Lutamos por uma banca saudável e solidária. Lideramos o melhor sistema de saúde em Portugal. Gostamos de coisas boas e com estilo. De produtos e serviços únicos. De pessoas com convicções e de uma boa conversa. De vinhos bons, que não têm que ser caros. Gostamos do ar livre, do mar e do sol. Do design e boa arquitectura. Achamos que a Economia, Política e a Fé (seja lá o que isso for) fazem o mundo girar. Adoramos o Benfica. Amamos os nossos filhos.
terça-feira, janeiro 22, 2008
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Comentários dos leitores do Diário Económico ao artigo Four Seasons
| Comentários | |
| vg | |
| Wishful thinking.A "Four Seasons" trabalha num nicho de topo de gama,enquanto o turismo português tem vindo a competir mais no " package",a cair para o "backpacker" e pé descalço.Como merece ,em muitos casos,pela mediocridade dos empresários.Cliente?Que incómodo... | |
| Antonio Moreira | |
| Valorizar os serviços implica uma maior qualificação dos recursos humanos, coisa importante mas pouco vistosa... | |
| Bruno Valverde Cota | |
| O caso Four Seasons é exemplar na capacidade de gestão e de adaptação para resultados de excelência ao nível do Serviço. Certamente é uma boa referência para a Marca Portugal. | |
| MAVERICK | |
| Bom exemplo e "manual" de consulta para os empresários de turismo sobretudo os do ALLGARVE com Manelacelera incluído se estes não previligiassem o conceito de "amadorização" ou "almadização" de infraest ... mas o portugalinho não produz melhor! | |
| Carlos Gonçalves (cg@espacoavila.com) | |
| A aposta nos Recursos Humanos (motivação, reconhecimento,etc) não parece estar ainda na agenda das nossas empresas. Também aqui a administração pública não dá o exemplo quando grande parte dos seus dirigentes são políticos ou são nomeados politicamente. Quanto à campanha EWC, mais uns milhões de Bruxelas desperdiçados. O nosso País evolui, mas devagarinho... | |
| PEDRO ALEGRIA | |
| Meu Caro Paulo, é sempre um prazer ler-te. Estou totalmente de acordo com a tua abordagem. Efectivamente o management tem as suas particulidades e uma delas "é saber estar". Por outro lado num pais de "bigbrothers" e onde máximo é saber cuspir para o chão, tudo é possivel. O Four Seasons é a prova que a excelencia pode ser natural e simples. Aqui fica um convite para em breve almoçarmos no Four Seasons, não há nada melhor. | |
| Fausto Rodriguez (rc.fausto@gmail.com) | |
| Foi falta de engenho e arte - activo de que tanto nos servimos nas epopeias que protagonizámos - que a marca Portugal se deixou parar no tempo. Não nos aproximamos dos magrebe nem de uma califórnia. Somos um Tivoli a precisar de remodelações. Tal como o Four Seasons que antes de se aventurar por terras da Rainha solidificou no Canada o seu modus operandi e definiu exactamente o rumo a tomar, também Portugal deve fazer o seu trabalho de casa antes de partir para um culto da marca. Não sou grande entendido mas a meu ver marketing vem acompanhado de estratégia. Portugal tem que dizer algo mais do que um Mourinho, ou uma Marisa. Queremos ser um paraíso turistico? É aí que reside a nossa vantagem comparativa? Avancemos para a concretização. Concordo, as pessoas são a chave para o sucesso. Mas o sucesso surge antes de objectivos definidos e não de uma propaganda sem substracto. Propagandear algo que não existe, não retem clientes, apenas contribui para um delivered value negativo. Estrategicamente apostar nos recursos humanos faz todo e qualquer sentido; numa empresa é aplicável porque o universo é reduzido e a massa é mais homogénea mas ao nível do país o caso muda de figura. Como se concretiza essa aposta? Parabéns uma vez mais pela coluna. | |
| Carlos A. Cruz | |
| Completamente de acordo com o autor do texto. | |
| Fernando Cardoso | |
| Paulo, De acordo a 100%. Mas, por cá na maior parte dos casos, os RH´s são um custo… Abraço Fernando | |
| Victor Gomes da Silva | |
| Disse tudo: "Afinal apostar nos recursos humanos parece simples mas implica consistência, esforço de longo prazo…" Visão de longo prazo e consistência, sem dúvida é o que tem faltado. | |
Briefing again
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| «Um futebolista 'borguista' representa mesmo uma mundivivência e uma mais-valia em quem se quer apresentar sofisticado ao mundo?» |
Citação de artigo do Diário Económico na Briefind
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
Better (Fours) Seasons than (West) Coast


Melhor teria sido se o desígnio nacional para o Turismo tivesse tomado a empresa Four Seasons como ‘benchmark’.
