quarta-feira, fevereiro 21, 2007

The dangers of unfavorable regulatations in a globalized economy

Author: Shahin Shojai
Date: Tuesday, February 20, 2007

In recent months many have been debating whether the Sarbanes-Oxley Act has been even more damaging to the U.S. financial services industry than the Interest Equalization Tax, which literally handed over the Eurobond markets to London on a platter.

The debates about whether London has, or is about to take over New York City as the world’s leading financial centre has been circulating around the world for a few months now. There is no doubt that London has benefited hugely from international listings by companies who no longer wish to list in the U.S. in order to avoid falling under the auspices of the Sarbanes-Oxley Act. Now, whether that means that London is now the world’s leading financial centre is another matter. But, what is clear is that unpopular laws can be quite costly to a financial centre or a country.

Similar to the discussions about how London is gaining at NYC’s expense, many are now debating the implications of a socialist victory in France and how some of their tax policies might benefit London. Many are suggesting that should Mme. Ségolène Royal win the French Presidential elections in May and remain true to her word and increase taxes for the high earners and major corporations that many of the best minds in France might leave the country and move to London.

The areas of special concern seem to be financial services and biotechnology sectors, industries in which London has a special strength. According to a recent senate finance committee report, France has lost €2.2bn of taxable assets in 2005 as a result of people leaving the country to avoid paying the wealth tax. This figure is expected to swell should the Socialist party win the election and introduce further tax hikes.

Losing talented individuals to neighbouring countries is nothing new in the world of macroeconomics. The U.S. has prospered mainly as a result of being able to attract the best minds from not only its neighbours to the north but also from most of the rest of the world.

However, what makes today’s world somewhat different from the past is that due to the greater concentration of wealth when countries introduce unfavourable regulations they not only lose many of their most talented individuals, but they also lose a huge chunk of their wealth as well.

Unlike the recent joiners to the European Union, whose citizens seem to be highly mobile, labour mobility among the more established and wealthy members of Europe has historically not been very high. Consequently, countries have not been too successful in attracting the best minds from their neighbours when they introduce regulations that would seem to induce an exodus. As a result, unfavourable regulations have not been too costly.

However, unlike the working or middle-class, the wealthiest members of the society are extremely mobile, and they seem to be in control of ever greater proportion of national wealth. Consequently, when they leave, a greater share of national asset values leaves with them than was the case in the past.

In fact, the wealthiest European are behaving more and more like major global corporations which move their headquarters around Europe in order to benefit from more conducive taxation. Very soon the U.K. might also find itself on the receiving end of the attacks from Europe that Switzerland is currently facing for attracting many U.S. corporations to move their European headquarters there.

If the exodus that many in France are predicting does in deed take place, the U.K. is bound to face huge criticism for having a too lenient a tax system; one that places other European countries, especially France in this case, at an unfair disadvantage.

Now, the fact that the U.K., similar to Switzerland, is only trying to make life easier for her citizens by having a more flexible tax system is obviously beside the point and U.K. will certainly be attacked should the tax hikes result in a loss of wealth to France. The perception is that if we do something that causes our citizens to leave and they do, it is not our fault but the fault of the country to which they are going.

No one in Europe is thinking about maybe reducing their own taxes to become more competitive. They simply view Switzerland as the problem because it has more attractive tax rates, even though as discussed in a previous bulletin, there are many countries in the E.U. that have lower taxes than Switzerland.

Until countries realize the dangers of introducing unfavourable regulatory policies in a world where wealthy individuals and their ever more concentrated capital are highly mobile they will continue to make decisions that makes other countries look more attractive and attack those same countries for not introducing regulations that match the mistake that they have made. France seems to be enroute to proving that point yet again.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Marketing Inovador: Harley e os cabelos ao vento

Artigo do Diário Económico, página 40, de 16.02.2007

Harley e o valor de comunidade

Mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA.

Paulo Gonçalves Marcos

A Harley Davidson Motor Company trabalhou em exclusivo para o exército dos EUA, durante a II Guerra, produzindo milhares de motociclos que iriam demonstrar o seu carácter nos campos de batalha da Europa. Associadas aos vendedores, as Harley tornaram-se elas também objecto reverenciado num lado e do outro do Atlântico. Assim começou a construção do mito… Trinta anos mais tarde, rodeada de agressivos concorrentes japoneses, a empresa foi acossada por problemas na qualidade de construção e por um reduzido investimento tecnológico. No espaço de dois lustros, apenas, a quota de mercado minguou para um quarto. As firmas japonesas pareciam avassaladoras demais para não ser vaticinada a falência previsível da empresa...

A década de oitenta, contudo, marca o início do renascimento da marca Harley. Este assentou em dois eixos: recuperação da excelência mecânica; reposicionamento como produtora de ícones culturais e de ostentação de uma peculiar forma de vida. Para isto jogaram um papel instrumental o Harley Davidson Owners Group (HOG) e a Posse Ride. O HOG, oficialmente um instrumento de estímulo aos proprietários para partilha de experiências e paixões, depressa revelou o seu verdadeiro fito: contributo para o esforço de reposicionamento e de credibilização social da marca. Esta estava, desde meados da década de 60, associada a espíritos demasiado livres que percorriam sem lei nem ordem as estradas. Inúmeros filmes de Hollywood retratam magistralmente esta realidade marginal. Actualmente o HOG tem mais de um milhão de membros, sendo a maior organização deste género no mundo do motociclismo. Personagens singulares, pertença de uma América profunda, masculina, branca. Os membros encarnam o espírito dos pioneiros americanos: ao cidadão respeitador da lei e engravatado, durante a semana de trabalho, sucede o cidadão espírito livre, suavemente rebelde e amante da liberdade, ao fim de semana.

A Posse Ride é, na sua essência, uma excursão de alguns dias, geralmente em percurso de milhares de quilómetros. Mas o que a distingue é a forma metódica como os gestores da Harley e do HOG aplicam subtilmente sofisticadas técnicas de ‘marketing’. Onde gestores e consumidores se juntam e convivem. Num contacto, não intermediado, estimulando a manutenção do espírito gregário Harley. A Posse Ride é também uma oportunidade ímpar de falar de novos produtos e conceitos, criando excitação em torno deles... a uma audiência cativa, maravilhada por estar a ser como que “ungida” pela revelação…quais disseminadores de novidades junto de seus amigos e familiares... A participação dos quadros de topo da Harley contribui para reforçar a sensação de pertença a uma grande família, estabelecendo laços de lealdade potencialmente perduráveis no tempo.

A Harley não tem produzido as motos de maior excelência mas tem, de longe, uma marca mais forte que lhe permite licenciar produtos a mais de 100 diferentes empresas produtoras de acessórios diversos. Isto possibilita-lhe uma tremenda exposição, potenciada pela Posse Ride qual comboio de publicidade gratuita. Assim, mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA, ombreando com outras marcas lendárias como a Coca-cola ou a Disney.

O exemplo da Harley ilustra uma marca que reclama legitimamente um “Valor para uma Comunidade”, em muito excedendo as marcas com valor apenas comercial. Para este desiderato ela detém alguns atributos singulares: ilustra valores e objectivos dos consumidores e possui um elevado valor cultural; serve como identificador e símbolo de pertença; e é usada de forma notória e muito pública.

