Lutamos por uma banca saudável e solidária. Lideramos o melhor sistema de saúde em Portugal. Gostamos de coisas boas e com estilo. De produtos e serviços únicos. De pessoas com convicções e de uma boa conversa. De vinhos bons, que não têm que ser caros. Gostamos do ar livre, do mar e do sol. Do design e boa arquitectura. Achamos que a Economia, Política e a Fé (seja lá o que isso for) fazem o mundo girar. Adoramos o Benfica. Amamos os nossos filhos.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
You will never walk alone...!
Difícil face à qualidade do campeão europeu. Sólido a defender. Impenetrável na primeira parte.
Boas opções de Koeman, com Leo imperial, Karagounis parecendo um João Alves/Valdo/Rui Costa.
Belo!...
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
O amor e as Marcas
Acredita realmente que vivemos numa era de transição para o "consumidor inspiracional"? Qual é a sua missão?A transição já terminou. Vivemos na República do Consumidor. E quem a preside é o Consumidor "inspiracional", que detém o seu controlo absoluto. Em casa, online, em viagem, na loja, as pessoas que amam uma marca possuem o poder de a fazer crescer exponencialmente. Os exemplos estão em todo o lado. Olhemos para os jogadores, designers, bloggers e vloggers – a auto-estrada da informação está a transformar-se numa auto-estrada da produção. Nos novos anúncios norte-americanos sobre baseball, os fãs são as estrelas. Para acompanhar o ritmo da Toyota, Detroit está a delegar o design aos "Consumidores Inspiracionais". Empresas líderes estão a optar pela inovação do mercado livre, extraindo o poder de ideias provenientes do exterior. A Procter & Gamble, por exemplo, um líder global, está a refinar a sua pesquisa e desenvolvimento para "ligar e desenvolver". A missão do "consumidor inspiracional"? Fazer do mundo um lugar melhor.
Afirmou que a ideia de que são os consumidores, e não as empresas, os proprietários das "lovemarks" é algo fundamental. De que forma é que uma empresa pode lidar com este tipo de afirmação?Não deve lidar com ela. Deve abraçá-la. Vivê-la. Mostrá-la. O amor não pode ser comandado. Tem de ser oferecido. Recordemo-nos da altura em que a Coca-Cola lançou a New Coke. O que aconteceu? As pessoas disseram, "Não é possível fazerem isto. A Coca-Cola é nossa! Não queremos saber se esta nova sabe melhor que a Pepsi; esta é a nossa marca. A Coca-cola pertence-nos a nós, e não a vocês. O que é que vocês, idiotas, estão a pensar?
No mundo extremamente competitivo em que vivemos, quais são os maiores problemas enfrentados por uma marca?O assassino em série das marcas é a "comoditização", a erosão das distinções, a imitação rápida da inovação e os standards elevados da performance de produtos. A resposta a esta dinâmica tem sido intensificada e têm sido efectuados esforços frenéticos para uma diferenciação e, quando tudo o resto falha, compra-se a concorrência. A "comoditização" está a sugar a vida das marcas. Hoje em dia os "snacks" são estaladiços, os carros "pegam" à primeira e a cerveja é gelada. Ou seja, as marcas precisam de criar lealdade para além da razão. Nos tempos bons, este atributo torná-las-á imparáveis. Em tempos difíceis, permitir-lhes-á manter a cabeça à tona de água – tomemos como exemplo Steve Jobs da Apple.
É defensor da ideia que o rejuvenescimento das marcas deve ser feito através do poder do amor e que a responsabilidade de um negócio é preencher umas das suas funções-chave: fazer do mundo um local melhor. Como a RSE [Responsabilidade Social das Empresas] é um conceito muito "na moda" na actualidade, o que devem as empresas fazer para preencher essa função em particular?A responsabilidade social das empresas (RSE) é apenas a linha de partida. Vivemos num mundo cada vez mais "encolhido". A acção responsável é monitorizada todos os dias por milhões de ligações computorizadas remotas. Se você não está a fazer o que é correcto, está fora do negócio. A RSE tem de ir muito mais além do que o mero retorno do investimento. Para fazer a diferença, para acelerar o caminho para as "lovemarks", é necessário um retorno do envolvimento. E isto diz respeito a mudar vidas, a transformar sonhos em realidade. A função de uma empresa é fazer do mundo um lugar melhor para toda a gente. Através do fornecimento de empregos, de escolhas, de oportunidades e, especialmente, de auto-estima. Acima de tudo, através do poder de ideias que possam mudar o mundo. Pode ser o projecto de Nicholas Negroponte de oferecer um computador a 100 dólares para os países em desenvolvimento. Ou o carro Prius amigo do ambiente da Toyota. Ou a transformação dos trabalhos domésticos em experiências fantásticas protagonizadas pela Procter & Gamble. O mantra da P&G diz tudo: toque as vidas; melhore o mundo. Não existe qualquer limite para o número de possibilidades que uma empresa tem ao seu dispor para fazer uma diferença positiva. O que interessa é o sonho e algo que o impulsione a tornar-se verdadeiro.
