sexta-feira, fevereiro 15, 2008

A Oriente...o sol nascente! Terra de oportunidades?


A Oriente… o sol nascente! Terra de oportunidades?

Conquanto menos na moda que a China, o Japão está culturalmente mais preparado para o ‘made in Portugal’.

Paulo Gonçalves Marcos

Há vários anos que os mais prestigiados economistas portugueses apontam o caminho das exportações como a chave para o desenvolvimento económico de Portugal. Como forma de ganhar a escala que falta internamente. E com a exigência acrescida que a presença em mercados externos obriga, impulsionando as empresas a serem mais produtivas, adoptando as ferramentas de produção e de gestão mais eficientes. Na esteira do que têm vindo a fazer os Tigres do Sudoeste Asiático, nações que passaram as últimas três décadas a apostar na conquista de quota nos mercados internacionais. E cujos resultados foram assaz superiores aos dos países com uma abordagem mais focada na substituição de importações. Mas não basta o esforço, importante, de ser mais eficiente, ou seja, produzir e vender nos mercados internacionais com os menores custos possíveis. Importa também escolher os mercados e os países onde os produtos portugueses sejam susceptíveis de serem comercializados com maior eficácia. Onde a imagem de Portugal seja uma mais-valia, susceptível de adicionar valor aos nossos produtos e serviços. Onde as associações à marca Portugal permitam às empresas e profissionais portugueses desfrutarem de uma imagem de origem susceptível de permitir um posicionamento “Premium”. Agora, imagine o leitor, um mercado com mais de cem milhões de habitantes, quatro quintos dos quais concentrados numa faixa geográfica com pouco mais do dobro da área de Portugal. Com excelentes acessibilidades, uma só língua, um sistema legal e jurídico estabilizado e assente no primado da lei. Onde os direitos de propriedade são respeitados. Com um produto ‘per capita’ que é o segundo do mundo e cuja economia é a terceira em dimensão. Com uma espantosa coesão social, cultural e linguística, ímpar em países do primeiro mundo. Uma sociedade onde os cidadãos são consumidores exigentes, amantes do luxo, das marcas e do que é europeu, clássico e de bom gosto. Onde as principais marcas de luxo, como vestuário, bebidas, acessórios, jóias, entre outras, não raro encontram no país o seu mais importante mercado. Trata-se de um país asiático, continente onde Portugal é desconhecido ou de reputação menos que aspiracional. Para além de Timor e Macau, potencialmente interessantes mas minúsculos mercados, a percepção de Portugal, na Ásia, quando existe, surge invariavelmente associada a uma velha e decadente potência colonial, teimosa, obsoleta e desagradavelmente belicosa. Cuja crueldade e militarismo só encontraram equivalência nas hordas mongóis de GengisCã ou turco-mongóis de Tamerlão. Uma notável excepção emerge, contudo, no distante, mas em acelerado crescimento, continente asiático. O tal mercado que começamos por fazer alusão no início desta coluna. O Japão. De nós, o país do Sol Nascente retém o bolo nacional (derivado do pão-de-ló português), um conjunto significativo de vocábulos, a percepção de que fomos os primeiros ocidentais a chegar a tão distintas paragens. Mais importante, que foi a tecnologia portuguesa das armas de fogo, rapidamente copiada por aquelas paragens, que permitiu a consolidação do poder central e o fim do feudalismo, marcando uma alteração substancial na sociedade e história japonesas. Os portugueses, audazes, corajosos, ambiciosos e dotados de uma tecnologia superior. É isto que as crianças japonesas aprendem na escola, ainda nos dias de hoje. Ou seja, conquanto menos na moda que a China, o Japão está culturalmente mais preparado para o “made in Portugal”. E valoriza-nos deveras mais que o “Império do Meio”. Para quem comprar português, de excelente qualidade, é um acto de cultura e de sofisticação. E com uma população afluente, capaz de pagar um “Premium Price” nos nossos produtos e serviços. Numa época em que nações e empresas percebem que têm que segmentar e seleccionar mercados, o Japão terá que ser prioritário…Não acha também o leitor?