Como corolário, o gestor de ‘marketing’, no sentido de criar valor, deve tentar capitalizar no “Valor de Comunidade” que a sua marca desejavelmente possui. Empenho e espírito podem derrotar concorrentes mais apetrechados financeiramente.

www.marketinginovador.blogspot.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor e professor universitário

Comentários
Júlia Pacheco (julia_pacheco@iol.pt)
Sem dúvida o criar Valor de Comunidade é uma das formas mais credível e duradoira de criar a fidelização junto dos consumidores. Estes sentem-se parte de uma família única. A exposição do tema foi de uma simplicidade e compreensão de louvar.
Antonio Moreira
Parece-me que o artigo está excelente, como é habitual neste colunista. Interrogo-me se as empresas portuguesas não deverão quanto antes apostar no Valor da Marca para a Comunidade, antes que a Globalização as venha a tornar irrelevantes.
vg
Tem o caso da Ferrari e dos VW "carocha".No caso português,estou convencido de que se poderiam criar "clubes " do vinho do Porto em todo o mundo( e na área das "massas",do chamado vinho, "Mateus Rosé"..)
NapoLeão
Não tivessem as Harley's qualidade e...o mito "esvaziava" ! É esta característica que transforma os produtos...em marca ! Só que ainda lhe falta "estaleca" para vir fazer o Paris-Lisboa-Dakar. Então sim...teríamos máquina universal como a Parker, Mercedes, Lacoste ou Coca Cola !
Jorge Estêvão
Amigo Paulo, parabéns pelo artigo. Como fã das motas conhecia os meandros e partilho plenamente o que está escrito. noutra escala deste valor para uma comunidade, encontramos os clubes de futebol. Uns melhores (alguns ilustres ingleses e espanhois) e outros piores (os nossos "grandes"), os cromos dos "Pokemons" e outras manias que ocupam a juventude,... O que acontece é que é intrinsicamente muito difícil de encontrar este ponto. Tens por exemplo marcas que invocam excelentes produtos e cujo nome extravaza de longe a propria marca (ex. Mercedes, Coca-Cola, ...) mas que não chegam ao ponto máximo atrás exemplificado. Penso que aqui o marketing entra largamente dentro da psicologia/sociologia das massas, em que claramente o consumidor identifica-se com um grupo de pertença. Experimenta tentar fazer isso com papel higiénico Renova...
Maria Jesus Chapelle
o valor de Comunidade e o valor de nostalgia, neste caso. A vitória da Harley sobre a Honda e afins marca tb a recuperação da corporate america contra a Japaninc
Bruno Valverde Cota
O caso da “Harley Davidson” é um bom exemplo. Apesar da dimensão da empresa, os seus empregados, patrões e colaboradores, funcionam todos como “peças” de um grande puzzle, quase quebrando as hierarquias entre departamentos. Neste momento, existem mais de 1.300 pontos de vendas oficiais da Harley Davidson, espalhados por 60 países, e cada um deles é mais do que apenas um local onde se podem comprar motos. São pontos de partida e destinos, lugares para encontrar ou até fazer novos amigos e conhecer outros fãs da marca. Este sentimento de família, união e pertença, é fortemente passado para os seus clientes através do Harley Owners Group (HOG).

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Harley e o valor de comunidade: artigo do Diário Económico de 16.02.2007

Harley e o valor de comunidade

Mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA.

Paulo Gonçalves Marcos

A Harley Davidson Motor Company trabalhou em exclusivo para o exército dos EUA, durante a II Guerra, produzindo milhares de motociclos que iriam demonstrar o seu carácter nos campos de batalha da Europa. Associadas aos vendedores, as Harley tornaram-se elas também objecto reverenciado num lado e do outro do Atlântico. Assim começou a construção do mito… Trinta anos mais tarde, rodeada de agressivos concorrentes japoneses, a empresa foi acossada por problemas na qualidade de construção e por um reduzido investimento tecnológico. No espaço de dois lustros, apenas, a quota de mercado minguou para um quarto. As firmas japonesas pareciam avassaladoras demais para não ser vaticinada a falência previsível da empresa...

A década de oitenta, contudo, marca o início do renascimento da marca Harley. Este assentou em dois eixos: recuperação da excelência mecânica; reposicionamento como produtora de ícones culturais e de ostentação de uma peculiar forma de vida. Para isto jogaram um papel instrumental o Harley Davidson Owners Group (HOG) e a Posse Ride. O HOG, oficialmente um instrumento de estímulo aos proprietários para partilha de experiências e paixões, depressa revelou o seu verdadeiro fito: contributo para o esforço de reposicionamento e de credibilização social da marca. Esta estava, desde meados da década de 60, associada a espíritos demasiado livres que percorriam sem lei nem ordem as estradas. Inúmeros filmes de Hollywood retratam magistralmente esta realidade marginal. Actualmente o HOG tem mais de um milhão de membros, sendo a maior organização deste género no mundo do motociclismo. Personagens singulares, pertença de uma América profunda, masculina, branca. Os membros encarnam o espírito dos pioneiros americanos: ao cidadão respeitador da lei e engravatado, durante a semana de trabalho, sucede o cidadão espírito livre, suavemente rebelde e amante da liberdade, ao fim de semana.

A Posse Ride é, na sua essência, uma excursão de alguns dias, geralmente em percurso de milhares de quilómetros. Mas o que a distingue é a forma metódica como os gestores da Harley e do HOG aplicam subtilmente sofisticadas técnicas de ‘marketing’. Onde gestores e consumidores se juntam e convivem. Num contacto, não intermediado, estimulando a manutenção do espírito gregário Harley. A Posse Ride é também uma oportunidade ímpar de falar de novos produtos e conceitos, criando excitação em torno deles... a uma audiência cativa, maravilhada por estar a ser como que “ungida” pela revelação…quais disseminadores de novidades junto de seus amigos e familiares... A participação dos quadros de topo da Harley contribui para reforçar a sensação de pertença a uma grande família, estabelecendo laços de lealdade potencialmente perduráveis no tempo.

A Harley não tem produzido as motos de maior excelência mas tem, de longe, uma marca mais forte que lhe permite licenciar produtos a mais de 100 diferentes empresas produtoras de acessórios diversos. Isto possibilita-lhe uma tremenda exposição, potenciada pela Posse Ride qual comboio de publicidade gratuita. Assim, mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA, ombreando com outras marcas lendárias como a Coca-cola ou a Disney.

O exemplo da Harley ilustra uma marca que reclama legitimamente um “Valor para uma Comunidade”, em muito excedendo as marcas com valor apenas comercial. Para este desiderato ela detém alguns atributos singulares: ilustra valores e objectivos dos consumidores e possui um elevado valor cultural; serve como identificador e símbolo de pertença; e é usada de forma notória e muito pública.

