviado a atenção e a energia da gestão de topo e dos quadros do Regulador. Mas isso não invalida dizer que o Banco de Portugal e o seu Governador não são prevaricadores; o número de casos e incidências verificados no mercado português é mínimo e sem a gravidade que outros mercados experimentaram. E que a actuação do Banco e do seu Governador foi correcta do ponto de vista técnico. Enquanto árbitro, mas não jogador. Não lhes competia escolher os bancos vencedores no jogo do mercado. E por mais competência e idoneidade que tenham os reguladores e seus quadros, fraudes vão continuar a existir. É da natureza humana…Basta que o triângulo pernicioso esteja presente.

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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor e professor universitário

Comentários
Paulo Curto de Sousa (curtodesousa@gmail.com)
Estranho é que já se falava antes do verão da situação complicada do BPN e, aparentemente, só agora se fez alguma coisa. Ter-se-á aproveitado o rebentamento da "bolha do subprime" para justificar a actuação? Abraços
Inês Gil Forte
Criticar o que é nosso e esquecermos o que é dos outros está no nosso sangue de Portugueses e é assim em muito do que nos envolve, sempre que algo nos acontece é sempre pior que da fronteira para fora. Aliás, como mera observadora destas questões...acho que o comum dos mortais em Portugal nem se lembra ou nem sequer sabe do que se passa lá fora, por isso Paulo, acho importante relembrar, lembrar ou contar como é e o que se passa no resto do Mundo, que nós tantas vezes tentamos esquecer! Ética...uiii...depende de cada um a definição de ética nestas questões e quais os pontos a ter em conta e quais se esquecem! Uma vez mais...parabéns pela coluna.
Paulo Lage (paulo.d.lage@gmail,com)
Caro Paulo Marcos, O problema , não reside na capacidade de regulação do Banco de Portugal, mas na capacidade de actuação celere e isenta do nosso sistema judicial. No caso Banesto , o Empresario Mario Conde foi julgado, condenado e preso. Aqui , tenho as minhas duvidas que algum dos alegados prevaricadores " vá dentro" !! O que também não entendi, como simples contribuinte, foi a razão da nacionalização do BPN. A situação foi criada por alegadas fraudes e negocios ilicitos , não como resultado da crise financeira. Será que os estado quer segurar os seus investimentos no BPN? Será que alguma classe politica esta envolvida? Se de nada disto se trata porque, numa logica identica, o governo não nacionaliza as Pirites Alentejanas? O precedente foi aberto . E agora? Expliquem-se!! Parabens pelo artigo!
vg
Pois caro Paulo,o que o governador fez foi ignorar alertas que lhe foram enviados.E isso não é uma questão de Sherlock Holmes ,mas de sair do torpor em que funciona
Antonio Moreira
O Banco de Portugal não é o Polícia do Mercado. Fraudes são inevitáveis. Falta saber se deveria ter actuado mais incisivamente quando nos últimos anos o BPN se alcandorou a um plano de expansão desenfreado.
Sofia Conde Maior
Bem, é uma opinião que vai contra quase tudo o que foi escrito por todos os outros comentadores...apesar de a lógica ser inatacável, ainda custa a engolir...
Fenix
Afinal, para que serve esta instituição? Valerá a pena ser mantida, se a sua actuação é assim tão limitada, e tão ronceira?
NapoLeão
O prof. PG Marcos deve ter acabado de aterrar na Portela ! Percebe-se que economista "defenda" economista. Por quem sois...
Luís Brites (ljbrites@gmail.com)
Caro Paulo, parabéns pelo artigo, de facto tudo está na natureza humana e quer gostemos mais ou menos da actuação (ou da celeridade da mesma) do Governador do BdP é um facto que em todo o mundo surgem estes problemas, trata-se de uma questão de (falta de) ética e ganância desmesurada..sobretudo deverá ser feita uma aprendizagem para não se repetirem (ou tentar que) estes desastres de graves consequências na confiança do mercado e quiçá no bolso de quem confia no mesmo, a questão levantada anteriormente pelo Paulo Lage é particularmente importante ou seja, os eventuais "prevaricadores" o que lhes irá acontecer em termos necessariamente punitivos se se provarem de facto (e a tempo) todos os graves indícios já conhecidos?
Legru
Se desde 2002 eram conhecidas as irregularidades no BPN porque é que BdP não actuou até agora? - E vou mais longe: Até que ponto foi Miguel Cadilhe a fazer aquilo que caberia ao BdP fazer, isto é, pedir uma auditoria (que deveria ser feita em devido tempo pelo BdP)e, em consequência desta, apresentar denúncia na PGR. Por último lembro a todos os meus colegas contribuintes que estamos a pagar a 1800 funcionários do BdP que, ao que parece nada fazem.
