sexta-feira, janeiro 27, 2006

A semana em revista

Os factos novos da semana

  1. A vitória eleitoral do Hamas. Ao contrário da generalidade dos comentadores, penso que a História nos tem demonstrado que os radicais, quando legitimados, têm maior capacidade de negociar processos difíceis.

  2. A recondução de Constâncio no Banco de Portugal. No rescaldo eleitoral da vitória de Cavaco Silva, ninguém ligou muito ao anúncio do Ministro das Finanças. Pode ter sido essa a intenção...

  3. Os lucros do BPI. A denotarem um forte crescimento, com a operação de Angola a contribuir quase com um terço do total. Parece ter sido uma boa aposta.

  4. O anúncio de novos investimentos estrangeiros em Portugal. Grandes, de elevado valor e com impacto sobre a balança comercial e algum sobre o emprego. Falta saber o valor das contrapartidas financeiras a prestar pelo Estado português.

  5. O frenesim em torno da Portugal Telecom. A dança das cadeiras.

  6. O artigo do Jornal de Negócios sobre o Marketing Financeiro com as declarações do meu amigo professor Bruno Cota.

  7. O caso MIT desencadeado pelo professor José Tavares. Talvez rude e inconveniente na forma mas quiçá eficaz em assegurar o compromisso do Estado português. Derrota do lobi do Técnico?

  8. A vitória eleitoral do professor Cavaco Silva. Dizem que foi à tangente. Parece-me afirmação simplista. Ganhar com 60.000 votos a mais que todos os outros juntos é “à tangente”?

  9. As bandeiras do CDS e do PSD que apareceram aquando do discurso da vitória. Já cheiravam a naftalina...

  10. A entrevista de Miguel Cadilhe à TSF, cujos excertos foram hoje conhecidos mas com divulgação integral no próximo Domingo.

O alargamento a Leste

Buscando no baú das memórias encontrei este texto meu publicado n jornal “O Interior” em Julho de 2001. Parecia premonitório das dificuldades que o alargamento da União Europeia nos iria causar...


Búlgaros e Portugueses

Estivemos na Bulgária na semana precedente às eleições legislativas. Como sabemos, a coligação partidária apoiado pelo antigo rei ganhou-as de forma esmagadora. Sem surpresa, aliás, a julgar pelo carinho com que o povo falava de Simeão e pela profusão de cartazes com a fotografia do monarca.
Para além da curiosidade, histórica e política, de um soberano deposto ganhar umas eleições republicanas, a Bulgária, enquanto país candidato à União Europeia, encerra alguns ensinamentos para os portugueses.
Primeiro, a vontade popular de integração na União, como forma de ancorar a democracia e beneficiar de ajudas ao desenvolvimento económico. Sem surpresa, uma parte destas ajudas serão desviadas de Portugal...
Segundo, e na esfera da mão-de-obra. Em geral, os trabalhadores búlgaros possuem doze anos de escolaridade, denotam boa ética de trabalho (vontade de trabalhar, baixo nível de absentismo) e estão disposto a vender o seu trabalho por salários três a quatro vezes mais baixos que os portugueses. E este padrão búlgaro é facilmente detectado na Roménia, Polónia, Lituânia...
Na viagem de regresso para Lisboa, via Milão, conhecemos um alto executivo de uma famosa marca norte-americana de “vestuário descontraído”. Como responsável de produção, procurava descobrir fábricas e empresas búlgaras a quem contratar a produção de camisas. Que por enquanto ainda são produzidas em Portugal...
Os cidadãos búlgaros são mais qualificados e baratos que os portugueses, possuem superior vontade de progredir e de recuperar vinte e cinco anos de atraso. Será que há esperança, para Portugal, na guerra económica que se avizinha assim que os países da ex-cortina de ferro entrarem na União Europeia?
Julgamos que sim. Os países de Leste apesar de assentarem em mão de obra mais barata e qualificada, não possuem capacidades de Gestão de Empresas ou infraestruturas viárias e de telecomunicações como as portuguesas. São mais corruptos. O Marketing, enquanto disciplina que acrescenta valor, é largamente desconhecido. Mas estas vantagens só serão duradouras se cultivarmos uma cultura de maior exigência e qualidade, enquanto cidadãos, consumidores, trabalhadores ou empresários. Sem um aumento continuado da nossa produtividade, seremos remetidos para o “caixote do lixo” da História dos países subdesenvolvidos.