Como corolário, o gestor de ‘marketing’, no sentido de criar valor, deve tentar capitalizar no “Valor de Comunidade” que a sua marca desejavelmente possui. Empenho e espírito podem derrotar concorrentes mais apetrechados financeiramente.

www.marketinginovador.blogspot.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor e professor universitário

Harley e o valor de comunidade: artigo do Diário Económico de 16.02.2007

Harley e o valor de comunidade

Mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA.

Paulo Gonçalves Marcos

A Harley Davidson Motor Company trabalhou em exclusivo para o exército dos EUA, durante a II Guerra, produzindo milhares de motociclos que iriam demonstrar o seu carácter nos campos de batalha da Europa. Associadas aos vendedores, as Harley tornaram-se elas também objecto reverenciado num lado e do outro do Atlântico. Assim começou a construção do mito… Trinta anos mais tarde, rodeada de agressivos concorrentes japoneses, a empresa foi acossada por problemas na qualidade de construção e por um reduzido investimento tecnológico. No espaço de dois lustros, apenas, a quota de mercado minguou para um quarto. As firmas japonesas pareciam avassaladoras demais para não ser vaticinada a falência previsível da empresa...

A década de oitenta, contudo, marca o início do renascimento da marca Harley. Este assentou em dois eixos: recuperação da excelência mecânica; reposicionamento como produtora de ícones culturais e de ostentação de uma peculiar forma de vida. Para isto jogaram um papel instrumental o Harley Davidson Owners Group (HOG) e a Posse Ride. O HOG, oficialmente um instrumento de estímulo aos proprietários para partilha de experiências e paixões, depressa revelou o seu verdadeiro fito: contributo para o esforço de reposicionamento e de credibilização social da marca. Esta estava, desde meados da década de 60, associada a espíritos demasiado livres que percorriam sem lei nem ordem as estradas. Inúmeros filmes de Hollywood retratam magistralmente esta realidade marginal. Actualmente o HOG tem mais de um milhão de membros, sendo a maior organização deste género no mundo do motociclismo. Personagens singulares, pertença de uma América profunda, masculina, branca. Os membros encarnam o espírito dos pioneiros americanos: ao cidadão respeitador da lei e engravatado, durante a semana de trabalho, sucede o cidadão espírito livre, suavemente rebelde e amante da liberdade, ao fim de semana.

A Posse Ride é, na sua essência, uma excursão de alguns dias, geralmente em percurso de milhares de quilómetros. Mas o que a distingue é a forma metódica como os gestores da Harley e do HOG aplicam subtilmente sofisticadas técnicas de ‘marketing’. Onde gestores e consumidores se juntam e convivem. Num contacto, não intermediado, estimulando a manutenção do espírito gregário Harley. A Posse Ride é também uma oportunidade ímpar de falar de novos produtos e conceitos, criando excitação em torno deles... a uma audiência cativa, maravilhada por estar a ser como que “ungida” pela revelação…quais disseminadores de novidades junto de seus amigos e familiares... A participação dos quadros de topo da Harley contribui para reforçar a sensação de pertença a uma grande família, estabelecendo laços de lealdade potencialmente perduráveis no tempo.

A Harley não tem produzido as motos de maior excelência mas tem, de longe, uma marca mais forte que lhe permite licenciar produtos a mais de 100 diferentes empresas produtoras de acessórios diversos. Isto possibilita-lhe uma tremenda exposição, potenciada pela Posse Ride qual comboio de publicidade gratuita. Assim, mesmo comercializando um produto de nicho, a Harley Davidson está regularmente entre as marcas mais conhecidas nos EUA, ombreando com outras marcas lendárias como a Coca-cola ou a Disney.

O exemplo da Harley ilustra uma marca que reclama legitimamente um “Valor para uma Comunidade”, em muito excedendo as marcas com valor apenas comercial. Para este desiderato ela detém alguns atributos singulares: ilustra valores e objectivos dos consumidores e possui um elevado valor cultural; serve como identificador e símbolo de pertença; e é usada de forma notória e muito pública.

Como corolário, o gestor de ‘marketing’, no sentido de criar valor, deve tentar capitalizar no “Valor de Comunidade” que a sua marca desejavelmente possui. Empenho e espírito podem derrotar concorrentes mais apetrechados financeiramente.

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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor e professor universitário

Harley Davidson e os cabelos ao vento

Artigo saído no jornal Diário Económico de hoje.

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/740208.html

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Sondagens e ignorância dos políticos

Jerónimo ou é tonto ou tenta fazer os outros... Veja-se a falta de conhecimento ou a má fé que transcrevemos hoje dos jornais:

Universidade Católica não comenta declarações de Jerónimo
O Centro de Sondagens da Universidade Católica recusou hoje comentar as declarações do secretário-geral do PCP, que quinta-feira acusara a instituição de, com as suas sondagens, pretender dissuadir o voto no «sim» no referendo ao aborto de 11 de Fevereiro.

Pedro Magalhães, responsável do Centro de Sondagens e Opinião da Universidade Católica, disse à agência Lusa não querer comentar a afirmação de Jerónimo de Sousa, adiantando tratar-se de coisas da «luta política».

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou as sondagens da Universidade Católica de serem um instrumento do «não» de modo a dar por adquirida a vitória do «sim», para diminuir o número de pessoas a votar.

«A Universidade católica, que é um instrumento do não, apresentou a espantosa sondagem de 16% de diferença para o sim, pretendendo que as pessoas não votem. Temos que garantir todos os votos, porque em 1998 as sondagens davam a vitória ao sim e depois tal não aconteceu, por um voto se ganha e por um se perde», afirmou, num encontro realizado no Ginásio Atlético Clube, na Baixa da Banheira.

O «sim» no referendo sobre a despenalização do aborto vence nas cinco sondagens publicadas hoje, com diferenças sobre o «não» que vão dos seis aos 21 pontos percentuais e valores da abstenção entre 18 e 45 pontos.

Diário Digital / Lusa

09-02-2007 10:25:48

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Neuromarketing, o bluff

Neuromarketing

In 2005 and 2006 there was a great deal of interest in neuromarketing and the idea of using fMRI scanners as tools of market research. Could brain scanning replace questionnaires and surveys? Could small groups of consumers in ‘tin cans’ tell us how the population would respond to the latest ideas in TV advertising? Although brain scanning is providing useful insight into how the brain works, and into how some market research techniques work, it is having no impact on the research business as a whole. For most research problems brain scanning is too slow, too expensive, and insufficiently available.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Artigo no Diário Económico de 19.01.2007

A Paixão de Cristo e o ‘grassroot marketing’

Mel Gibson tinha já há um par de anos o sonho de realizar um filme sobre a Paixão de Cristo, com especial ênfase no Calvário.

Paulo Gonçalves Marcos

Começamos hoje uma coluna, intitulada de Marketing Inovador, procurando que o leitor embarque na digressão sobre o papel do marketing na criação de valor accionista. E que possa retirar ilações para os agentes económicos portugueses, em geral, e para a sua actividade profissional, em particular.