Quão valiosas são as marcas em termos económicos e sociais?As marcas são consideradas como os criadores de riqueza mais sustentáveis e mais claramente poderosos do mundo. À medida que a "comoditização" avança, este poder de geração especial de produtos é cada vez menos impulsionado pela razão e cada vez mais pela emoção. A emoção é um recurso ilimitado com um poder assombroso. Quer a aborde económica, quer socialmente, quer por qualquer outra vertente, o potencial para um grande salto é o mesmo. Inspire o amor das pessoas e descobrirá que não existem limites.Do seu ponto de vista, de que forma é que as marcas devem ser geridas e o que lhes reserva o futuro?A gestão comanda e controla. E isso leva-nos a lugar nenhum muito rapidamente. Lembre-se das palavras de David Ogilvy: "O consumidor não é parvo. É a sua cara-metade. Tem de o ouvir, de lhe responder, de lhe tocar e de o inspirar. As marcas têm que colocar a gestão atrás e a inspiração à frente. Uma marca pode contar estrelas e manter-se quieta, ou pode tentar alcançá-las e chegar mais alto. A inspiração é emocional. A inspiração está relacionada com a acção. E gera resultados reais. O futuro está para além das marcas. O futuro são as "lovemarks". (extraído do PortalExecutivo.com)
Kevin Roberts é CEO da Saatchi & Saatchi a nível global, uma das organizações criativas líderes a nível mundial, com uma equipa de 7 mil pessoas espalhadas por 82 países. Os seus clientes incluem algumas das empresas com melhor performance do mundo, como a Procter & Gamble, a Toyota, a General Mills, a Visa international ou a Novartis.
Roberts iniciou a sua carreira como gestor de marca no final dos anos 60 na famosa casa de alta costura londrina de Mary Quant, tendo trabalhado posteriormente como executivo de marketing para a Gillette e para a Procter & Gamble na Europa e no Médio Oriente. Aos 32 anos, foi nomeado CEO da Pepsi-Cola no Médio Oriente, tornando-se mais tarde CEO da mesma empresa no Canadá.
Em 1989, mudou-se para Auckland, na Nova Zelândia, para assumir o cargo de CEO da Lion Nathan, na qual se manteve durante sete anos. Em 1997, foi convidado para liderar a Saatchi & Saatchi que, sob a sua batuta, apresentou resultados continuamente crescentes, ano após ano, tendo alcançado um sucesso excepcional no Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Em 2003, a Saatchi & Saatchi foi nomeada como a Melhor Rede Global pelas publicações Ad Week e Ad Age.
Roberts é co-autor de "Peak Performance:Business Lessons from the World's Top Sporting Organizations". Em 2004 publicou o livro "Lovemarks:The Future Beyond Brands" (visite www.lovemarks.com), que mostra de que forma as emoções podem inspirar as empresas e as marcas a gerar valor sustentável. O conceito de "lovemarks" inspira, de forma determinante, a missão da Saatchi & Saatchi e Roberts tem corrido mundo a apresentar a sua visão particular do mundo das marcas. Kevin Roberts veste-se sempre de preto, é um admirador confesso de Steve Jobs, amigo pessoal de Tom Peters, adora rugby, gosta de trabalhar com jovens criativos, odeia a inveja e a palavra que mais utiliza é "ideias". (extraído do PortalExecutivo.com)
http://www.lovemarks.com/
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
A força dos Bobos
Foi publicado há poucas semanas atrás, nos Estados Unidos da América, o livro “Bobos in Paradise”, pelo conceituado jornalista David Brooks. Nele faz uma análise cómico-sociológica da nova elite estado-unidense, os Bobos.
Bobos, abreviatura de "Burgeois and Bohemian", procura retratar a emergência de um grupo social, dominante, de que George W. Bush ou Al-Gore tão bem personificam do ponto de vista político. São a nova elite americana que, ao contrário das outras que a antecederam, não assenta em laços sanguíneos (não obstante os candidatos Bobos, Bush e Al-Gore serem filhos da velha elite Protestante e Branca, hereditária e não meritocrática…) ou em "conexões" (por cá há que lhes chame de Fundações) mas no Mérito. Tipicamente são indivíduos dotados de inteligência superior e que graças a ela conseguiram entrar, como estudantes, nas mais famosas universidades. Daí catapultaram-se para as posições de topo, no mundo de negócios, nas academias, no jornalismo, nas artes e nas ciências.
Produto dos "loucos anos sessenta" conseguiram conciliar os valores típicos da contracultura hippie, mormente a autenticidade, a espontaneidade e a creatividade, com os valores típicos da burguesia, mormente a disciplina, e a ética de trabalho.