sexta-feira, janeiro 13, 2006

O Governador, por João Borges Assunção

O Governador
Tem-se visto na imprensa a recomendação da renovação do mandato do Governador do Banco de Portugal. Tal decisão por parte do Governo seria um erro. A função de Governador é uma das mais poderosas da democracia portuguesa. É a única pessoa com voz activa no Banco Central Europeu, que é o primeiro responsável pela condução da política monetária da zona euro POR JOÃO BORGES ASSUNÇÃO
»» A sua escolha deve ser sempre muito ponderada. E a repetição de mandatos por parte da mesma personalidade deve ser sempre justificada pela positiva. Como esta função não é eminentemente técnica ou científica, a não recondução de uma personalidade não deve ser interpretada como um parecer negativo sobre as suas competências técnicas.
O Banco de Portugal assume uma tripla função entre nós: participa na condução da política monetária da zona euro, regula o sistema financeiro nacional, e assessora e "fiscaliza" o Governo em matéria de finanças públicas e política orçamental.
A política monetária da zona euro tem sido conduzida de forma positiva durante o mandato do actual Governador. Alguma quota de responsabilidade lhe coube neste sucesso.
Na supervisão do sistema bancário português não há também reparos excessivos a fazer, embora pudesse ter sido menos leniente e mais prudente obrigando a que as instituições financeiras registassem os seus activos a valores de mercado de forma mais célere.
Mas é no último capítulo, o da assessoria e fiscalização do Governo, que o Governador teve um papel menos eficaz. Em particular, deixou-se envolver excessivamente com a política orçamental e fiscal do actual Governo, não criando para si próprio e para a instituição que representa a distância adequada.
Muitos acreditam que teve um papel activo na formação do XVII Governo e da aprovação das linhas orientadoras da sua política económica e orçamental. Teve uma participação polémica em várias comissões de avaliação das contas públicas, algo que o falecido Duisenberg referiu ter recusado fazer a pedido da Rainha da Holanda.
Finalmente a questão do sistema de pensões do conselho de administração do Banco de Portugal afectou, de alguma forma, a sua credibilidade e imagem de actor independente que pugna pelo rigor, equidade e eficácia da nossa economia.
Creio, portanto, que seria melhor para o País que o Governo encontrasse uma personalidade que pudesse suceder ao Dr. Vítor Constâncio no cargo de Governador.Se o Governo o fizer, poderemos agradecer sem reservas o contributo que o actual Governador deu para a democracia portuguesa ao participar no combate ao défice orçamental.
Por João Borges de Assunção, publicado no Expresso no dia 07 de Janeiro de 2006