Leandro Coutinho (L_Coutinhofr@Yahoo.fr)
Até que enfim que aparece alguém com uma visão/análise lúcida sobre o que é a supervisão bancária e o que o BdP pode e não pode fazer dentro do enquadramento que a mesma tem.. Eleger o governador do BdP como bode expiatório tem sido a norma por parte de gente que não sabe sequer enumerar as funções do banco Central tal como são listadas numa qualquer sebenta da cadeira de Introdução á Economia no 1º ano da faculdade.. Aconselha-se os nossos opinativos personagens que invertam a sua metodologia.. Primeiro desenvolvam conhecimento e depois produzam análises.. (é que, entre nós, em geral, passa-se o contrário)..
João Costa Pereira (costapereira.joao@gmail.com)
Caro Paulo, Concordo com tudo. Fraudes vão sempre existir e cabe antes de mais à forma de governação das sociedades, ao seu controlo interno e de compliance, assegurar a rapida detecção de situações irregulares e a sua eliminação. Mas algo correu mal no BP. Este existe precisamente para os casos em que se verifica num Banco a total incapacidade para suprir por sí uma inconformidade. O que critico no BP é o facto de isto não ser caso novo. É o facto de teram levado anos a actuar quando em todo o sector financeiro (desde 2002 pelo menos) que se comentava que "aquilo lá no BPN é uma pouca vergonha". E fica a impressão (para não dizer certeza) que só agiram porque a bomba rebentou-lhes em cima e foram obrigados a isso.
LL
E pronto, com o argumento de que problemas de supervisão existem noutras paragens, está lavada a culpa do nosso Banco de Portugal! Independentemente dos casos referidos e da sua diferença na natureza, indícios e duração da prevaricação, não são falhas alheias que desculpam a incúria do BdP. Seguindo esse raciocícnio, a natureza humana é como é, vão sempre existir fraudes, o supervisor não as vai detectar... concluindo: não vale a pena supervisionar. Então acabe-se com a supervisão, pois se esta funciona como um tigre de papel, já todos os supervisionados perceberam que o BdP é verbo de encher. Haverá certamente lugar para os 1700 excedentários, pois os 60 da supervisão nada fazem e os otros produzem umas informações inúteis que o país já recebe de várias entidades externas, que até são hitoricamente mais credíveis nas suas previsões. Uma última palavra para os prevaricadores: são sem dúvida os primeiros culpados de toda a situação. Se o polícia que assobia para o lado é incompetente e deve ser demitido, o ladrão é criminosos e deve ser preso. Já que o polícia BdP nada fez que o façam os lesados (accionistas).
JR (jralha59@gmail.com)
Abaixo a "bófia", vivam os ladrões......!!! Os complexos revolucionários continuam a existir. Pelo que se tem lido e ouvido, até parece que quem conduziu o BPN para a "falência".......... foi o Banco de Portugal. Opiniões de técnicos qualificados e experientes como é o caso do autor do artigo, são um excelente contributo para o esclarecimento dos leigos, que somos quase todos.
JBG
A situação verificada com o G.B.P. e os casos actuais que têm vindo a público, demonstra que nem todos os sistemas são perfeitos e, consequentemente, falíveis. Parece-me evidente o aparato desta situação é um resultado de um sem número de situações políticas que já vêm de trás e cujas desconfianças estão a culminar, agora de um modo mais energético. Ainda voltando a outra questão, na minha opinião pessoal, no caso do BPN, a nacionalização parece ter sido apressada por algo que não sabemos. Hoje, como por magia, cerca de 3 semanas depois, já ninguém fala no caso (entenda-se alguém como C.Social e órgão de pressão)... Estranho não? Mas em relação ao artigo, concordo inteiramente com a análise e confronto da Técnica com a Ética, e que, felizmente e aparentemente, são poucos os casos que escapam ao regulador... No entanto, custa saber que, sendo tão poucos os bancos regulados, possam escapar alguns assim de um modo aparentemente tão fácil. As consequências de situações como as que vieram a público do BCP e BPN e de outros, mas de forma mais leve, pôem em risco a confiança dos depositantes que, essencialmente, são quem dão a solidez e estabilidade financeira a este sector. Imaginemos só o que aconteceria se, de repente, todos os depositantes resolvem resgatar os seus depósitos para colocar debaixo do colchão? Seria um colapso total do sector. O regulador tem de ter mais ferramentas e instrumentos de análise para poder agir em conformidade, sob o risco de lhe ser imputado a responsabilidade, como tem sido o caso.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Marketing Sustentável: fad, fashion or something worth?