www.antonuco.blogspot.com
____

Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário

Comentários
AB (antonio_burnay@yahoo.co.jp)
Excelente artigo! Os japoneses gostam de passar despercebidos e trabalhar (bem!) pela calada. Em Portugal conseguem-no facilmente: não há notícias sobre o Japão, os empresários nem pensam no Japão e o próprio ICEP não considera o Japão um mercado prioritário (recentemente até subalternizou a delegação de Tóquio, colocando-a sob a de Singapura). Dada a dimensão da Economia japonesa e o volume de negócios entre a UE e o Japão, pode dizer-se que não há exportações de Portugal para o Japão! Como Portugal é uma Economia de pouca importância, e o ICEP subalternizou a delegação de Tóquio, não admira que a JETRO tenha encerrado a delegação de Lisboa. O extraordinário nisto é que o Japão é a 2ª potência mundial (o texto considera a UE como um todo e, por isso relega o Japão para 3º lugar, mas a UE como um todo ainda não existe...). Agora está na moda a China, e também aqui. O Japão é o maior investidor na China. Todavia, o objectivo é produzir barato, muito mais do que conquistar um mercado ainda pequeno, com uma dimensão prática equiparável ao espanhol ou, até, ao brasileiro. O PIB chinês (hoje metade do japonês) deverá atingir o japonês entre 2020 e 2022, mas o PIB per capita nunca será equiparável antes de 2070 ou 2080 (e partindo do princípio que a China mantém infinitamente o actual crescimento e que o Japão não cresce mais do que 1,5% ao ano – é isto crível?).
AB (cont.) (antonio_burnay@yahoo.co.jp)
Mas, mais do que isso, no Japão há vantagens que não se encontram na China, e em mais lado nenhum! Por exemplo: - não há dívidas a fornedores (ponto de honra tal que não cumprir leva ao suicídio). Não é isto de enorme valor? - é um mercado com regras claras, honesto, previsível e de com grandes ganhos. - é fiel às marcas estrangeiras de confiança. Não é isto utilíssimo nos tempos de crise? - pela qualidade, sofisticação e exigência, vender no Japão traz prestígio internacional. - os Japoneses “adoram” os portugueses e sentem-se ligados a nós pela história e cultura. A imagem de Portugal é positiva. Acontece isto noutro país desenvolvido? E há a dimensão. São 127 milhões (e não 100 como é dito no texto) de habitantes com elevadíssimo poder de compra e o mais uniformemente distribuído em todo o mundo. Nalguns sectores, a potência é enorme. Por exemplo, na área alimentar referida no texto, o mercado japonês tem a dimensão do espanhol, francês e alemão somados. Aos empresários, parafraseando o presidente Kennedy, antes de perguntarem o que Portugal pode fazer por vós, perguntem-se o que podem fazer por Portugal. Em vez do lamento permanente, das críticas ao desnorte governativo do país e à obcessão com mercados pequenos, instáveis e que trazem pouca margem, porque é que os empresários não apostam (também) no Japão?
Paulo Marcos (paulo.marcos@marketinginovador.com)
Meu caro leitor António A minha menção é aos mais de 100 milhões de japoneses e nunca a um número exacto. Aliás, para ser preciso, são 126.7 milhões de acordo com as estatísticas demográficas nipónicas. Mas julgo que o importante era dar uma dimensão aproximada para a percepção dos leitores.
Duarte Costa (costa_duarte@hotmail.com)