Imagine que existe um empresário que se propõe produzir e comercializar um produto, em notória fase de obsolescência. Para complicar mais as coisas, um orçamento de cerca de um décimo do que era utilizado, no sector em causa, para a concepção e lançamento de um novo produto. Se lhe pedissem um prognóstico, com base nestes singelos dados, seria de elementar racionalidade pensar num fracasso comercial. Contudo…

Simultaneamente actor, realizador e produtor, Mel Gibson tinha já há um par de anos o sonho de realizar um filme sobre a Paixão de Cristo, com especial ênfase no Calvário.

O desafio a que Gibson se propôs tinha tudo para poder ser rotulado de arrojado: uma história religiosa, género consensualmente aceite que estava longe do goto dos espectadores; com uma dose elevada de violência ; falado em línguas mortas (aramaico e latim). O que estava nas antípodas daquelas que são as regras, aceites, para se conseguir um sucesso de bilheteira: personagens conhecidas; fazendo o espectador sonhar; enredo em torno de um caso de intenso amor; efeitos especiais, ajudando à percepção de grandiosidade da “estória” narrada. Ao nível da divulgação, o filme teve menos Publicidade e Promoção de Vendas do que era comum. Ao invés do convencional, a produtora recorreu intensamente ao facto do enredo ser inédito, nas décadas precedentes, para capitalizar de forma notória no facto. Gibson conseguiu arregimentar várias personalidades relevantes (líderes religiosos, jornalistas e colunistas) para as sessões de pré exibição ou exibição restrita de versões não finalizadas do filme. Isto permitiu recolher impressões junto de potenciais líderes de opinião e corrigir e adaptar o enredo do filme. Aquilo que se chama na gíria dos Estudos de Mercado de “Pré teste de produto”! Genialmente, aquelas permitiram desencadear um fenómeno de ‘grassroot marketing’. Ou seja, transformaram os eleitos, para a pré visualização, em verdadeiros agentes promotores do filme, de forma não óbvia nem remunerada!

Em breve começaram a surgir na imprensa (não obstante o pacto de silêncio) pequenas notícias sobre o filme e os seus aspectos mais particulares: o alegado anti semitismo, a violência, o grau de realismo dramático das cenas, as línguas arcaicas em que o filme era falado. Continuando fiel a uma estratégia de distribuição e comunicação de baixo custo, Gibson utilizou intensamente a Internet como canal. Ferramentas como os sítios amadores ou o oficial, www.thepassionofchrist.com, ajudaram a criar e ampliar o burburinho em torno do filme. Os sítios dos admiradores encorajaram as igrejas a exibirem trailers do filme, colocaram publicidade na Internet e promoveram a venda de bilhetes para grupos (congregações, famílias e amigos). Alguns forneciam tópicos para a realização de sermões nas igrejas, como complemento do filme. O apelo a um movimento de massas espontâneo podia ser captado, em torna a sua plenitude, no sítio oficial, na secção denominada ‘spread the word’: “espalhe a mensagem e a Boa Nova. As últimas doze horas do Salvador em filme num cinema perto de si....”. Feitas as contas o filme teve um custo total (produção e promoção) de aproximadamente de $45 milhões de dólares norte-americanos. Contudo, neste caso especifico e em apenas cinco dias, as receitas de bilheteira atingiram $125.2 milhões de dólares. E as receitas mundiais do filme, só em bilheteira, foram de mais de mil milhões de dólares, transformando-o no maior êxito cinematográfico do ano e um dos maiores na história do cinema...

www.marketinginovador.blogspot.com
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Paulo Gonçalves Marcos, Economista, gestor e professor universitário

sábado, janeiro 13, 2007

Regresso a Londres

Desde 1995 que não visitava Londres. Uma cidade que em tempos conheci melhor que Lisboa. E onze anos bastaram para transformar a face da cidade nas margens do Tamisa.
O pleno emprego. Toda a gente tem trabalho, a taxa de desemprego está perto do valor natural, na acepção económica do termo (cerca de 4-5%, valor que corresponde a aqueles que voluntariamente estão em transição profissional, em períodos sabáticos, etc).
A cidade transformou-se numa plataforma do sector financeiro, onde os grandes bancos mundiais optaram por centralizar a sua sede europeia. A proliferação de arranha-céus, panorama virgem até 1985 com o edifício da corretora de seguros Loyds, é visível. O novo (e amiúde belo) a par com o antigo. Canary Warf, meia milha nas Docklands, outrora zona insalubre, agora tem 80.000 pessoas a trabalhar nos seus imponentes edifícios. Todas no sector financeiro. Salários milionários, bónus e demais prémios potencialmente chorudos mas sem segurança ou garantia de emprego.
Depois o facto de ter encontrado mais de uma vintena de antigos alunos e colegas, nos sítios mais inesperados. Face visível do efeito de íman que a cidade exerce sobre os trabalhadores qualificados: economistas, gestores, engenheiros, arquitectos, investigadores...
O comércio, sem mega centros comerciais, onde as lojas estão abertas todos os dias da semana; onde uma multidão de todos as cores e fisionomias compra, compra e compra...
As salas de teatro que quase duplicaram numa década e estão sempre de lotação esgotada...
Claro que os preços dos serviços (restauração...) e da habitação estão a níveis que a Europa continental não conhece... afinal o reflexo natural de uma cidade onde o rendimento per capita em paridades de poder de compra é mais de três vezes o da média europeia...
Pujança económica, diversidade cultural e étnica, optimismo e empreendedorismo, modernidade conjugada com a tradição, são marcas indeléveis desta cada vez mais excitante cidade.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

www.emcena.com

Para os amantes de cinema um novo espaço onde se discute cinema, se podem ver as introduções promocionais dos filmes - trailers - , se podem ler as críticas, etc, etc.

Maior portal lusófono de cinema, uma comunidade entusiasta que não para de crescer!

www.emcena.com

terça-feira, dezembro 26, 2006

benfica-belenenses: 4-0

Simão Sabrosa, Katsouranis (2 vezes) e ainda Fonseca (até que enfim...) marcaram os golos da robusta vitória sobre o Belenenses, na quinta-feira dia 21.12.2006.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

O local ideal. flme francês

Belo filme em exibição nas salas portuguesas.

Primeiro a estranheza de estar tão pouca gente a assistir...

A tradução do título frances para portugues foi pessima: de pano de cena passámos para Local Ideal...o resto da legendagem no mesmo genero...

Mas uma notável estória de amor, tipo rapariga pobre encontra rapaz rico; pai rico desavindo faz as pazes com o filho; artista resolve abandonar o estrelato para se dedicar a sua arte na forma mais pura...

Recomendado vivamente

segunda-feira, dezembro 11, 2006

The Queen_ o filme: o meu comentário

Sou a comentar o filme "A Rainha":

1) O filme é sobre a morte de Diana Spencer, ex-princesa, e a perda de confiança do público (britânico, decerto, mas também mundial) na família real britânica.

2) Só isto, o que não sendo óbvio, não é pouco...

3) Freas (o realizador) tenta mostrar a família real como uma família normal, de carne e osso. Recorre ao sarcasmo, ao humor e a uma velada crítica.

4) Só o príncipe Carlos (e este apenas aparentemente) e a Rainha saem airosamente bem do filme. O príncipe Filipe e a princesa Ana são alvo de uma destruição de carácter ( o primeiro como tonto, adepto do protocolo e de hábitos anacrónicos - caça, por exemplo; a segunda como sendo hedonista e odiando Diana).