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Em breve o saberemos aqui no Antonuco. Vamos escrever um texto dedicado a esta temática na próximo número da Revista do Grupo Delta.

100 Notable Books from 2008 on New York Times

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http://www.nytimes.com/2008/12/07/books/review/100Notable-t.html?_r=1&hp

quarta-feira, novembro 26, 2008

Newest Harvard MBAs flocked to Wall Street...

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Even as the markets convulsed and investment banks buckled, Harvard’s latest crop of M.B.A.’s headed for the financial services industry in greater numbers than the previous class.

That is the picture that emerges from the just-released hiring data from Harvard Business School for its class of 2008. The numbers indicate that 45 percent of the class went into the financial services industry — which is actually a slight increase from last year’s figure of 44 percent.

sábado, novembro 22, 2008

Tiago Tarré em artigo interessante na Revista Frontline

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Uma revista a seguir com interesse. E também para um par de jovens colunistas, com destaque para Tiago Tarré.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Portugal num pouco honroso 32º lugar no ranking da corrupção por país..

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Menos que fantástico...ao nível da Dominica...

Ah valente!

Oficial...America Areal acaba de enviar, a seus parceiros e fornecedores, a carta anunciando a falência da Byblos

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Exm

1. O novo conceito de “Livrarias Byblos”, que abriu ao público em 14 de Dezembro de 2007, tinha como objectivos:

a) ser a primeira Livraria de Fundo Editorial no nosso país, disponibilizando a totalidade das obras publicadas em língua portuguesa;

b) e ser a primeira livraria a nível mundial que, através de pesquisa em ecrãs tácteis, facultava a exacta localização da estante e prateleira onde se encontraria o título pretendido;

c) deste sonho, idealizado e concretizado num acolhedor ambiente, incluiu-se também a disponibilização de dezenas de lugares sentados para consulta dos livros, um amplo Auditório onde se realizaram as mais diversas actividades culturais, uma Cafetaria (com serviço de almoços e jantares) a par da comercialização de outros produtos culturais (Jogos, CDs, DVDs, etc.)

Enfim, disponibilizou-se um verdadeiro serviço público o qual foi reconhecido não só no plano interno como internacionalmente, com visitas organizadas de livreiros Americanos, Alemães, Brasileiros, Espanhóis, Franceses, Italianos, Eslovenos, Finlandeses, Ingleses, etc. Foram publicados artigos nas mais variadas revistas estrangeiras e sempre salientavam as inovações tecnológicas, com particular destaque à inédita utilização das etiquetas RFID (Radio Frequency Identity), bem como à dimensão e à qualidade do “design da loja”.

2. No entanto este sonho transformou-se num pesadelo:

a) A empresa que havia assinado um “Protocolo de Entendimento”, tendo em vista a tomada de uma posição accionista de 40%, foi protelando a data da celebração do competente contrato e acabou por desistir em Abril de 2008;

b) Entretanto, de 2007 para 2008 o Mundo mudara e foram infrutíferas as tentativas de encontrar novos accionistas;

c) Estava planeada a abertura de mais duas lojas, mas o mercado já entrara numa enorme retracção de consumo e, em face da crise financeira, os financiamentos foram também impossíveis de concretizar.

3. Sendo a actividade livreira sazonal, os prejuízos acumulados no primeiro semestre provocaram um corte generalizado dos fornecimentos precisamente no segundo semestre, durante o qual seria possível promover-se alguma recuperação.

4. Assim, não restou outro caminho senão o da Apresentação à Insolvência da “Livrarias Peculiares, S.A.”.

Num novo cenário, será talvez possível que idêntico sonho se concretize com sucesso.

5. Nos próximos dias, o Administrador Judicial que vier a ser nomeado pelo Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia assumirá a gestão da empresa, sendo previsível a promoção de uma reunião de credores a curto prazo.