Paulo Gonçalves Marcos
A recente campanha de imagem do Turismo de Portugal tem sido muito debatida nas páginas deste jornal. Bom sinal. De positivo o esforço de inculcar uma imagem mais associada a uma Califórnia da Europa que a um México ou um Magrebe. Um posicionamento ‘Premium’, capaz de extrair mais valor. Inteligente, sensível e provavelmente diferenciador. Apesar de alguns erros pontuais de execução (um futebolista “borguista” representa mesmo uma mundivivência e uma mais-valia em quem se quer apresentar sofisticado ao mundo?). Mas melhor teria sido se o desígnio nacional para o Turismo tivesse tomado a empresa Four Seasons como ‘benchmark’. Pois esta representa a excelência de resultados e de sustentabilidade de modelo de negócio. E diferenciador (há mais de quarenta anos). Esta companhia usufrui da reputação de ser a líder mundial da classe de hotéis e ‘resorts’ de luxo, sendo particularmente conhecida pela sua capacidade de entregar um nível de serviço personalizado. Originária de Toronto, em meados da década de 60, focou-se desde o início na gestão de hotéis de média dimensão de excepcional elegância. Ao contrário de seus concorrentes, a ênfase nunca foi colocada na posse dos imóveis mas somente numa gestão de excelência e num serviço consistente. E cujas margens operativas, perto dos 70%, fazem as delícias dos seus accionistas…Num negócio em que muitos dizem que se tornou padronizado, indiferenciado (veja-se a este propósito o próprio Jack Welch que não hesitou em fazer a GE desinvestir do negócio da hospitalidade)... Ou seja, triunfa onde muitos falham e deixa para trás outros operadores de focalizados no luxo (Hilton, Hyatt, St. Regis, Relais and Chateau, The Leading Hotels of the World, Marriot, Ritz Carlton,…). Atrai um cliente-tipo a que Portugal, como um todo, não poderá deixar de entender como atractivo: cerca de 45 a 50 anos, com educação formal superior, com uma carreira activa e estimulante, levando uma vida com riqueza de experiências e sensações. Bons gastadores, gostam de experimentar mas voltam, vez após vez, aonde foram bem recebidos e acolhidos.
Para o conseguir a Four Seasons é obcecada com o nível de serviço que presta. Estabelece níveis de serviço à escala global (‘the 7 S’) que mede e persegue sem pausas. E entrega-o de uma forma inteligente e entusiasta, através de um serviço personalizado (tanto quanto possível). E para o efeito faz um tremendo investimento nos seus recursos humanos, expressado na Regra de Ouro da Gestão de Topo da empresa: trata os clientes e os empregados da mesma forma que gostariam de ser tratados. Que os empregados devem, por sua vez, usar no contacto que mantêm com os clientes. Dignidade, respeito, formação e desenvolvimento de carreira. Com um cuidado processo de recrutamento, selecção, treino e motivação dos colaboradores. Quase que se poderia dizer que usa como instrumentos um estilo anglo-saxónico de reconhecer esforço, o medir e o recompensar. De ensinar a prestar um serviço excepcional. Para o qual a empresa não se poupa a propiciar as melhores instalações, os melhores formadores e equipamentos. Claro que não deverá espantar o leitor se lhe dissermos que a sua taxa de abandono de trabalhadores (que se demitem ou são demitidos num dado ano), é de cerca de um quarto da média do sector hoteleiro mundial, ou, menos de metade da dos seus principais concorrentes no segmento de luxo e viajantes de negócios.