O trabalho é encarado como um prolongamento da sua própria personalidade e não espanta, por isso, que se lhe dediquem com entusiasmo inebriante, levando as empresas norte-americanas à liderança mundial, sector após sector.
Da religião apreciam os rituais e o sentido comunitário que esta propiciona, mas não os preceitos que chocam contra os seus valores de liberdade de escolha ou as suas crenças mais profundas (passagens sobre a única e verdadeira religião ou sobre o papel menor das mulheres, são, por exemplo, desprezadas).
Quanto à política manifestam aquilo que Edmund Burke (Inglaterra, século XVIII) ou Michael Oakshott (Inglaterra, século XX) chamam de Disposição Conservadora. Apesar de descenderem das correntes liberais americanas dos campus universitários (o equivalente em Portugal será a geração estudantil MRPP), manifestam-se arreigados às instituições sociais e políticas que conhecem e rejeitam grandiosos esquemas teóricos, nunca testados, de revolução social. Preferem a reforma por pequenos e experimentais passos. Politicamente deram origem à terceira via de Clinton ou Blair (de que Guterres e Aznar são os correspondentes peninsulares) ou, agora, ao Compassionate Conservatism de George W. Bush
Mas é nos seus hábitos de consumo que esta geração mais influencia a sociedade americana. Procuram, incessantemente, tudo o que é natural, vindo de sítios pouco alterados pela civilização moderna. Adoram produtos com texturas, rudes, simples mas muito caros. Percepcionam vulgar alguém gastar dinheiro num Mercedes mas muito saudável e natural fazê-lo num Jeep ou Land Rover. Também é vulgar gastar dinheiro em luxos mas não se importam de pagar fortunas por tudo aquilo que eram, até então, necessidades básicas. Bebem cafés especiais que custam seis vezes mais que o normal. Fazem da bebida do chá, de variedade exótica, um ritual mágico e religioso, como se tudo aquilo em que tocassem passasse de profano a religioso. Compram casas de férias nas regiões montanhosas. Adoram calçar botas de montanha mesmo em plena cidade e estão sempre preparados para a próxima tempestade de neve.
Vivem e trabalham em pequenas cidades, do litoral ao interior, tipicamente com uma Universidade como motor social a que se juntam empresas de software, padarias sofisticadas e lojas de vestuário e calçado (em que os produtos exibem profusamente etiquetas com palavras como Gore-Tex ou Teflon) para desportos radicais. As regiões onde se instalaram transformaram-se em líderes mundiais de actividades económicas em sectores tão diversos como a alimentação biológica, o software, os gelados de tipo artesanal, a edição livreira ou o treino desportivo de atletas de alta competição (Rosa Mota, relembre-se, passava longas temporadas em Boulder, uma cidade do interior profundo mas Bobo da América).
E a Beira Interior portuguesa, poderá capitalizar nesta tendência sociológica? Afinal Coimbra e Salamanca provaram, na idade média, que interioridade, economia do saber e prosperidade eram tudo elementos da mesma combinação.
Novas infraestruturas rodoviárias e ferroviárias e uma rede de banda larga de internet, acopladas ao saber das Universidade da Beira Interior e aos Institutos Politécnicos, uma vigorosa preservação da arquitectura tradicional, um aproveitamento decente do potencial paisagístico da região e uma política fiscal mais estimulante (voltaremos ao tema da fiscalidade como ferramenta do desenvolvimento regional num próxima número) poderão possibilitar à região aproveitar a vaga emergente dos Bobos portugueses (que começam a ter massa crítica económica em Lisboa e Porto). Que dezenas de Sortelhas, Monsantos, Linhares ou Termas de Monfortinho floresçam todo o ano!
Paulo Gonçalves Marcos
Economista, Gestor e Professor Universitário
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Pateira: nova colunista
"Carla Miranda no Pateira
Não é só o Expresso que se renova com a contratação de alguns comentadores especializados da praça. O Pateira tem o prazer de vos anunciar que, amanhã, publicará a primeira crónica de Carla Miranda, PhD in Sexologia.Carla Miranda, natural de Dicksonville, Arkansas, é descendente de portugueses de Rio Meão e é actualmente Faculty Member do AIS - Anchorage Institute of Sexology - na qualidade de Associate Professor of Sexology Practice.Carla Miranda é autora de vários bestsellers entre os quais destacamos "Sex and Tenis" em parceria com Martina Navratilova e "Women's Monoparental Guidance" com Lewinsky-Monica-M, para além de vários papers publicados no prestigiado Journal of Sex Research.Foi membro do Sex Advisory Board da Administração Clinton (2º mandato), é conselheira para a Society for Woman Sexuality e é regular colaboradora em diversos organismos governamentais da República da Tchechénia e do Burkina-Fasso.Revolucionou o estado da arte com a apresentação de duas elaboradas teorias: "Hyenas do it One Time a Year, so Why The Laugh? A Theoretical Insight" e "The Pilgrim's Cane: a New Sex Approach". "
sexta-feira, janeiro 27, 2006
A semana em revista
- A vitória eleitoral do Hamas. Ao contrário da generalidade dos comentadores, penso que a História nos tem demonstrado que os radicais, quando legitimados, têm maior capacidade de negociar processos difíceis.