5) Carlos é apresentado como adepto da modernidade mas também como filho infiel que não hesita em trair a mãe para se por do lado da modernidade (Blair).

6) O papel atribuído a Blair corresponde ao senso comum deste como salvador, improvável, da sorte da família real. Algo exagerado, panegírico, na hora da despedida...
Note-se que tal como agora recusa ceder o seu lugar a Brown, chanceler do Tesouro (ministro das finanças), também à época não lhe atendeu o telefone em plena crise (mas atende todos os secretários da rainha ou do príncipe, o lorde encarregue do protocolo,...).

7) A Rainha

"O mais valioso activo da monarquia e uma dos mais valiosos de sempre", nas palavras da rainha-mãe nos jardins de Balmoral (uma das cenas do filme, quando mãe e filha passeiam juntas).

Uma velha senhora muito teimosa.Ciosa dos seus valores e pelos quais foi educada. Sacrificada em nome do Bem Comum. Uma mártir pelo povo britânico (veja-se a reacção de Blair ao seu chefe de staff).

Quando o Land Rover Defender parte a transmissão (metáfora da sucessão dinástica?) na travessia do ribeiro, ela olha por debaixo do veículo e exclama: gaita! (bugger!).

Uma figura maior que a vida, que a personagem da actriz Mirren tenta trazer, por vezes com sucesso, ao nível do comum dos mortais.

A forma como desculpa o seu comportamento, aparentemente frio e distante, com a reserva própria da educação que recebera e com o propósito de salvaguardar os netos...
Brilhante...

8) O filme é tendencialmente republicano, num tom que retira o sagrado da Família Real; mas desta forma retirando grande parte da sua razão de ser...

Ao mesmo tempo mostrando a Rainha como a única verdadeiramente especial e desvalorizando todos os demais... apela a um novo tipo de "monarquia": da sucessão dinástica para o monarca vitalício (mas não hereditário).

Depois de Isabel, não há verdadeiramente esperança.

Colecção Manuel Brito no Palácio Policarpo Anjos em Algés

Estive ontem a apreciar a colecção de Manuel Brito no Palácio Policarpo Anjos em Algés.

Algumas notas dignas de realce:

- Manuel Brito, recentemente falecido, foi o pioneiro dos galeristas portugueses, com a sua Galeria 111 ao Campo Grande;
- um espólio de várias centenas de peças, algumas das quais (apenas algumas) estão expostas no Palácio Anjos;
- fabuloso acervo de quadros de Júlio Pomar, Resende, Paula Rego, Graça Morais, alguma coisa de Mário Cesariny;
- também alguns dos mais novos talentos, profusamente representados;
- o Palácio mandando erigir pelo milionário Policarpo Anjos, no final de século XIX, magnificamente recuperado, ampliado e adaptado, para receber uma das maiores e melhores (a melhor?) colecção privada portuguesa da segunda metade do século XX e início do XXI.

O pormenor e a classe no restauro, os jardins que se integram harmoniosamente, valem também a visita.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Mifid: artigo no jornal OJE - o texto integral

A MiFID e a internacionalização do sector financeiro português

“MiFID will have a major impact on the way business is conducted”

Ian Mullen, CEO, British Bankers Association

As instâncias comunitárias estão em vias de finalizar a regulamentação de uma das mais importantes peças legislativas recentes, cujo impacto sobre o sector financeiro português será tudo menos dispiciendo. Desde a moeda única que jamais uma peça legislativa e regulatória impactou com tamanha profundidade sobre o sector dos serviços financeiros. Chama-se MiFID (Market in Financial Instruments Directive – 2004/39/CE de 21 Abril de 2004) e propõe-se dar o impulso final para a criação de um verdadeiro mercado único de serviços e produtos financeiros no espaço europeu, qual vanguarda de uma nova vaga de sobre-regulação sobre o Sector Financeiro.

Surge na esteira do Financial Services Act Plan (1999) e da Cimeira de Lisboa (2000) que realçaram a importância do mercado único dos serviços financeiros para a construção europeia. Rever, então, a Directiva original (Investment Services Directive de 1993), tornou-se um imperativo político.

Para o efeito, a MiFID intenta harmonizar as regras aplicáveis às entidades financeiras operantes na União, oferecendo aos investidores um maior grau de protecção que o actual. Assegurando a qualidade de execução das transacções dos investidores e impondo uma obrigação de “Melhor Execução” às instituições financeiras, aumentando a transparência do mercado de capitais. Visando remover as barreiras artificiais à circulação livre de todas as classes de activos europeus (incluindo derivativos).

A MiFID vem mexer de forma profunda com algumas áreas e práticas de actuação dos intermediários e prestadores de serviços financeiros, alterando-lhes o respectivo paradigma.

Vale a pena atentar sumariamente em três:

- concentration rule e o reconhecimento das multi-lateral trading facilities (MTF´s);

Elimina a obrigação de as ordens de compra e venda de títulos terem que ser colocadas em uma Bolsa de Valores regulada, passando a ser possível a utilização de plataformas electrónicas de negociação ou a internalização sistemática de ordens dos clientes, através da utilização da carteira própria de títulos detidas pelas instituições financeiras. Obviamente, quer os internalizadores sistemáticos, quer as plataformas electrónicas, terão que ter escala e oferecer um nível de garantias e transparência similar aos ofertados pelas Bolsas de Valores.

- direito de passaporte e condução dos negócios;

Um dos propósitos da MiFID é o de permitir a comercialização e o marketing de serviços de investimentos ao longo dos vários países da União. As instituições continuarão, como até aqui, a terem a regulação “prudencial” (prudential regulation) no Estado de Origem.

Contudo, a regulação sobre as “regras de condução dos negócios” (conduct-of-business rules) deixará de ser feita pelo Estado de Acolhimento e serão as do Estado de Origem a vigorar.

Dito de outro modo, o Estado de Acolhimento, isto é, aquele onde está o cliente, perderá os seus poderes de impor “regras gerais de condução dos negócios” (excepto em casos muito excepcionais ainda alvo de definição). Ou seja, e à laia de exemplo, passa a ser possível a um banco de investimento/Corretora portuguesa comercializar produtos de investimento na Lituânia, a clientes locais, de acordo com as normas vigentes em Portugal!

- adequação de produtos e serviços aos clientes (suitability and appropriateness tests);

As empresas serão obrigadas a conduzir testes sempre que estiverem a prestar aconselhamento ou gestão de patrimónios:

- suitability test (tem o cliente perfil para estes serviços?): em relação ao fornecimento de aconselhamento e aos serviços de gestão de carteiras;

- appropriateness test (são estes produtos e serviços adequados para este cliente?): em relação a todos os outros serviços.

Torna-se, então, imperativo colectar informações sobre os clientes (KYC), respeitantes a conhecimento e experiência, à sua situação financeira e aos objectivos esperados pelo investimento.

A documentação a entregar aos clientes terá também que mudar para reflectir a redefinição das condições contratuais, mais claras e precisas.