Caro Professor, gostei muito de ler o seu artigo em relação a mercados orientais, e eu gostava so de fazer um pequeno comentário.Do Japão eu conheço pouco, mas desse pouco, este seria certamente um pais onde eu investiria certamente pois apresenta um nivel de crescimento muito superior a Europa e Estados Unidos, apesar de eu ter já vivido nos E.Unidos 2 anos, o japão seria o pais indicado. Sei pouco sobre ele mas a sua cultura cativa-me e eu penso que com um pouco mais de informação e divulgação sobre o seu mercado, os investidores portugueses apostariam forte neste país. Teriamos mais produtos no oriente "made in Portugal" se não houvesse tanto a moda "China".
vg
Não duvido que com este entusiamo ,o autor já deve ter participado em muitas exportações para o Japão.Como por exemplo...?
Aeof
A questão cultural sem dúvida que é uma situação determinante e os países que nos conhecem historicamente têm uma imagem de nós, o que nos permite alguma vantagem. Ao contrário do que crê o articulista, a visão de um Portugal belicoso e arrogante está mais enraizada em países como o Brasil que propriamente na China ou no Japão. No entanto, estou de acordo com o articulista quando diz que temos mais futuro no Japão. Se queremos incrementar o valor da nossa economia, com 10M de habitantes, em que podemos ser selectivos no que fazemos (ex: Luxemburgo ou Suiça), passa por economias com grande poder de compra. O Japão!
João Tiago Calqueiro (joaotiago_calqueiro@hotmail.com)
Caro Professor, antes de mais felicita-lo pelo modo simples e estruturado como apresenta as razões que podem pôr os managers e os gestores a pensar. A verdade é que o tecido empresarial português é na sua grande maioria constituida por PME's.Assim é uma pequena parte das empresas que pode entrar no mercado japonês, o que por outro lado poderá fortalecer a imagem "premium" dos produtos portugueses, como por exemplo tem vindo a fazer a Renvova. Quando uma empresa analisa o mercado e faz a sua análise (análise SWOT, por exemplo),tem em contas as características sociais. Perante tal acessibilidade à marca Portugal(que recentemente tanto tem sido promovida, com recurso aos maiores expoentes mediáticos do nosso país) não será de ponderar o investimento neste mercado?Será o receio e a aversão ao risco um problema dos nossos gestores?um artigo a ser lido e annalisado por que tem poder de decisão nas empresas
André Dias Pereira
Prof. Paulo G. Marcos, Venho por este meio saudar o excelente artigo que publicou hoje no Diário Económico sobre o Japão. Sou Assistente da Faculdade de Direito de Coimbra e tenho fortes ligações familiares a académcias ao Japão e concordo inteiramente com a sua opinião. Aquele seria um mercado extraordinário para os produtos portugueses de qualidade. André Dias Pereira andreper@fd.uc.pt
Paulo Marcos (paulo.marcos@marketinginovador.com)
Um reparo ao comentário do leitor "AEOF" A imagem de Portugal no Japão não é a de uma entidade belicosa. Na China e na Índia, contudo, sim.
Fernando Marques Fonseca de Almeida
Uma das mais valias de um jornal de referência é o facto de ter uma série de colunistas e de opinadores que ajudem a pensar para além do óbvio. O que é o caso desta coluna. Pena que a sua periodicidade não seja mais frequente. Ganhariam os leitores e o jornal.Decerto.
Francisco Gomes (franciscojggomes@hotmail.com)
Caro Professor, parabéns por um artigo, que é no mínimo muito elucidativo, o facto de o Japão ser uma economia impar em termos de tamanho, eu já sabia, e acho que a maioria dos leitores já sabia com certeza. No entanto o facto da imagem Portuguesa no mercado (gigante) do Japão, ser tão positiva, é realmente algo que eu desconhecia, e penso não estar sozinho. È, no entanto, uma mais valia, e o seu conhecimento é da maior importância para qualquer investidor português