6. Neste doloroso momento, permitam-me que Vos transmita um sentido agradecimento em meu nome pessoal por haverem partilhado do referido sonho. E, na medida do possível, Vos apresente o meu pesar por, na minha qualidade de Administrador Único, não ter conseguido corresponder para com as Vossas justas expectativas.

Américo Augusto Areal

Byblos: Bulhosa e Bertrand tão perto...

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Lembra o António Jorge e bem, que a Byblos padece também de outro óbice: a excessiva proximidade ao Centro Comercial Amoreiras...estacionamento a rodos, lojas âncora e ainda a concorrência da Bulhosa e da Bertrand...

Byblos vai fechar as portas? O retalho é assaz diferente da edição de livros...

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A fazer fé no Diário Digital (mas também em vários operadores do mercado) a maior livraria do país, a Byblos, prepara-se para fechar as portas.

Um ex-editor que resolveu entrar no negócio do retalho. E este tem pouco a ver com conteúdos de livros, autores, revisões e paginações, como seria típico do negócio da edição.

Tem a ver com retalho. E retalho é comércio, tráfego e fluxos de pessoas, montra, circuitos e tempos de permanência no interior da loja, fidelização de clientes, marca, imagem, posicionamento, enfim, nas antípodas da edição de livros...

Temos pena.
Mas se o empresário tivesse lido o livro "Marketing Inovador" (www.marketinginovador.com) talvez tivesse evitado este desfecho...

quarta-feira, novembro 19, 2008

What a Wonderful world...gentileza do Be Strong Be Positive

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http://bepositive-bestronger.blogspot.com/2008/11/energia-positiva-ramones-what-wonderful.html

O governador tem razão!

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Hoje um interessante artigo na página 53 do Diário Económico...(somos suspeitos da qualificação de interessante!)

terça-feira, novembro 18, 2008

Fernando Teixeira dos Santos, worst finance minister in Europe...

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From the Financial Times today, one can read on page 9 a all-page article called: Spend, lend and bend. FT ranking of european finance ministers.

Fernando Teixeira dos Santos, bottom of the pile, dragged by a poor national economic performance and his low european profile.

segunda-feira, novembro 17, 2008

It infuriated the public...

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Yes, it infuriated the public, cost a ton of money and lasted only 77 days before we reintroduced Coca-Cola Classic. Still, New Coke was a success because it revitalized the brand and reattached the public to Coke (Quoted from Sergio Zyman, Marketing Vice President in 1984; early 90´s)

New Coke: 24 years after the failure...

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In 1984, Coke introduced "New Coke," a drink with a slightly different recipe more intended to taste like Pepsi. In the blind taste tests, New Coke fared very well and most people surveyed said they preferred New Coke over Pepsi. If this was the case, how come when Coca-cola launched the product, New Coke failed so miserably? It was a complete disaster. There were protests around the country. How does a product that tested well in market research utimately fail when on the market?

terça-feira, novembro 11, 2008

O conceito de notoriedade em Marketing

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Artigo de António Valente na Revista de Marketing Farmacêutico.

A defesa do Governador...

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Só o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) e ex-presidente da CGD (ex-presidente do BFE, ex-secretário de estado de Marcelo Caetano, etc, etc) defende a actuação do Banco de Portugal e do seu Governador, no caso da supervisão do denominado caso BPN. Como é possível?

Helping grenn products grow

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From McKinsey Quarterly Review, an interesting article.

A brief excerpt:

The impulse to go “green” is spreading faster than morning glories. Organizations of all types are launching green campaigns—from London’s congestion charge on automobiles to Wal-Mart Stores’ push to sell organic foods. In almost every opinion poll on the subject, consumers say they are very concerned about climate change, and they connect the dots back to their own purchases, according to a 2007 McKinsey survey of 7,751 people in Brazil, Canada, China, France, Germany, India, the United Kingdom, and the United States. Indeed, the poll shows that 87 percent of consumers worry about the environmental and social impact of the products they buy.

But when it comes to actually buying green goods, words and deeds often part ways. No more than 33 percent of the consumers in our survey say they are ready to buy green products or have already done so.

domingo, novembro 09, 2008

Será uma questão de modelo de avaliação dos professores do secundário?

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Não gostei das crítica de Manuela Ferreira Leite sobre o modelo de avaliação dos professores. Será que pretende mais um ano sem avaliação?
Continuando o nosso país como campeão europeu do abandono escolar, do montante gasto per capita por aluno ou na remuneração média dos professores em paridades do poder de compra.