À laia de corolário podemos dizer que a MiFID traz o potencial para mudanças drástica da estrutura do sector, da sua rendibilidade e de movimentos ao longo dos diversos grupos estratégicos operantes no mercado. Os custos (compliance costs) associados a funcionar neste mercado, segundo as regras prescritas – decorrentes de obrigações de conhecer o cliente, de poder provar que se agiu no melhor interesse dos clientes, de sistemas informáticos, de regras de auditoria, do estabelecimento ou revisão de políticas e procedimentos de actuação,...- , com estimativas de várias dezenas de milhões de euros para um banco de média dimensão, poderão fazer com que os bancos e sociedades de corretagem mais pequenos, ou de cariz regional, abandonem, simplesmente, o mercado ou, pelo menos, alguns dos seus segmentos e produtos. Ademais, terão uma nova dimensão de concorrência: transacções e serviços de investimento prestados não apenas com recurso a Bolsas regulamentadas mas também por Internalizadores Sistemáticos e por “Bolsas” e Mercados Electrónicos. Os operadores financeiros, actuantes nestas novas plataformas de negociação, poderão usufruir economias de custos consideráveis, susceptíveis de lhes concederem uma vantagem concorrencial significativa.

Por outro lado, a remoção de barreiras a uma plena circulação de produtos de poupança e de investimento, no espaço europeu, abre também novas oportunidades de internacionalização. Para os bancos portugueses, a MiFID vai confrontá-los com a concorrência acrescida das grandes casas e bancos de investimento, sitos em Londres ou Francoforte, mas abre excelentes perspectivas para uma actuação mais vibrante e a menor custo no espaço ibérico, com a consolidação de plataformas operativas, a partir do mercado português e com a oferta de produtos e serviços numa lógica “cross-border”.

Em Novembro de 2007 a MiFID torna-se realidade no espaço económico europeu. O curto período de transposição para o quadro legislativo português, por um lado, e a necessária adaptação que as instituições financeiras terão que fazer, por outro (compliance, sistemas de informação, contratos de outsourcing, cláusulas contratuais, etc) implicará um tremendo esforço em meios materiais e humanos que as supracitadas instituições se verão obrigadas.

Paulo Alexandre Gonçalves Marcos, 5 de Dezembro de 2006

Economista. Professor Universitário.

www.antonuco.blogspot.com

Negativity in the Evaluation of Political Candidates


Jill G. Klein & Rohini Ahluwalia

Executive Summary
Millions of dollars are spent on marketing political candidates during each election year. An increasing percentage of these dollars is spent on negative campaigning on the basis of the belief that negative information about political candidates is more influential than positive information in swaying voter preferences. It is because of this firm belief in the weight of negative information that political pundits continue to advocate its use despite recent data that demonstrate that negativity in political campaigning disenfranchises voters and could lead to low voter turnout and involvement.

Previous research based on the American National Election Studies (NES) database provides the strongest unchallenged source of "real" (as opposed to laboratory) data that demonstrates a clear negativity effect (i.e., greater weighting by voters of candidate weaknesses as compared to candidate strengths) in each of six elections analyzed in past research. In contrast, the current research takes a motivational view and questions the robustness of this finding. NES data from two elections (1992, 1996) and the Super Tuesday data (1988) are analyzed. The results converge in suggesting that the negativity effect is much less prevalent in the evaluation of political candidates than previously believed; it is significant only in judgments of candidates that the voter is motivated to dislike. This motivation may occur because the voter either has a preference for an opponent or simply dislikes the candidate. The analyses indicate this subset of the electorate drives the aggregate-level negativity effect obtained in past research.

The authors, therefore, argue that findings in previous negativity research were due to aggregation of data across voters varying in their motivations. These findings question the accepted wisdom that negative campaigning is an effective means of persuading critical voters—especially swing voters—because this research suggests that these target audiences are not motivated to dwell on negatives. The present research suggests that although negative information may have perceptual advantages, a focus on cognitions alone cannot explain its role in complex naturalistic environments in which people are driven by a variety of motivations.

Biography
Jill Klein is Associate Professor of Marketing, INSEAD. She received her Ph.D. in social psychology from the University of Michigan in 1990. During the following seven years she was a member of faculty in the Marketing Department, Kellogg Graduate School of Management, Northwestern University, and she joined the INSEAD faculty in 1997. Her research interests are consumer boycotts, corporate social responsibility, and international marketing, including the effects of international hostility on consumer perceptions of foreign products. She has had articles published in Journal of Marketing, Harvard Business Review, Management Science, and Journal of International Business Studies.

Rohini Ahluwalia is, Associate Professor of Marketing, Carlson School of Management, University of Minnesota. Prior to joining the Carlson School, she was a faculty member at theUniversity of Kansas. Her doctoral dissertation, completed at the Ohio State University, was the winner of American Marketing Association's John A. Howard best dissertation award. Her area of expertise is consumer psychology and current work focuses on two major streams of research. One attempts to understand how people process, resist, and are influenced by counterattitudinal and negative information. A second stream of research focuses on branding issues, using an information processing perspective. Her research has been published in journals such as Journal of Marketing Research and Journal of Consumer Research.


Ethical Challenges of Social Marketing, by George Brenkert

Ethical Challenges of Social Marketing
George G. Brenkert

Executive Summary
Social marketing was developed more than three decades ago to combat social problems such as overpopulation, drug abuse, mistreatment of woman, use of tobacco products, and behaviors that increase the chances of heart disease. As a form of marketing, social marketing faces several recognized moral problems, including manipulation, dishonesty, fairness, and intrusiveness. However, in contrast to commercial marketing, social marketing faces another set of ethical problems quite different from these common ethical problems. It is the ethical problems that are specific to social marketing on which this article focuses.

First, the ends that social marketing promotes in resolving social problems cannot be justified in the same manner in which the ends of commercial marketing are justified. Instead of appealing to the fulfillment of the wants and needs of the people they target, social marketers must develop an objective theory of social welfare that justifies those ends. As such, social marketing focuses on welfare exchanges, in contrast to the market exchanges on which commercial marketing focuses. If social marketers are to respect the people they target, transparency should be a prime value for social marketers. In seeking to change the behavior of people with social problems, social marketers must be candid about the ends sought, the evidence that links those ends to the welfare of the people targeted, the means used to bring about those ends, and the sources of funding.

Second, social marketing’s analysis of social problems may unwittingly substitute a marketing rationale of self-centered benefits and the effectiveness of marketing appeals for relevant rationales involving other-regarding reasons and ethical reasoning. Furthermore, segmenting social problems may have the consequence that social marketers do not focus on the background and structural features that underlie the social problems they attack. Accordingly, social marketers must be wary that they can only offer temporary solutions, which may not significantly affect the underlying problems.

Third, using marketing techniques may have the consequence of not giving those whose behavior is to be changed a rights-based voice in matters of significant concern to them. Therefore, social marketers must address the effects of social marketing on self-determination and democracy. Social marketers must consider the implications for the loyalty, gratitude, and commitment of people whose problems are resolved through private, rather than public, undertakings. This may lead to a greater impoverishment of the public realm.