- A recondução de Constâncio no Banco de Portugal. No rescaldo eleitoral da vitória de Cavaco Silva, ninguém ligou muito ao anúncio do Ministro das Finanças. Pode ter sido essa a intenção...
- Os lucros do BPI. A denotarem um forte crescimento, com a operação de Angola a contribuir quase com um terço do total. Parece ter sido uma boa aposta.
- O anúncio de novos investimentos estrangeiros em Portugal. Grandes, de elevado valor e com impacto sobre a balança comercial e algum sobre o emprego. Falta saber o valor das contrapartidas financeiras a prestar pelo Estado português.
- O frenesim em torno da Portugal Telecom. A dança das cadeiras.
- O artigo do Jornal de Negócios sobre o Marketing Financeiro com as declarações do meu amigo professor Bruno Cota.
- O caso MIT desencadeado pelo professor José Tavares. Talvez rude e inconveniente na forma mas quiçá eficaz em assegurar o compromisso do Estado português. Derrota do lobi do Técnico?
- A vitória eleitoral do professor Cavaco Silva. Dizem que foi à tangente. Parece-me afirmação simplista. Ganhar com 60.000 votos a mais que todos os outros juntos é “à tangente”?
- As bandeiras do CDS e do PSD que apareceram aquando do discurso da vitória. Já cheiravam a naftalina...
- A entrevista de Miguel Cadilhe à TSF, cujos excertos foram hoje conhecidos mas com divulgação integral no próximo Domingo.
O alargamento a Leste
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Búlgaros e Portugueses
Estivemos na Bulgária na semana precedente às eleições legislativas. Como sabemos, a coligação partidária apoiado pelo antigo rei ganhou-as de forma esmagadora. Sem surpresa, aliás, a julgar pelo carinho com que o povo falava de Simeão e pela profusão de cartazes com a fotografia do monarca.
Para além da curiosidade, histórica e política, de um soberano deposto ganhar umas eleições republicanas, a Bulgária, enquanto país candidato à União Europeia, encerra alguns ensinamentos para os portugueses.
Primeiro, a vontade popular de integração na União, como forma de ancorar a democracia e beneficiar de ajudas ao desenvolvimento económico. Sem surpresa, uma parte destas ajudas serão desviadas de Portugal...
Segundo, e na esfera da mão-de-obra. Em geral, os trabalhadores búlgaros possuem doze anos de escolaridade, denotam boa ética de trabalho (vontade de trabalhar, baixo nível de absentismo) e estão disposto a vender o seu trabalho por salários três a quatro vezes mais baixos que os portugueses. E este padrão búlgaro é facilmente detectado na Roménia, Polónia, Lituânia...
Na viagem de regresso para Lisboa, via Milão, conhecemos um alto executivo de uma famosa marca norte-americana de “vestuário descontraído”. Como responsável de produção, procurava descobrir fábricas e empresas búlgaras a quem contratar a produção de camisas. Que por enquanto ainda são produzidas em Portugal...
Os cidadãos búlgaros são mais qualificados e baratos que os portugueses, possuem superior vontade de progredir e de recuperar vinte e cinco anos de atraso. Será que há esperança, para Portugal, na guerra económica que se avizinha assim que os países da ex-cortina de ferro entrarem na União Europeia?
Julgamos que sim. Os países de Leste apesar de assentarem em mão de obra mais barata e qualificada, não possuem capacidades de Gestão de Empresas ou infraestruturas viárias e de telecomunicações como as portuguesas. São mais corruptos. O Marketing, enquanto disciplina que acrescenta valor, é largamente desconhecido. Mas estas vantagens só serão duradouras se cultivarmos uma cultura de maior exigência e qualidade, enquanto cidadãos, consumidores, trabalhadores ou empresários. Sem um aumento continuado da nossa produtividade, seremos remetidos para o “caixote do lixo” da História dos países subdesenvolvidos.
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sexta-feira, janeiro 13, 2006
O Governador, por João Borges Assunção
Tem-se visto na imprensa a recomendação da renovação do mandato do Governador do Banco de Portugal. Tal decisão por parte do Governo seria um erro. A função de Governador é uma das mais poderosas da democracia portuguesa. É a única pessoa com voz activa no Banco Central Europeu, que é o primeiro responsável pela condução da política monetária da zona euro POR JOÃO BORGES ASSUNÇÃO
»» A sua escolha deve ser sempre muito ponderada. E a repetição de mandatos por parte da mesma personalidade deve ser sempre justificada pela positiva. Como esta função não é eminentemente técnica ou científica, a não recondução de uma personalidade não deve ser interpretada como um parecer negativo sobre as suas competências técnicas.