Rigor, exigência, meritocracia? Não contam para a progressão na carreira dos professores? PAra isso precisamos de avaliação...Já!

sábado, novembro 08, 2008

Protesto dos professores do secundário

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Tinha decidido vir ao escritório na tarde de Sábado. Ausência de azáfama, calmaria, silêncio, enquadramento ideal para colocar as coisas em dia, para pensar nas próximas semanas, para resolver e conceptualizar problemas intrincados.

Eis quando o barulho chega ao Marquês de Pombal. Uma manifestação de professores do secundário. Muitos, ruidosos, mal vestidos, imensas senhoras professoras, alguns homens também.

Mas protestam de quê?

quinta-feira, novembro 06, 2008

Nauty...o nosso Mega Cão!

Isto de ter um cão Terra Nova que pesava 71 kilos tem que se lhe diga!



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Um Trio de Luxo!




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Crunch time for democracy

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It is ‘Crunch time for democracy’ according to a recent Economist Intelligence views wire article, pointing out that the current economic crisis may also be bad news for democracy. The danger might be that markets and democracy could now be seen as part of the same compromised package, undermining the scope for Western democracy promotion and increasing the attractiveness of the Chinese model of authoritarian capitalism for many emerging markets. Whether this depressing forecast will become reality remains to be seen, it surely will add to the challenges democracy promoters all over the world are facing.

quarta-feira, novembro 05, 2008

California´s voters aprove same sex marriage ban

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There was more than a presidential election or even a congressional one.

In several states voters had to decide on moral and ethics issues.

LOS ANGELES – In an election otherwise full of liberal triumphs, the gay rights movement suffered a stunning defeat as California voters approved a ban on same-sex marriages that overrides a recent court decision legalizing them.

The constitutional amendment — widely seen as the most momentous of the nation's 153 ballot measures — will limit marriage to heterosexual couples, the first time such a vote has taken place in a state where gay unions are legal.

Gay-rights activists had a rough election elsewhere as well. Ban-gay-marriage amendments were approved in Arizona and Florida, and Arkansas voters approved a measure banning unmarried couples from serving as adoptive or foster parents. Supporters made clear that gays and lesbians were their main target.

terça-feira, novembro 04, 2008

Blogs influence purchases more than social networks

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Buying Behavior: The Nature of Blog Influence

  • Blogs influence purchases: One half (50%) of blog readers say they find blogs useful for purchase information.
  • Blogs go beyond tech: Outside of technology-related purchases, for which 31% of readers say blogs are useful, other key categories include media and entertainment (15%); games/toys and/or sporting goods (14%); travel (12%); automotive (11%); and health (10%).

Why baby boomers will need to work longer...

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Most US baby boomers are not prepared for their retirement, and neither are the US and world economies. Boomers can help mitigate the consequences by remaining in the workforce beyond the traditional retirement age.

NOVEMBER 2008 • Eric D. Beinhocker, Diana Farrell, and Ezra Greenberg

sábado, novembro 01, 2008

Corrida da Saúde

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Em preparação para a Corrida da Saúde, 15 duros quilómetros, amanhã dia 02.11.2008

Man Booker Prize 2008

O Man Booker Prize é o mais importante prémio de literatura inglesa. Muito melhor que os prémios Nobel da Literatura, por menos político e muito mais literário.

O melhor em língua inglesa (quase sempre, se nos esquecermos do horrível D.B.C. Pierre com Vernon God Little).

O vencedor de 2008 foi Aravind Aringa com a novela The White Tiger.

Adiga, who has wanted to be a novelist since he was a boy, was born in Madras and now lives in Mumbai. He becomes the fifth Indian author to win the prize, joining VS Naipaul, Salman Rushdie, Arundhati Roy and Kiran Desai who won the prize in 1971, 1981, 1997 and 2006 respectively. In addition, The White Tiger is the ninth winning novel to take its inspiration from India or Indian identity.

The win is a first for publisher Atlantic; although they had books shortlisted for the prize in 2003 with The Good Doctor by Damon Galgut, and in 2004 with Bitter Fruit by Achmat Dangor.

The White Tiger was one of six shortlisted titles for the prize. Also shortlisted for this year's prize were Sebastian Barry for The Secret Scripture (Faber), Amitav Ghosh for Sea of Poppies (John Murray), Linda Grant for The Clothes on Their Backs (Virago), Philip Hensher for The Northern Clemency (Fourth Estate) and Steve Toltz for his debut novel A Fraction of the Whole (Hamish Hamilton). Each of the six shortlisted authors, including the winner, receives £2,500 and a designer-bound edition of their book.