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Marketing Inovador: a capa


À venda nas melhorias livrarias de Portugal: Fnac, Bertrand, Bulhosa, Almedina, Oficina dos Livros, Católica, Lusíada, Editorial Notícias...

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Prius: um caso de amor americano?

O Toyota Prius é um autêntico best seller nos EUA. Caso único? A paixão pelos híbridos anda arredada da Europa?

A capitalização do BCP e do BES tão semelhantes...

Quem haveria de dizer que as capitalizações do BCP e do BES estariam tão perto uma da outra...

OBAMA em crescendo

O clã Clinton está a ficar assustado...A mudança na chefe de campanha, ocorrida ontem, após os três desaires em outras tantas primárias, é um bom indício.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Um artigo provocador de Paulo Pinho

No Diário Económico de hoje. Inteligente, provocador, como sempre.
Paulo Pinho, professor da Universidade Nova, a propósito da eficiência do sistema financeiro.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

The illusion of Bush´s Stimulus Plan

Location: New York
Author: Lenny Broytman
Date: Wednesday, January 23, 2008

While the frightened mess of an economy in the US was busy issuing an emergency rate cut to deal with the growing fear of recession, the European Central Bank was cooling its heels, choosing to sit idly by, instead of jumping on the American bandwagon.

Nevertheless, the continent is undoubtedly feeling the effects of the US slowdown and many analysts are saying that if European stocks continue to plummet, the ECB will have plenty to worry about.

“Conditions have changed dramatically of late and even from an ECB perspective, this is not the time to worry about inflation,” Audrey Childe-Freeman at CIBC World Markets wrote in a note.

According to the New York Times, some European analysts are looking back to the burst of the dot-com bubble as an indication of how things will now play out. If you recall, the tech collapse gave way to a number of rate cuts by the Federal Reserve, the first of which came in January 2001. Although the Europeans insisted that the effects of the collapse would be limited, many people were biting their tongues by as early as May of that year.

According to Ken Wattret, an economist at BNP Paribas in London, the pattern is doomed to repeat. Although the European bankers will first await further data to confirm what they already know is true, they will be cutting rates, just as the US has.

The European Central Bank, just as the Federal Reserve in the US did, take the time in December to inject billions into their economy in an effort to alleviate what they knew was beginning to happen. The plan was ultimately to secure liquidity in the international financial system.

With all that said, the New York Times insists that Europe is rather confident that the damage to its economy will be minimal.

At this moment, officials in Europe will keep their eyes on inflation, which has reportedly jumped to 3.1 percent over the course of the last two months. According to Jean-Claude Trichet, the head of the central bank, the bank is more than prepared to act "pre-emptively" if inflation becomes responsible for escalating wages.

Meanwhile, the US economy is facing its own troubles, with President Bush pushing for a miraculous stimulus plan that he hopes will get the US economy back on track.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Comentários dos leitores do Diário Económico ao artigo Four Seasons

Comentários
vg
Wishful thinking.A "Four Seasons" trabalha num nicho de topo de gama,enquanto o turismo português tem vindo a competir mais no " package",a cair para o "backpacker" e pé descalço.Como merece ,em muitos casos,pela mediocridade dos empresários.Cliente?Que incómodo...
Antonio Moreira
Valorizar os serviços implica uma maior qualificação dos recursos humanos, coisa importante mas pouco vistosa...
Bruno Valverde Cota
O caso Four Seasons é exemplar na capacidade de gestão e de adaptação para resultados de excelência ao nível do Serviço. Certamente é uma boa referência para a Marca Portugal.
MAVERICK
Bom exemplo e "manual" de consulta para os empresários de turismo sobretudo os do ALLGARVE com Manelacelera incluído se estes não previligiassem o conceito de "amadorização" ou "almadização" de infraest ... mas o portugalinho não produz melhor!
Carlos Gonçalves (cg@espacoavila.com)
A aposta nos Recursos Humanos (motivação, reconhecimento,etc) não parece estar ainda na agenda das nossas empresas. Também aqui a administração pública não dá o exemplo quando grande parte dos seus dirigentes são políticos ou são nomeados politicamente. Quanto à campanha EWC, mais uns milhões de Bruxelas desperdiçados. O nosso País evolui, mas devagarinho...
PEDRO ALEGRIA
Meu Caro Paulo, é sempre um prazer ler-te. Estou totalmente de acordo com a tua abordagem. Efectivamente o management tem as suas particulidades e uma delas "é saber estar". Por outro lado num pais de "bigbrothers" e onde máximo é saber cuspir para o chão, tudo é possivel. O Four Seasons é a prova que a excelencia pode ser natural e simples. Aqui fica um convite para em breve almoçarmos no Four Seasons, não há nada melhor.
Fausto Rodriguez (rc.fausto@gmail.com)
Foi falta de engenho e arte - activo de que tanto nos servimos nas epopeias que protagonizámos - que a marca Portugal se deixou parar no tempo. Não nos aproximamos dos magrebe nem de uma califórnia. Somos um Tivoli a precisar de remodelações. Tal como o Four Seasons que antes de se aventurar por terras da Rainha solidificou no Canada o seu modus operandi e definiu exactamente o rumo a tomar, também Portugal deve fazer o seu trabalho de casa antes de partir para um culto da marca. Não sou grande entendido mas a meu ver marketing vem acompanhado de estratégia. Portugal tem que dizer algo mais do que um Mourinho, ou uma Marisa. Queremos ser um paraíso turistico? É aí que reside a nossa vantagem comparativa? Avancemos para a concretização. Concordo, as pessoas são a chave para o sucesso. Mas o sucesso surge antes de objectivos definidos e não de uma propaganda sem substracto. Propagandear algo que não existe, não retem clientes, apenas contribui para um delivered value negativo. Estrategicamente apostar nos recursos humanos faz todo e qualquer sentido; numa empresa é aplicável porque o universo é reduzido e a massa é mais homogénea mas ao nível do país o caso muda de figura. Como se concretiza essa aposta? Parabéns uma vez mais pela coluna.
Carlos A. Cruz
Completamente de acordo com o autor do texto.
Fernando Cardoso
Paulo, De acordo a 100%. Mas, por cá na maior parte dos casos, os RH´s são um custo… Abraço Fernando
Victor Gomes da Silva
Disse tudo: "Afinal apostar nos recursos humanos parece simples mas implica consistência, esforço de longo prazo…" Visão de longo prazo e consistência, sem dúvida é o que tem faltado.