O Banco de Portugal assume uma tripla função entre nós: participa na condução da política monetária da zona euro, regula o sistema financeiro nacional, e assessora e "fiscaliza" o Governo em matéria de finanças públicas e política orçamental.
A política monetária da zona euro tem sido conduzida de forma positiva durante o mandato do actual Governador. Alguma quota de responsabilidade lhe coube neste sucesso.
Na supervisão do sistema bancário português não há também reparos excessivos a fazer, embora pudesse ter sido menos leniente e mais prudente obrigando a que as instituições financeiras registassem os seus activos a valores de mercado de forma mais célere.
Mas é no último capítulo, o da assessoria e fiscalização do Governo, que o Governador teve um papel menos eficaz. Em particular, deixou-se envolver excessivamente com a política orçamental e fiscal do actual Governo, não criando para si próprio e para a instituição que representa a distância adequada.
Muitos acreditam que teve um papel activo na formação do XVII Governo e da aprovação das linhas orientadoras da sua política económica e orçamental. Teve uma participação polémica em várias comissões de avaliação das contas públicas, algo que o falecido Duisenberg referiu ter recusado fazer a pedido da Rainha da Holanda.
Finalmente a questão do sistema de pensões do conselho de administração do Banco de Portugal afectou, de alguma forma, a sua credibilidade e imagem de actor independente que pugna pelo rigor, equidade e eficácia da nossa economia.
Creio, portanto, que seria melhor para o País que o Governo encontrasse uma personalidade que pudesse suceder ao Dr. Vítor Constâncio no cargo de Governador.Se o Governo o fizer, poderemos agradecer sem reservas o contributo que o actual Governador deu para a democracia portuguesa ao participar no combate ao défice orçamental.
Por João Borges de Assunção, publicado no Expresso no dia 07 de Janeiro de 2006
New Statesmen: Mourinho, Man of the year
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By Jason CowleySoon after arriving in England in the summer of 2004 as coach of Chelsea, Jose Mourinho held a press conference at the Holiday Inn hotel near Heathrow Airport at which, just in case they had already forgotten, he helpfully reminded the gathered journalists of his recent triumphs: of how, in successive seasons, and before he was even 41 (football managers, like politicians, are considered young until they reach their mid-forties), he had won the Uefa Cup and then the Champions League with Porto - a distinguished club, but one outside the true elite of European football. "I'm not one who comes out of a bottle," he said. "I'm a special one."Mourinho delights in taunting the English media; his swagger, his sense of melodrama, ever-increasing wealth, polyglot sophistication and, above all, his confidence irritate them. He knew then that they were already waiting for him to trip up and fall flat on his handsome face. That afternoon, he said that had he desired a quiet life he would have remained at home in Portugal: "Beautiful blue chair, the Uefa Champions League trophy, God and, after God, me."We are used to hyperbole in football but, in this instance, whatever could he mean? Whatever he meant, and I wonder now if even he knew quite what he meant (his English is not as good as some would have it and his vocabulary is limited), his remark was an expression of supreme self-confidence of the kind with which we are mostly unfamiliar in England, where self-deprecation and humility have long been encouraged and the old, lingering class anxieties act as brakes on our more treacherous, self-aggrandising desires.Mourinho's confidence is that of a man at the head of the wealthiest football club in the world, a club whose very mission, under the ownership of the Russian billionaire Roman Abramovich, is to become the best, a "global brand" or "franchise" surpassing even Manchester United or Real Madrid. It is the confidence of a man who has the resources to buy whoever he wishes to enhance his formidable squad of champions and who is paid as much as £100,000 per week, but still takes time out to endorse anything from mobile phones to credit cards. It is the confidence of a man who as a coach is used to winning, who is defined by winning, and for whom defeat is intolerable. But it is also the confidence of a man who is his own creation - one who dared to dream what he might become and became all that he wanted to be. He is, in every sense, a man of our times, and for our times.Born in January 1963, Jose Mourinho grew up in a large extended middle-class family in Setubal, a town 25 miles south of Lisbon. His father, Felix, was a professional footballer, a goalkeeper who played on one occasion for Portugal, and his mother, Maria Julia, was a primary-school teacher from a wealthy family. The young Jose longed to emulate his father in becoming a footballer, but he was never more than a gifted amateur, without pace or power. By the time he was 22, he knew that if he was to succeed in the game it would not be on the field of play. It would be as a coach, but as no ordinary coach. He wanted to redefine the role, to become a football technocrat: theoretician, psychologist, motivator. To this end, he went to university to study for a degree in sports science; he taught physical education in several schools; and he gained his relevant coaching badges, while all the time waiting for his chance to show what he knew and what he could do, to show that his life would not be defined by his failure as a player.His chance came when the former England manager Bobby Robson