Michael Portillo, Chair of the 2008 judges, made the announcement, which was broadcast live on the BBC Ten O' Clock News. Peter Clarke, Chief Executive of Man Group plc, presented Aravind Adiga with a cheque for £50,000.

The judging panel for the 2008 Man Booker Prize for Fiction comprised: Michael Portillo, former MP and Cabinet Minister; Alex Clark, editor of Granta; Louise Doughty, novelist; James Heneage, founder of Ottakar's bookshops; and Hardeep Singh Kohli, TV and radio broadcaster.

Michael Portillo commented:

"The judges found the decision difficult because the shortlist contained such strong candidates. In the end, The White Tiger prevailed because the judges felt that it shocked and entertained in equal measure.

"The novel undertakes the extraordinarily difficult task of gaining and holding the reader's sympathy for a thoroughgoing villain. The book gains from dealing with pressing social issues and significant global developments with astonishing humour."

Portillo went on to explain that the novel had won overall because of 'its originality'. He said that The White Tiger presented 'a different aspect of India' and was a novel with 'enormous literary merit'.

Aravind Adiga studied at Columbia and Oxford Universities and is a former correspondent for Time magazine in India. Adiga's articles have also appeared in publications such as the Financial Times, Independent and Sunday Times.


quarta-feira, outubro 29, 2008

Turbulent times test our faith in equities...

Excerpto do The Times...

Um estudo de um economista do Barclays mostra que o investimento em acções, nos últimos 25 anos, quando comparado com um feito em obrigações do Tesouro, propicionou rendibilidades mais baixas...

It is an article of faith among most investors that equities outperform government bonds. Smart long-term investors put their money in shares because over any lengthy period in the past century or more, they have produced much bigger returns than bonds have.

With shares now languishing unloved once more, that faith is being put to the test. The cult of the equity is still the mainstream view but its adherents are having to be a lot more patient than usual. British shares are lower today than 12 years ago. Japanese shares are lower than 26 years ago.

Tim Bond, the man behind Barclays' Equity-Gilt study, has crunched up-to-date numbers for The Times and come up with some sobering findings. Only investors who put their money to work in 1983 or earlier would have done better placing it in equities than government bonds (gilts). From 1984 onwards, in any timeframe up to the present day, gilts have produced a better total return than shares. Over any timeframe of less than 15 years to the present day, even deposit accounts have produced a better return.

terça-feira, outubro 28, 2008

Entrevista exclusiva de Alex Ferguson ao The Times

Um must para qualquer gestor e curioso do futebol e da gestão de entidades desportivas.

Alguns excerptos:

Another challenge reared its head in the summer when Luiz Felipe Scolari took over as manager at Chelsea. If some wondered why, after more than 30 years, Ferguson had not got bored of management, the clues were in his reaction to a preseason issue of the Racing Post that trumpeted the Brazilian’s abilities over his own.

“Every analyst in there was tipping Chelsea for the title,” Ferguson recalls. “One guy wrote: ‘The reason is Scolari is in town.’ He said Scolari will not be intimidated by me. He suggested that Wenger, Mourinho and Avram Grant couldn’t ‘handle me’. The paper mentions me as having ‘had a go’ at Chelsea by saying that a team [with players] over 30 can’t win the league, which is absolute rubbish. I never said that. What I did say was that a team over 30 doesn’t improve a lot. But Chelsea, given their performance last season, don’t have to improve a lot to win it.

“Then, the same writer argues that Scolari is a better manager than me. I am not so arrogant as to believe that is impossible. Scolari may be a better manager than I am. But how can a sensible writer say that about a guy who has never managed in England? If you look at Scolari’s CV, he has managed about 17 teams.”


(...) (O The Times, provavelmente o melhor jornal do mundo)




http://www.timesonline.co.uk/tol/sport/football/premier_league/manchester_united/article5026752.ece

segunda-feira, outubro 27, 2008

Running for Fun: Managers and Professionals enjoying the pleasures of running

Um novo blogue de um grupo de entusiastas.
A acompanhar.

Why talent is overrated...

So if specific, inborn talent doesn't explain high achievement, what does? Researchers have converged on an answer. It's something they call "deliberate practice,"

http://money.cnn.com/2008/10/21/magazines/fortune/talent_colvin.fortune/index.htm?postversion=2008102116