Briefing again

se não conseguir visualizar correctamente esta newsletter clique aqui.

«Um futebolista 'borguista' representa mesmo uma mundivivência e uma mais-valia em quem se quer apresentar sofisticado ao mundo?»
Paulo Gonçalves Marcos, economista, gestor de empresas e professor universitário, in 'Diário Económico'

Citação de artigo do Diário Económico na Briefind

se não conseguir visualizar correctamente esta newsletter clique aqui.

«Um futebolista 'borguista' representa mesmo uma mundivivência e uma mais-valia em quem se quer apresentar sofisticado ao mundo?»
Paulo Gonçalves Marcos, economista, gestor de empresas e professor universitário, in 'Diário Económico'

Miguel Bacelar

Miguel Bacelar
Descontraído porém atento

Dossier

Dossier
Marketing Infantil

Ricardo Monteiro

Ricardo Monteiro
Ojo!

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Better (Fours) Seasons than (West) Coast



Melhor teria sido se o desígnio nacional para o Turismo tivesse tomado a empresa Four Seasons como ‘benchmark’.

Paulo Gonçalves Marcos

A recente campanha de imagem do Turismo de Portugal tem sido muito debatida nas páginas deste jornal. Bom sinal. De positivo o esforço de inculcar uma imagem mais associada a uma Califórnia da Europa que a um México ou um Magrebe. Um posicionamento ‘Premium’, capaz de extrair mais valor. Inteligente, sensível e provavelmente diferenciador. Apesar de alguns erros pontuais de execução (um futebolista “borguista” representa mesmo uma mundivivência e uma mais-valia em quem se quer apresentar sofisticado ao mundo?). Mas melhor teria sido se o desígnio nacional para o Turismo tivesse tomado a empresa Four Seasons como ‘benchmark’. Pois esta representa a excelência de resultados e de sustentabilidade de modelo de negócio. E diferenciador (há mais de quarenta anos). Esta companhia usufrui da reputação de ser a líder mundial da classe de hotéis e ‘resorts’ de luxo, sendo particularmente conhecida pela sua capacidade de entregar um nível de serviço personalizado. Originária de Toronto, em meados da década de 60, focou-se desde o início na gestão de hotéis de média dimensão de excepcional elegância. Ao contrário de seus concorrentes, a ênfase nunca foi colocada na posse dos imóveis mas somente numa gestão de excelência e num serviço consistente. E cujas margens operativas, perto dos 70%, fazem as delícias dos seus accionistas…Num negócio em que muitos dizem que se tornou padronizado, indiferenciado (veja-se a este propósito o próprio Jack Welch que não hesitou em fazer a GE desinvestir do negócio da hospitalidade)... Ou seja, triunfa onde muitos falham e deixa para trás outros operadores de focalizados no luxo (Hilton, Hyatt, St. Regis, Relais and Chateau, The Leading Hotels of the World, Marriot, Ritz Carlton,…). Atrai um cliente-tipo a que Portugal, como um todo, não poderá deixar de entender como atractivo: cerca de 45 a 50 anos, com educação formal superior, com uma carreira activa e estimulante, levando uma vida com riqueza de experiências e sensações. Bons gastadores, gostam de experimentar mas voltam, vez após vez, aonde foram bem recebidos e acolhidos.