arrived in Portugal to coach Sporting Lisbon and Mourinho became his translator. Robson would soon be capriciously sacked by Sporting, as you often are in Iberian football, where most of the chairmen are aggressively autocratic. But he wanted to stay in Portugal and - fortunately for him and, indeed, for Mourinho - he was given another opportunity at Porto; Mourinho followed him north as his translator.Robson liked Mourinho's loyalty, his diligence and his knowledge. The Englishman quickly understood that Mourinho was more than simply a translator and asked him to watch forthcoming opponents. "He'd come back and hand me a dossier that was absolutely first class. I mean first class," Robson told the journalist Patrick Barclay, who has recently published a fine biography of Mourinho, subtitled Anatomy of a Winner (Orion). "As good as anything I've ever received. Here he was, in his early thirties, never been a player, never been a coach to speak of either, giving me reports as good as anything I ever got."(Mourinho is now celebrated for his attention to detail, for his PowerPoint presentations and for the way he monitors and communicates with his players, sending them memos and motivational messages, and staying in touch with them, when they are away from the club, through e-mail and texts.)On being appointed coach of Barcelona in 1996, Robson took Mourinho with him to Spain, where, in their one and only season together, they won the European Cup Winners' Cup and the Spanish Cup but not, crucially, the league title, which went to Real Madrid by two points. When Robson was ruthlessly replaced as coach by the Dutchman Louis van Gaal, Mourinho stayed on in what was becoming an ambiguous role: more than a translator, but not quite an assistant coach. In Spain he was known quite simply as "The Translator".What Mourinho wanted most of all, however, was his own club. He was weary of subordinate roles. He wanted to lead. In June 2000, he returned to Portugal. After a brief period of unemployment he became coach of first Benfica, where he stayed for only three months, and then, in time, Porto, where he was remarkably successful, opening the way for his move to Chelsea and a new life as the crown prince in Roman Abramovich's kingdom of excess.In February, Mourinho took Chelsea to Barcelona for the first leg of a last-16 Champions League knock-out match, the competition he had won the previous season with Porto. The game did not go as he would have wished: Chelsea were leading at half-time but, in the second half, their striker Didier Drogba was sent off and then they conceded two goals to lose the game 2-1.Mourinho was convinced that something underhand had been at work. The game, he said, was "adulterated": either he or one of his management team had seen the Barcelona coach, Frank Rijkaard, enter the referee's dressing room at half-time. A conversation had taken place between Rijkaard and the Swedish referee, Anders Frisk, a conversation that, it was suggested, changed the game. Mourinho was in no doubt that the ethics of fair play had been violated and he vigorously denounced Frisk.Mourinho's action had unintended consequences: on his return to Gothenburg after the Barcelona game, Frisk began to receive death threats. At first, these were being posted on various fan websites, but soon he began to receive threatening calls on his mobile phone and at his home. What if someone acted on them? Frisk became fearful for the safety of his wife and children and felt that he had no alternative but to stop, there and then. No more refereeing; enough."He violated my integrity," Frisk said of Mourinho at the time. "When you attack something that is so important to refereeing, and so important to my culture as well as to this fantastic hobby I have had for the past 26 years, of course you [inflict] hurt . . . The messages into my home had no face, no personal meaning."If Mourinho's denunciation of Frisk were an isolated incident, one could easily dismiss it as an expression of frustration and thwarted ambition and forgive him for it. The trouble is that he has begun to specialise in a kind of wounded indignation, forever alert to perceived slights against him, his players or his club, his public utterances at once sullen and disdainful. During interviews, it is as if someone were holding a bad smell under his nose.There is a paradox here, between the public and the private Mourinho. There is the family man - he has been married for more than 20 years and has two young children - who inspires huge affection among those who work for him, especially the players. Those who know him best speak of his charm, his fairness, his extraordinary capacity for hard work and his loyalty. Yet his public persona is increasingly truculent and confrontational: whether he is denouncing Arsene Wenger, his rival manager at Arsenal, or defending an errant tackle by one of his own players (most recently Michael Essien), he shows little sense of humility or restraint. Then there is the image - the stubble, the fine suits, the brooding manner, the cultivated hauteur - that is so attractive to women and has led to his being called an Iberian George Clooney.So who is the real Mourinho? "Even he himself says that there are two Jose Mourinhos," says Patrick Barclay, who has studied more carefully than most. "There is the charming private man and there is the coach we see at Chelsea, a coach who has an inability to apologise for anything that he or one of his players says and does. It is as if, as a coach, Mourinho is acting, playing a role. And don't underestimate his look as a kind of weapon. This