Tal como Portugal se depara com uma multiplicidade de destinos rivais que apostam na praia, no sol, na culinária, nos monumentos, nas suas caras e produtos conhecidos, também a Four Seasons se depara com múltiplos, mais históricos e poderosos concorrentes. Mas nada, mesmo nada, excede a inteligência estratégica e operacional da empresa. Afinal apostar nos recursos humanos parece simples mas implica consistência, esforço de longo prazo… E depois o marketing (pesquisa, posicionamento, segmentação, comunicação, …) fica assaz mais fácil…
www.antonuco.blogspot.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário
segunda-feira, janeiro 14, 2008
o Regresso do homem golo de Belém que faria tanto jeito ao Benfica: Meyong is back again!
Os azuis ianuguraram o marcador aos 12 minutos, por intermédio de Roncatto.
Aos 45 minutos, Marcelinho igualou o marcador.
Meyong, entrado aos 55 minutos, ficou o resultado em 2-1 na conversão de uma grande penalidade aos 75 minutos.
O castigo máximo originou ainda a expulsão de Diego, que cortou com a mão um remate.
Com este resultado, o Belenenses ocupa a oitava posição, com 22 pontos. A Naval, com 15 pontos, é 14ª.
13-01-2008 23:10:55
Constâncio sabia que era urgente?
Numa nota divulgada domingo, o Banco de Portugal negou que Vítor Constâncio tenha recusado ser ouvido mais cedo na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças sobre operações bancárias do BCP, garantindo que não foi transmitido ao Governador «qualquer prazo de urgência».
No comentário habitual na TSF, Pedro Santana Lopes negou hoje a falta de indicação de um prazo ou de indicação de urgência na audição do governador do banco central.
«O que disse (Vítor Constâncio) não corresponde à realidade. Foi noticiado (...) e numa carta minha à Comissão (Parlamentar de Orçamento e Finanças) a dita urgência é invocada», sublinhou o líder parlamentar social-democrata.
Santana Lopes referiu que Vítor Constâncio se escusou a ir ao Parlamento durante a semana passado invocando uma reunião do Banco Central Europeu.
Posteriormente foi apresentada a data 16 de Janeiro, mas o governador do Banco de Portugal recusou, alegando que não queria ir ao Parlamento antes da Assembleia-geral do BCP, marcada para terça-feira, esclareceu Santana Lopes.
«Este fim-de-semana (o governador) disse que precisava de mais tempo para se preparar. Vítor Constâncio já teve semanas para se preparar», disse o líder parlamentar social-democrata.
«Temos sido compreensivos. Já é tempo de falarem na Assembleia da República», acrescentou.
Na nota à imprensa, o Banco de Portugal esclarece que «(...) nos contactos realizados para agendamento da referida audição, não foi indicado ao Governador qualquer prazo de urgência, pelo que nunca o Governador recusou ser ouvido mais cedo, no caso de ser esse o entendimento do Parlamento».
No sábado, o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, o social-democrata Jorge Neto, disse à Agência Lusa que o governador do Banco de Portugal não quis ser ouvido na Assembleia da República na próxima semana.
De acordo com o presidente da comissão, Vítor Constâncio disse que não podia ser ouvido na quarta, na quinta, nem na sexta-feira da próxima semana por precisar de tempo para preparar a sua intervenção na audição parlamentar.