Para o conseguir a Four Seasons é obcecada com o nível de serviço que presta. Estabelece níveis de serviço à escala global (‘the 7 S’) que mede e persegue sem pausas. E entrega-o de uma forma inteligente e entusiasta, através de um serviço personalizado (tanto quanto possível). E para o efeito faz um tremendo investimento nos seus recursos humanos, expressado na Regra de Ouro da Gestão de Topo da empresa: trata os clientes e os empregados da mesma forma que gostariam de ser tratados. Que os empregados devem, por sua vez, usar no contacto que mantêm com os clientes. Dignidade, respeito, formação e desenvolvimento de carreira. Com um cuidado processo de recrutamento, selecção, treino e motivação dos colaboradores. Quase que se poderia dizer que usa como instrumentos um estilo anglo-saxónico de reconhecer esforço, o medir e o recompensar. De ensinar a prestar um serviço excepcional. Para o qual a empresa não se poupa a propiciar as melhores instalações, os melhores formadores e equipamentos. Claro que não deverá espantar o leitor se lhe dissermos que a sua taxa de abandono de trabalhadores (que se demitem ou são demitidos num dado ano), é de cerca de um quarto da média do sector hoteleiro mundial, ou, menos de metade da dos seus principais concorrentes no segmento de luxo e viajantes de negócios.

Tal como Portugal se depara com uma multiplicidade de destinos rivais que apostam na praia, no sol, na culinária, nos monumentos, nas suas caras e produtos conhecidos, também a Four Seasons se depara com múltiplos, mais históricos e poderosos concorrentes. Mas nada, mesmo nada, excede a inteligência estratégica e operacional da empresa. Afinal apostar nos recursos humanos parece simples mas implica consistência, esforço de longo prazo… E depois o marketing (pesquisa, posicionamento, segmentação, comunicação, …) fica assaz mais fácil…

www.antonuco.blogspot.com
____

Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário

segunda-feira, janeiro 14, 2008

o Regresso do homem golo de Belém que faria tanto jeito ao Benfica: Meyong is back again!

Gentileza do Diário Digital de hoje

Belenenses derrota Naval por 2-1
O Belenenses derrotou este domingo, no Restelo, a Naval 1º de Maio por 2-1, num jogo marcado pelo regresso de Meyong, que apontou o tento da vitória.

Os azuis ianuguraram o marcador aos 12 minutos, por intermédio de Roncatto.

Aos 45 minutos, Marcelinho igualou o marcador.

Meyong, entrado aos 55 minutos, ficou o resultado em 2-1 na conversão de uma grande penalidade aos 75 minutos.

O castigo máximo originou ainda a expulsão de Diego, que cortou com a mão um remate.

Com este resultado, o Belenenses ocupa a oitava posição, com 22 pontos. A Naval, com 15 pontos, é 14ª.

13-01-2008 23:10:55

Constâncio sabia que era urgente?

BCP: Santana desmente Constâncio sobre urgência da ida à AR
O líder parlamentar do PSD, Pedro Santana Lopes desmentiu hoje o governador do Banco de Portugal ao dizer que Vítor Constâncio conhecia a urgência para ser ouvido no Parlamento.

Numa nota divulgada domingo, o Banco de Portugal negou que Vítor Constâncio tenha recusado ser ouvido mais cedo na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças sobre operações bancárias do BCP, garantindo que não foi transmitido ao Governador «qualquer prazo de urgência».

No comentário habitual na TSF, Pedro Santana Lopes negou hoje a falta de indicação de um prazo ou de indicação de urgência na audição do governador do banco central.