gives him huge credibility in the dressing room. What are young men of that type most interested in? Women, money and clothes. And they know that Mourinho is the one man at Chelsea that everyone - including their girlfriends - is most interested in."In the summer of 2003, after Porto had won the Uefa Cup, Mourinho was asked if he thought his team could succeed in the Champions League. "We can do some nice things," he said, "but I don't think we can win it." Only the "sharks" could win it - the clubs that "can afford to spend 20 million, 30 million, or even 40 million euros on one player".Today, Mourinho has little compunction about paying inflated transfer fees - 20 million, 30 million, 40 million euros - even for players who seldom start in the first team. Before Roman Abramovich arrived in London, football was entering a period of relative recession: transfer fees were falling and wages were at last beginning to stabilise. Now Chelsea, having spent more than £260m in less than two years on new players, are poised to dominate English football for the next five years and beyond, and many believe that their success - so ostentatious, so complete - confirms only one thing: that in our age of hypercapitalism and unfettered market power the winner and the most powerful takes all.That is to be regretted, because Mourinho is an unusually interesting and talented coach. His achievements at Porto were remarkable and now, at Chelsea, he has succeeded in turning a disparate and multinational group of absurdly wealthy footballing mercenaries into a disciplined and relentless winning machine.In the aftermath of the Champions League match in Barcelona, Volker Roth, chairman of the Uefa referees' committee, attempted to persuade Anders Frisk to return to football. "We can't accept that one of our best referees has been forced to quit because of this," he said. "People like Mourinho are the enemy of football."Mourinho is certainly not that. Nor is he one of the sharks. But there is a danger that a man whose early years in football were marked by failure and disappointment is now so consumed by an intense desire to win and to be the best that his years at Chelsea will end up being associated with little more than a particular kind of arrogant triumphalism and gracelessness. Show us it ain't so, Jose! Show us it ain't so!The gospel according to Jose'We are on top at the moment, but not because of the club's financial power. We are in contention for a lot of trophies because of my hard work'Proof that, while there is no "I" in "team", there is one in Mourinho'You [the media] can't put pressure on me. I have money, I have trophies, so I can live without my job at Chelsea'On the power of the press'I saw their players and manager go for a lap of honour after losing to us in their last home game. In Portugal, if you do this, they throw bottles at you'Magnanimous in victory: his thoughts on Manchester United'We have top players and - sorry if I'm arrogant - we have a top manager'Nothing if not brutally honest'Frank Rijkaard's history as a player cannot be compared with my history. His history is fantastic and my history is zero. My history as a manager cannot be compared to Frank Rijkaard's history. He has zero trophies and I have a lot of them'Warming up for a big game: reflections on the Barcelona manager'I think he is one of these people who is a voyeur . . . There are some guys who, when they are at home, have a big telescope to see what happens in other families. He speaks, speaks, speaks about Chelsea'His view on the Arsenal manager, Arsene Wenger'I may look stupid saying this, but I think we should be going home with three points because we scored two great goals, and usually, when you score two goals and concede one, you win the game'How to respond to a goal that has been disallowed . . .'Liverpool scored - if you can say they scored, because maybe you should say the linesman scored'. . . and how to respond to a goal that has not been disallowed'When I go home I lose control of the situation. At the cinema I have to go and watch the Fantastic Four and Herbie'A rare glimpse of the top manager's home life 'The moral of the story is not to listen to those who tell you not to play the violin but stick to the tambourine'A contribution to philosophy, in the style of Eric CantonaCompiled by Adrian Shangar
Factos da semana que agora termina
- O artigo no Expresso do doutor João Borges de Assunção, professor associado da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa. Dizendo, em resumo, que o Dr. Victor Constâncio não deverá ser reconduzido na chefia do Banco de Portugal. Precisamente por se ter prestado a um papel (de validador do déficite do Estado) que não foi politicamente isento. Por se ter prestado ao jogo político. Por ter exarcebado o papel que lhe competia. Algo que Duisenberg recusou à rainha da Holanda...
2. Dois blogues muito bem conseguidos. O primeiro do Dr. Eduardo Rodrigues, mais intimista. O segundo do Dr. Arnaldo Gonçalves, mais interventivo. Ambos fazendo política inteligente, não partidária.
http://www.rua7.blogspot.com/
http://www.exiliodeandarilho.blogspot.com/
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Nada como a beleza...


Não vou falar sobre a crise energética resultante da alteração da política comercial da Rússia versus a Ucrânia; não vou falar sobre as Presidenciais; não vou falar sobre a proposta de Botton de uma taxa de IRC de 0%; não vou falar sobre os reforços do Benfica ou sobre o sucedido no aeroporto de Lisboa com a "bofetada". Para todos os meus leitores deixo uma par de fotografias de gente belíssima...