In drawing attention to these special ethical issues, the author does not question the integrity or goodwill of people engaged in social marketing. Instead, the author describes a special set of ethical challenges for social marketing and affirms the need for the ethical justification of social marketing actions with regard to them. Social marketing is to be viewed not as a neutral, technical enterprise but as a form of social activism. This is part of the recognition of the ethical nature of social marketing. Directly addressing the special ethical challenges identified in this article should be part of the further development of social marketing.

Biography
George G. Brenkert is Professor of Business Ethics, McDonough School of Business, Georgetown University, where he is also Director of the Georgetown Business Ethics Institute. He is Editor-in-Chief of Business Ethics Quarterly and a member of the Executive Committee of the Society for Business Ethics. He specializes in the areas of ethics, business ethics, and social and political philosophy. He has published a book titled Political Freedom, as well as several articles in such journals as Public Affairs Quarterly, Philosophy & Public Affairs, Journal of Public Policy & Marketing, Business Ethics Quarterly, Journal of Business Ethics, and Business & Professional Ethics Journal. Among his current research projects are a book on marketing ethics and an article on ethical issues related to corruption as faced by multinational businesses and developing countries. He earned a B.A. from Colgate University and M.A. and Ph.D. degrees from University of Michigan.


E-mail marketing: uma intodução

Introduction to E-mail Marketing
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By Mischelle Davis
Mischelle Davis is vice president of marketing communications at NewWorldIQ, a Saratoga, Calif.-based enterprise marketing automation solutions provider. She has over 10 years high-tech marketing experience with companies such as Qpass, Primus Knowledge Systems, and Wall Data.
1. Introduction

The phenomenon of emarketing is, of course, the age-old practice of direct marketing remade in modern dress. “Direct marketing” is often used interchangeably with “direct mail.” But it can range from the catalog that arrives along with your letters and the advertisement inside your billing statement to the flyer slipped under your windshield and even to the salesman knocking at your door.

There was a time when marketing directly to customers and potential customers was considered the poor stepchild of more sophisticated forms of advertising, and upscale businesses did not regard it as a viable, elegant solution to their marketing problems.

Savvy marketers soon realized, however, that mass direct marketing could provide immediate sales results, create a personal connection with customers, was more cost effective than billboard or display advertising when the object is to get immediate results, not just to create awareness. Perhaps most importantly, direct marketing lends itself to greater measurability and to testing variations in form and content to determine the best approach. Today it is universally regarded as one of the most effective forms of advertising.

Direct marketing can be any marketing method that takes the initiative aims to establish or maintain an immediate, one-to-one relationship with customers and prospective customers, rather than waiting for them to discover you in more general, impersonal forms of advertising.

Direct marketing is most powerful when it is used as part of a direct response strategy – that is, asks the recipient to take some immediate action – order a product, get a free gift, enter a contest, give a donation. Perhaps since the advent of the Sears catalog in 1893, the most popular and powerful form of direct response marketing has been via U.S. postal service.

Advent of eMarketing

But times have changed. Digital delivery is rewriting business rules and redefining direct marketing. The advent of electronic forms of communication such as e-mail and the Internet have given marketers new and even more cost effective ways to become more focused and granular in their marketing efforts.

The rise of the Internet produced a gold rush not only in commerce, but in new expectations for online marketing. Many of those expectations were inflated: not all Internet marketing has proven to be created equal. Although successful while still a novelty, Internet advertising response rates are quickly eroding. Users are inundated with banner ads everywhere they go on the Internet.

While it is true that advertising on vertically targeted portals can produce better than average click-through rates, banner ads can be a difficult medium to achieve marketing goals.

Marketers looking for an effective way to reach customers online are turning to e-mail.

E-mail has quickly become a communication standard and the Internet’s most popular application. Both the number of e-mail users and the usage rates are continuing to grow exponentially.

According to eMarketer, by the end of 2000, there were 96.6 million e-mail users in the U.S. representing 43.8% of the total population of adults and teens. In an effort to realize the commercial potential of this powerful communication medium, U.S. companies spent $496 million on e-mail advertising in 2000, a 177% increase from 1999

E-mail is by far the dominant digital delivery application and is already used much more than traditional “snail mail”. Over 395 billion messages were delivered in the U.S. in 1999 as compared to 202 billion pieces of mail delivered by the U.S. Postal Service. Just one year later, in 2001, over 536 billion e-mail messages were delivered – an increase of 35 percent in a single year – versus a growth in postal deliveries of less than 3%. In 2000, some 22 percent of e-mail messages were commercial.

E-mail is proving itself to be one of more cost-effective marketing tools available – which is why some 68 percent of medium- to large-sized U.S. firms incorporated e-mail into their marketing strategies in 2000.

Several attributes account for the rise of e-mail as a marketing tool:

Faster Prep Time: Depending on the campaign creation tools that you use, e-mail marketing programs can be quick to create and may arrive in the customer’s inbox immediately.

More Flexibility: It is much easier and less expensive to create multiple offers and test various creative and copy schemes in e-mail than in traditional “snail mail."

Reduced CPM: E-mail messages cost only a few cents per recipient compared to traditional direct mail costs because e-mail campaigns don’t incur printing or postage costs. E-mail costs range from $.01 to $0.25 for per message, compared about $1.70 to $2.00 for each item mailed in traditional direct snail mail.

Greater Acceptance: Some 73 percent of U.S. consumers say they prefer e-mail as their method of contact with online merchants. (Virtually the same percentage also say they prefer rich-content media e-mail – with graphics and typography – versus plain-text e-mail.

Quick Response: Responses from recipients usually arrive within 48 hours rather than taking days or weeks via printed and posted mail.

Higher Response Rates: It is easier and more inviting for someone to respond to an e-mail message than to pick up the phone or mail a response card. And e-mail has a much higher average click-through rates (between 5-15%) than online banner ads.

Accurate Reporting: Electronic forms of delivery and response make tracking and reporting fast and easy. It is much easier than waiting weeks for responses and returns.


E-mail marketing can use a variety of tactics – including offers, coupons, contests, newsletters and other value-added links and information.

Those tactics can basically be divided into two types – permission-based marketing and spam.

Spam is the electronic equivalent of junk mail or that annoying telemarketing call during dinner. It is unsolicited and unwanted. Unfortunately for consumers, today spam represents 10% of all e-mail. In response to this invasion, e-mail users have created inbox filters and dummy e-mail addresses.

Permission e-mails are those messages that users have requested. This can take the form of newsletters, or a checkbox in the registration process on various Web sites giving the marketer permission to deliver product updates or other marketing information.

Forrester Research predicts that the number of solicited e-mails will grow to 250 billion in 2002. Permission e-mails have higher success rates than spam – both in terms of ROI and in preserving a company’s reputation.

Permission e-mail can take the form of acquisition or retention e-mail – that is, mailings whose primary objective is to prospect for customers or whose objective is to forge a relationship with an existing customer base. In 2000, some 57 percent of permission e-mail dollars were spent on retention and 43 percent on customer acquisition.

As with any other marketing campaign, careful planning and proven techniques are the best way to deploy the most effective campaigns and to realize the highest response rates. It’s a matter of putting the right offer in front of the right person at the right time.