As declarações de Jorge Neto surgiram na sequência de um outro comunicado do Banco de Portugal, emitido sábado, no qual a instituição garantia que 24 de Janeiro foi a única data acordada para o Governador prestar esclarecimentos naquela comissão parlamentar no âmbito do caso BCP.
Diário Digital / Lusa
14-01-2008 7:48:00
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Clinton makes a comeback in New Hampshire
New Hampshire voters defied expectations and handed Democrat Hillary Clinton and Republican John McCain upset victories in the primary elections, setting the stage for bruising battles for the nominations of the two major parties.
terça-feira, janeiro 08, 2008
New Hampshire: the polls
January 6, 2008 -
| New Hampshire | |||||
| Democrats | Dec 16-19 | Dec 27-29 | Jan 1-3 | Jan 4-5 | Jan 5-6 |
| | |||||
| Biden | 4% | 3% | 2% | ni | ni |
| Clinton | 38% | 31% | 35% | 26% | 28% |
| Dodd | 2% | 1% | 1% | ni | ni |
| Edwards | 15% | 21% | 15% | 20% | 22% |
| Gravel | 1% | 1% | 1% | 3% | 2% |
| Kucinich | 2% | 3% | 2% | 1% | 2% |
| Obama | 24% | 27% | 31% | 38% | 39% |
| Richardson | 5% | 5% | 5% | 3% | 4% |
| Undecided | 9% | 8% | 8% | 8% | 3% |
Barack Obama leads John Edwards among men 44% to 23%, with 19% for Hillary Clinton. Among women, Obama leads
For details, click on the R or D for each state in the column on the left under 2008 Presidential Polls.
| New Hampshire | |||||
| Republicans | Dec 16-19 | Dec 27-29 | Jan 1-3 | Jan 4-5 | Jan 5-6 |
| | |||||
| Giuliani | 16% | 9% | 8% | 7% | 10% |
| Huckabee | 11% | 11% | 12% | 14% | 12% |
| Hunter | 1% | 1% | 1% | 1% | 2% |
| Keyes | 1% | 1% | 1% | 1% | 1% |
| McCain | 26% | 30% | 35% | 39% | 35% |
| Paul | 4% | 7% | 9% | 6% | 7% |
| Romney | 26% | 30% | 25% | 25% | 27% |
| Thompson | 4% | 3% | 1% | 1% | 2% |
| Undecided | 10% | 8% | 8% | 6% | 4% |
John McCain leads Mitt Romney among men 33% to 30% and McCain leads Romney 38% to 23% among women. McCain leads Romney 44% to 19% among undeclared (independent) voters, with 19% for Huckabee.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
O que não se ensina nas Escolas de Gestão
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Conhecimentos indispensáveis, que os professores não ensinam nas escolas de gestão...
Lição No.1 - Gestão do Conhecimento
Um homem entra no banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Bob na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Bob diz:
- Dou-te 800 € se deixares cair essa toalha.
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob, então, entrega-lhe os 800 € prometidos e vai-se embora. Confusa, mas excitada com a sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Bob, o vizinho da casa ao lado - diz ela.
- Óptimo! Deu-te os 800 € que me estava a dever?
Moral da história:
Se compartilhares informação a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!
Lição No.2 - Chefia e Liderança
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
- Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
- Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!
Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
- Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas!
Puf! e lá se foi.
- Agora você - diz o génio para o gerente.
- Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.
Moral da História:
Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.
Lição Nº 3 - Zona de Conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, por que não?
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da História:
Para ficares sentado sem fazeres nada deves estar sentado bem lá no alto.
Lição Nº 4 - Motivação
Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva. Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.
Moral da História:
Pouco importa se és gazela ou leão, quando o sol nascer deves começar a correr.
Lição Nº 5 - Criatividade
Um fazendeiro resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
O fazendeiro responde:
- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés !
Moral da História:
É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Lugares vazios nos estádios...! Artigo no Diário Económico


Lugares vazios nos estádios…
Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses?Paulo Gonçalves Marcos
Lugares vazios, muitos, entre aqueles que têm uma forte e antiga ligação ao clube. Mesmo em importantes jogos europeus ou da Liga portuguesa. Um cenário que se repete pelos estádios de futebol portugueses. E que tem vindo a agravar-se de época para época. Será que se passa algo com os associados mais históricos e ferrenhos dos grandes clubes de futebol portugueses? Ou teremos apenas um clássico problema de preço e de marketing?
A maioria dos gestores das organizações percebe, admiravelmente, o impacto do preço sobre a procura de seus produtos. Mas a compreensão sobre a procura é, no máximo, assaz mais incipiente…O que procuramos ilustrar neste artigo é como o preço e a forma de venda têm um impacto tremendo sobre o consumo e sobre as probabilidades de repetição da compra. Como as decisões financeiras de venda antecipada de espectáculos têm impactos financeiros profundos a longo prazo…
A venda em pacote, de vários produtos, tem como função estimular a compra de mais que aquilo que os compradores inicialmente teriam planeado. O caso do pacote de jogos anual que os clubes portugueses colocam em venda ainda antes de começar cada nova época, não é substancialmente diverso dos pacotes dos bancos (com as contas ordenado, os cartões e as domiciliações), da Orquestra Gulbenkian (com as assinaturas anuais), dos ginásios ou mesmo dos clubes de Ténis e Golfe.
Imediatamente após o desembolso, o comprador sente a necessidade de justificar o investimento. Aumenta então, exponencialmente, o seu consumo do produto. Ao fim de algum tempo, pouco, diminui o “peso da consciência”. E a necessidade psicológica de consumir (assistir aos jogos…) decorrente da supracitada justificação. O fenómeno tende a ser agravado pelo empacotar dos jogos de época num preço único, o que leva a que o adepto ou associado perca a noção do custo unitário. Em alguns casos, ao fim de algum tempo, pode mesmo considerar que os jogos passaram a ter um custo nulo, e comportar-se como tal.
Ou seja, tudo o que é grátis não tem valor… ademais quando a equipa começa a jogar menos bem… e se o título se torna progressivamente uma miragem… o adepto pára de consumir assistências aos jogos… e de comer e beber no estádio… ou de comprar produtos alusivos ao seu clube… Mais grave, todos os estudos empíricos o demonstram, as probabilidades de repetir a compra dos lugares cativos ou dos lugares de época, reduzem-se substancialmente… O que leva o clube a um esforço sempre renovado e titânico para captar novos “assinantes” para os seus produtos de época inteira…
Por mais que a captação avance, o número de consumidores não aumenta… um pouco como a alegoria em que a água que entra na piscina é perdida pelas fendas na base da mesma...
Organizações onde a venda atempada dos produtos também se coloca, como fizemos alusão anteriormente, têm adoptado várias estratégias que permitam a seus clientes (“associados”) perceber claramente o valor daquilo que adquiriram. Alisar o desembolso, de forma a que a psicologia de compensação funcione, é uma das formas. É o caso dos bancos que depois da aquisição enviam informação ao cliente mostrando o quanto lhes custaria a aquisição em separado de cada um dos produtos da conta ordenado ou dos hotéis que exibem o menu da meia pensão lado a lado com o preço dos mesmos pratos adquiridos individualmente. Ou ainda dos ginásios, que procuram alisar a procura de seus serviços, que a par da jóia de entrada e apesar da venda da assinatura anual (contratos mínimos de 12 meses), diluem a cobrança desta em mensalidades iguais. Desta forma asseguram que o grosso dos seus clientes continua a usar os serviços para além da primavera… de forma regular. Com isso aumentam as probabilidades de renovação da assinatura… e poupam nos investimentos de marketing e comerciais de angariação de novos clientes. Mantendo os clientes actuais…
www.marketinginovador.com
paulo.marcos@marketinginovador.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor de empresas e professor universitário
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