Mariza Cruz e Helena Coelho (a menina da fruta...).
segunda-feira, dezembro 19, 2005
EU averts crisis as budget talks end in success
17.12.2005 - 04:39 CET | By EUobserver
EUOBSERVER / BRUSSELS - "We have an agreement on the financial perspectives", UK prime minister Tony Blair announced at 03:00 in Brussels on Saturday (17 December) after two days of nervous negotiations.The deal averts the threat of deep political rifts within the EU as well as delays over further enlargement, with Macedonia on Saturday gaining EU candidate status.Under the compromise, EU spending in 2007-2013 will not rise above 1.045 percent (€862.4 billion) of the union's gross income; the UK will give €10.5 billion off its rebate; there is no commitment to reform either the UK rebate or the common agricultural policy (CAP) before 2013.On top of this, Poland will be the largest beneficiary of EU cohesion spending, pocketing €59.7 billion, and the Netherlands got the €1 billion it wanted off its national contribution."Britain's strong relationship with the new countries has been safeguarded", Mr Blair said, stressing that the UK rebate "remains in full" as far as CAP spending in the old member states is concerned.His old nemesis, French president Jacques Chirac, praised Mr Blair's "intelligence and courage", adding:"We have a deal, a good deal for Europe, which provides sufficient means to finance its ambitions for the European Community and for enlargement."European Commission president Jose Manuel Barroso indicated the compromise was "not everything the commission wanted", but that "Europe avoided paralysis."Poland ecstatic Polish prime minister Kazimierz Marcinkiewicz punched his hand in the air and said "Yes! Yes! Yes!" in reaction to the agreement."It is for this kind of compromise that we came here", he said, adding "We will use it to chase the richest countries in Europe."The Polish leader revealed that after all 25 EU members had signed up to the budget deal, German chancellor Angela Merkel took €100 million of aid designated for German regions and gave it to Poland. "This is a beautiful, excellent gesture, hard to measure in zloty or euro because it is a gesture of solidarity", he indicated. He explained that the key to the agreement was a spending compromise between the UK, France and Germany.He also singled out the "good ghost" of Luxembourg prime minister Jean Claude Juncker, who helped keep relations friendly even as Poland twice threatened to walk out of the talks on Friday.Macedonia on its way into EUThe budget deal allowed EU leaders to approve official EU candidate status for the Former Yugoslav Republic of Macedonia, which France had threatened to veto in the event of no budget deal.EU leaders recognized Macedonia's "substantial progress" in securing minority rights and implementing its Stabilisation and Association Agreement with Brussels.But their formal conclusions made clear Skopje's new status did not automatically mean the opening of accession talks, with member states referring to the union's own "absorption capacity" as one of the benchmarks for taking further steps.Macedonia now joins Croatia and Turkey, which became EU candidates in October.Meanwhile, a tired set of 25 EU leaders climbed back into their limousines and headed home to begin the process of selling the new finance deal across Europe.
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Será que Rafael Benitez tem razão?
terça-feira, dezembro 13, 2005
Paulina Poriskova: a musa dos anos 80
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Benfica-2-Manchester United-1
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Alguns momentos do Jantar da AMBA na Gare Marítima
Jantar da AMBA - Nova Imagem; um ano de mandato da Direcção 2004/2007

Gare Marítima de Alcântara, dia 24 de Novembro de 2005.
Jantar promovido pela Associação dos Antigos Alunos do Mestrado em Gestão (MBA) da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (AMBA).
O maior evento de sempre promovido pela AMBA. 360 associados presentes.
Paulo Alexandre Gonçalves Marcos abre a noite dirigindo-se aos presentes.
quinta-feira, novembro 10, 2005
Leis e leis... ou a falta de moral.
Enquanto lá continuar não pára :
Observe-se a diferença entre estas duas leis, ambas aprovadas na Assembleia da República no dia 28 de Julho de 2005:
Lei n.º 3/2005:
Determina a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão nas carreiras e o congelamento do montante de todos os suplementos remuneratórios de todos os funcionários, agentes e demais servidores do Estado até 31 de Dezembro de 2006.
Foi publicada no dia 29 de Agosto, entrando em vigor no dia seguinte à da publicação: a partir de 30 de Agosto, o tempo de serviço não conta e por esse motivo os funcionários não progridem na carreira.
Lei n.º 2-A/2005:
Altera o regime relativo a pensões e subvenções dos titulares de cargos políticos e o regime remuneratório dos titulares de cargos executivos de autarquias locais.
Foi publicada no dia 10 de Outubro, entrando em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação: entretanto os autarcas já tomaram posse e não são abrangidos pela Lei.
Esta Lei "esteve de férias" e voltou ao parlamento para aprovação final (?) a 15 de Setembro (nesta altura o tempo de serviço e o consequente congelamento de carreiras dos funcionários já estava em vigor há mais de quinze dias!!!). Depois "esteve na gaveta" e só foi enviada ao Presidente da República a 4 de Outubro (mas salvaguardando que "a presente Lei entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação").
Recorde-se finalmente a euforia do Eng.º Sócrates a anunciar à comunicação social a alteração da Lei, explicando que agora os sacrifícios eram para todos, a começar pelos políticos!...
Sem comentários...