«O que disse (Vítor Constâncio) não corresponde à realidade. Foi noticiado (...) e numa carta minha à Comissão (Parlamentar de Orçamento e Finanças) a dita urgência é invocada», sublinhou o líder parlamentar social-democrata.

Santana Lopes referiu que Vítor Constâncio se escusou a ir ao Parlamento durante a semana passado invocando uma reunião do Banco Central Europeu.

Posteriormente foi apresentada a data 16 de Janeiro, mas o governador do Banco de Portugal recusou, alegando que não queria ir ao Parlamento antes da Assembleia-geral do BCP, marcada para terça-feira, esclareceu Santana Lopes.

«Este fim-de-semana (o governador) disse que precisava de mais tempo para se preparar. Vítor Constâncio já teve semanas para se preparar», disse o líder parlamentar social-democrata.

«Temos sido compreensivos. Já é tempo de falarem na Assembleia da República», acrescentou.

Na nota à imprensa, o Banco de Portugal esclarece que «(...) nos contactos realizados para agendamento da referida audição, não foi indicado ao Governador qualquer prazo de urgência, pelo que nunca o Governador recusou ser ouvido mais cedo, no caso de ser esse o entendimento do Parlamento».

No sábado, o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, o social-democrata Jorge Neto, disse à Agência Lusa que o governador do Banco de Portugal não quis ser ouvido na Assembleia da República na próxima semana.

De acordo com o presidente da comissão, Vítor Constâncio disse que não podia ser ouvido na quarta, na quinta, nem na sexta-feira da próxima semana por precisar de tempo para preparar a sua intervenção na audição parlamentar.

As declarações de Jorge Neto surgiram na sequência de um outro comunicado do Banco de Portugal, emitido sábado, no qual a instituição garantia que 24 de Janeiro foi a única data acordada para o Governador prestar esclarecimentos naquela comissão parlamentar no âmbito do caso BCP.

Diário Digital / Lusa

14-01-2008 7:48:00

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Clinton makes a comeback in New Hampshire

Clinton makes comeback in New Hampshire
New Hampshire voters defied expectations and handed Democrat Hillary Clinton and Republican John McCain upset victories in the primary elections, setting the stage for bruising battles for the nominations of the two major parties.

terça-feira, janeiro 08, 2008

New Hampshire: the polls

January 6, 2008 - New Hampshire Presidential Preferences

New Hampshire

Democrats

Dec 16-19

Dec 27-29

Jan 1-3

Jan 4-5

Jan 5-6

Biden

4%

3%

2%

ni

ni

Clinton

38%

31%

35%

26%

28%

Dodd

2%

1%

1%

ni

ni

Edwards

15%

21%

15%

20%

22%

Gravel

1%

1%

1%

3%

2%

Kucinich

2%

3%

2%

1%

2%

Obama

24%

27%

31%

38%

39%

Richardson

5%

5%

5%

3%

4%

Undecided

9%

8%

8%

8%

3%

Barack Obama leads John Edwards among men 44% to 23%, with 19% for Hillary Clinton. Among women, Obama leads Clinton 35% to 34%, with 21% for Edwards. Clinton and Obama are tied among Democrats with 34% each, while Obama leads Edwards among undeclared voters (independents) 47% to 25%.

For details, click on the R or D for each state in the column on the left under 2008 Presidential Polls.

New Hampshire

Republicans

Dec 16-19

Dec 27-29

Jan 1-3

Jan 4-5

Jan 5-6

Giuliani

16%

9%

8%

7%

10%

Huckabee

11%

11%

12%

14%

12%

Hunter

1%

1%

1%

1%

2%

Keyes

1%

1%

1%

1%

1%

McCain

26%

30%

35%

39%

35%

Paul

4%

7%

9%

6%

7%

Romney

26%

30%

25%

25%

27%

Thompson

4%

3%

1%

1%

2%

Undecided

10%

8%

8%

6%

4%

John McCain leads Mitt Romney among men 33% to 30% and McCain leads Romney 38% to 23% among women. McCain leads Romney 44% to 19% among undeclared (independent) voters, with 19% for Huckabee.