Follow these common-sense and time-tested suggestions, and your campaign can produce tremendous results for new customer acquisition, customer loyalty and customer retention.

Segment Lists, Targeted Messages: Chop your database into smaller, segmented slices based on preferences and past behaviors, in order to make your messages as relevant as possible to each group. Prospects and customers will be more likely to respond to messages that match their interest sets. Use historical data to apply what you know about the likes and dislikes of your target market segments, and develop your messages and offers to fit.

Personalize to the Max: Don’t just segment when you can use the full power of the database to personalize e-mail content to individual name, history, likes and dislikes. In the world of direct emarketing everyone is unique and one size does not fit all, so use the tools available to be as personal and as relevant as possible.

Quality Over Quantity: Boost response rates by creating offers for unique products, useful information, compelling content, special pricing or gifts. Again, match the offer to the segment. Every message in a customer’s inbox requires time and attention. Your objective is to offer each customer something of value – be it information, entertainment, or monetary value. If you don’t deliver, your customers will opt out of your mailing list.

Call-To-Action: Your campaign’s primary objective should be to have prospects take action. Examples include: Click to….. link to more information, buy, join, communicate with a sales representative, participate in a survey, play in a contest or refer a friend.

Sales vs. Marketing: Many marketers think the Web is primarily a direct sales medium, rather than a multifaceted communications tool that can used to create sales activities in other channels. But many sales are not done on impulse or from afar Decide which sales channel your campaign is going to support.

Text vs. HTML: Give your customers the option of receiving messages in text or HTML format. Some people will always prefer text to graphics, and some e-mail readers only support basic text. Give your customers what they want, and be sure your e-mail has been tested for readability by all major e-mail readers.

Micro-Sites: Giving respondents a micro Web site to respond to rather than just an e-mail address creates more interaction and measurement opportunities. Plus, a picture paints a thousand words.

Online Off-line Integration: Use a micro Web site, too, as a response option for your off-line (direct mail, display ads) promotions. Again, you’ll not only create more opportunities to interact with your customers, you can keep ads and mailers less cluttered and entice readers online for the full story.

No Spam Ma’am: Don’t send unsolicited e-mails. As mentioned earlier, spam messages are unwelcome and counterproductive. You’ll only damage your company’s reputation by sending unwanted e-mails.

Respect The Customer: Messages and offers that go to unresponsive consumers week after week are no better than spam. Also make it easy for them to unsubscribe, access and change data.

Measure & Report: Tracking the actions of your customers and prospects is critical to your success. After deploying several campaigns you will have generated a mountain of response information. Analyze it and use it when creating new offers and new approaches.

Click Through Analytics: Analyze campaign response data in conjunction with Web site visitor behavior data to get a single, unified view of your customers and prospects behavior. Track what pages prospects visited; what information they viewed, and what products they bought. Again, use the data to customize your offers and Web site content. And remember that technology is a magical tool for marketing wizards to use—but it does not replace the wizard.

Deciding to include an e-mail marketing strategy is really only the first step. The next step is putting that strategy into practice. Running a successful e-mail marketing campaign actually requires a sophisticated combination of technology, strategy and marketing expertise.

The availability of content management, data analysis and business rules applications makes it hard for an ambitious IT department to resist the urge to create an in-house campaign management tool.

But creating, personalizing, delivering, and evaluating campaigns can be more complex and more costly than it first appears. For this reason, many companies choose to work with an outside vendor rather than try to develop the system in house. There are several advantages to working with an outside partner.

Minimize Complexity: Integrating multiple, complex content management, electronic marketing and database applications from multiple providers can be a frustrating and costly undertaking. Find a solution provider who has already made the development investment.

Exert Marketing Control: In many companies, the IT department still controls the Web site, reporting, etc. If your IT department already has a huge backlog, look for solution providers that offer tools that allow you to work independently from your IT department.

Maintain Scalability: A great deal of bandwidth is required to manage large quantities of outgoing messages, incoming responses and undeliverable bounce-backs. Additional database power is required to manage and analyze personalization information, response knowledge and unique campaign data. Seek out providers who will bear the burden of this responsibility on your behalf.

Data Analysis: Response data is just meaningless information unless it can be analyzed and turned into valuable customer knowledge. Database driven marketing requires sophisticated analysis tools that help to predict future actions based on past behavior. Search for a provider who has mature data analysis and reporting capabilities.

Leverage Marketing Expertise: Solutions that have been developed by software engineers without the aid of experienced, professional marketers will lack the critical understanding of the marketing objectives, principals and methods. Look for firms whose leaders are business and marketing professionals, not developers.



Mifid: FSA estimated Mifid could cost UK financial industry around 1b pounds

regulation Financial services face pounds 1bn charge for EU 'harmonisation'

Nov 25, 2006 - Daily Telegraph London
Author(s): Katherine Griffiths City Correspondent

BRITAIN'S financial services industry will have to pay about pounds 1bn to implement new rules intended to create a single Europe- wide market, according to the City's watchdog.

The Financial Services Authority (FSA) estimated the European Union's Markets in Financial Instruments Directive (MiFID) could cost the UK industry between pounds 877m and pounds 1.17bn, based on a survey of how much firms expect to spend on implementation.

Hector Sants, the FSA's managing director of wholesale and institutional markets, said: "It is clear that implementation of MiFID represents a substantial cost to industry, particularly in the upfront years.''

While there will be substantial initial costs, the FSA has calculated in the long run MiFID should save the financial services industry about pounds 200m a year. There should also be a pounds 240m benefit to the general economy.

The new EU rules are due to come into effect in November 2007 and aim to create a pan-European market in financial services that will provide greater transparency and value for money for customers.

They also aim to sweep away monopolies held by some stock exchanges, which has already helped spur a group of seven investment banks to start work on their own stock trading platform that will rival the London Stock Exchange.

The seven, led by Goldman Sachs and Deutsche Bank, will next year launch their own multi-trading facility (MTF). It will be a platform for investment banks and others to trade cash equities without using the LSE.

Under MiFID, domestic trades will not have to be reported on local exchanges.

The founding banks - the other five are Citigroup, Credit Suisse, Merrill Lynch, Morgan Stanley and UBS - have signed a memorandum of understanding.

The plan is to run European MTF as a not-for-profit utility with any savings passed on to users, who will potentially include private client brokers and other investment banks.

News of the banks' trading system prompted a serious slide in the LSE's shares. This spurred Nasdaq to table a new bid for the LSE on Monday.

Finance industry consultancy Atos Consulting said: "Although MiFID brings with it a significant one-off cost, it will also provide a stimulus that will prompt the European financial markets to examine their infrastructure and improve their overall efficiency.''

Drop in the value of the U.S. dollar

The recent drop in the value of the U.S. dollar might be viewed by some U.S. exporters as a sign that they might finally be able to improve their competitiveness in the international markets, but for the rest of the world it is a quite worrying sign. The situation would not have been so bad had the U.S. consumers not been so willing to buy imported goods. Had the trade deficit been a bit more under control, the drop in the price of the dollar might have meant increase in competitiveness and even perhaps a better economic future in the near-term.