New Statesmen: Mourinho, Man of the year

NS Man of the year - Jose MourinhoNS ProfileJason CowleyMonday 19th December 2005
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By Jason CowleySoon after arriving in England in the summer of 2004 as coach of Chelsea, Jose Mourinho held a press conference at the Holiday Inn hotel near Heathrow Airport at which, just in case they had already forgotten, he helpfully reminded the gathered journalists of his recent triumphs: of how, in successive seasons, and before he was even 41 (football managers, like politicians, are considered young until they reach their mid-forties), he had won the Uefa Cup and then the Champions League with Porto - a distinguished club, but one outside the true elite of European football. "I'm not one who comes out of a bottle," he said. "I'm a special one."Mourinho delights in taunting the English media; his swagger, his sense of melodrama, ever-increasing wealth, polyglot sophistication and, above all, his confidence irritate them. He knew then that they were already waiting for him to trip up and fall flat on his handsome face. That afternoon, he said that had he desired a quiet life he would have remained at home in Portugal: "Beautiful blue chair, the Uefa Champions League trophy, God and, after God, me."We are used to hyperbole in football but, in this instance, whatever could he mean? Whatever he meant, and I wonder now if even he knew quite what he meant (his English is not as good as some would have it and his vocabulary is limited), his remark was an expression of supreme self-confidence of the kind with which we are mostly unfamiliar in England, where self-deprecation and humility have long been encouraged and the old, lingering class anxieties act as brakes on our more treacherous, self-aggrandising desires.Mourinho's confidence is that of a man at the head of the wealthiest football club in the world, a club whose very mission, under the ownership of the Russian billionaire Roman Abramovich, is to become the best, a "global brand" or "franchise" surpassing even Manchester United or Real Madrid. It is the confidence of a man who has the resources to buy whoever he wishes to enhance his formidable squad of champions and who is paid as much as £100,000 per week, but still takes time out to endorse anything from mobile phones to credit cards. It is the confidence of a man who as a coach is used to winning, who is defined by winning, and for whom defeat is intolerable. But it is also the confidence of a man who is his own creation - one who dared to dream what he might become and became all that he wanted to be. He is, in every sense, a man of our times, and for our times.Born in January 1963, Jose Mourinho grew up in a large extended middle-class family in Setubal, a town 25 miles south of Lisbon. His father, Felix, was a professional footballer, a goalkeeper who played on one occasion for Portugal, and his mother, Maria Julia, was a primary-school teacher from a wealthy family. The young Jose longed to emulate his father in becoming a footballer, but he was never more than a gifted amateur, without pace or power. By the time he was 22, he knew that if he was to succeed in the game it would not be on the field of play. It would be as a coach, but as no ordinary coach. He wanted to redefine the role, to become a football technocrat: theoretician, psychologist, motivator. To this end, he went to university to study for a degree in sports science; he taught physical education in several schools; and he gained his relevant coaching badges, while all the time waiting for his chance to show what he knew and what he could do, to show that his life would not be defined by his failure as a player.His chance came when the former England manager Bobby Robson arrived in Portugal to coach Sporting Lisbon and Mourinho became his translator. Robson would soon be capriciously sacked by Sporting, as you often are in Iberian football, where most of the chairmen are aggressively autocratic. But he wanted to stay in Portugal and - fortunately for him and, indeed, for Mourinho - he was given another opportunity at Porto; Mourinho followed him north as his translator.Robson liked Mourinho's loyalty, his diligence and his knowledge. The Englishman quickly understood that Mourinho was more than simply a translator and asked him to watch forthcoming opponents. "He'd come back and hand me a dossier that was absolutely first class. I mean first class," Robson told the journalist Patrick Barclay, who has recently published a fine biography of Mourinho, subtitled Anatomy of a Winner (Orion). "As good as anything I've ever received. Here he was, in his early thirties, never been a player, never been a coach to speak of either, giving me reports as good as anything I ever got."(Mourinho is now celebrated for his attention to detail, for his PowerPoint presentations and for the way he monitors and communicates with his players, sending them memos and motivational messages, and staying in touch with them, when they are away from the club, through e-mail and texts.)On being appointed coach of Barcelona in 1996, Robson took Mourinho with him to Spain, where, in their one and only season together, they won the European Cup Winners' Cup and the Spanish Cup but not, crucially, the league title, which went to Real Madrid by two points. When Robson was ruthlessly replaced as coach by the Dutchman Louis van Gaal, Mourinho stayed on in what was becoming an ambiguous role: more than a translator, but not quite an assistant coach. In Spain he was known quite simply as "The Translator".What Mourinho wanted most of all, however, was his own club. He was weary of subordinate roles. He wanted to lead. In June 2000, he returned to Portugal. After a brief period of unemployment he became coach of first Benfica, where he stayed for only three months, and then, in time, Porto, where he was remarkably successful, opening the way for his move to Chelsea and a new life as the crown prince in Roman Abramovich's kingdom of excess.In February, Mourinho took Chelsea to Barcelona for the first leg of a last-16 Champions League knock-out match, the competition he had won the previous season with Porto. The game did not go as he would have wished: Chelsea were leading at half-time but, in the second half, their striker Didier Drogba was sent off and then they conceded two goals to lose the game 2-1.Mourinho was convinced that something underhand had been at work. The game, he said, was "adulterated": either he or one of his management team had seen the Barcelona coach, Frank Rijkaard, enter the referee's dressing room at half-time. A conversation had taken place between Rijkaard and the Swedish referee, Anders Frisk, a conversation that, it was suggested, changed the game. Mourinho was in no doubt that the ethics of fair play had been violated and he vigorously denounced Frisk.Mourinho's action had unintended consequences: on his return to Gothenburg after the Barcelona game, Frisk began to receive death threats. At first, these were being posted on various fan websites, but soon he began to receive threatening calls on his mobile phone and at his home. What if someone acted on them? Frisk became fearful for the safety of his wife and children and felt that he had no alternative but to stop, there and then. No more refereeing; enough."He violated my integrity," Frisk said of Mourinho at the time. "When you attack something that is so important to refereeing, and so important to my culture as well as to this fantastic hobby I have had for the past 26 years, of course you [inflict] hurt . . . The messages into my home had no face, no personal meaning."If Mourinho's denunciation of Frisk were an isolated incident, one could easily dismiss it as an expression of frustration and thwarted ambition and forgive him for it. The trouble is that he has begun to specialise in a kind of wounded indignation, forever alert to perceived slights against him, his players or his club, his public utterances at once sullen and disdainful. During interviews, it is as if someone were holding a bad smell under his nose.There is a paradox here, between the public and the private Mourinho. There is the family man - he has been married for more than 20 years and has two young children - who inspires huge affection among those who work for him, especially the players. Those who know him best speak of his charm, his fairness, his extraordinary capacity for hard work and his loyalty. Yet his public persona is increasingly truculent and confrontational: whether he is denouncing Arsene Wenger, his rival manager at Arsenal, or defending an errant tackle by one of his own players (most recently Michael Essien), he shows little sense of humility or restraint. Then there is the image - the stubble, the fine suits, the brooding manner, the cultivated hauteur - that is so attractive to women and has led to his being called an Iberian George Clooney.So who is the real Mourinho? "Even he himself says that there are two Jose Mourinhos," says Patrick Barclay, who has studied more carefully than most. "There is the charming private man and there is the coach we see at Chelsea, a coach who has an inability to apologise for anything that he or one of his players says and does. It is as if, as a coach, Mourinho is acting, playing a role. And don't underestimate his look as a kind of weapon. This gives him huge credibility in the dressing room. What are young men of that type most interested in? Women, money and clothes. And they know that Mourinho is the one man at Chelsea that everyone - including their girlfriends - is most interested in."In the summer of 2003, after Porto had won the Uefa Cup, Mourinho was asked if he thought his team could succeed in the Champions League. "We can do some nice things," he said, "but I don't think we can win it." Only the "sharks" could win it - the clubs that "can afford to spend 20 million, 30 million, or even 40 million euros on one player".Today, Mourinho has little compunction about paying inflated transfer fees - 20 million, 30 million, 40 million euros - even for players who seldom start in the first team. Before Roman Abramovich arrived in London, football was entering a period of relative recession: transfer fees were falling and wages were at last beginning to stabilise. Now Chelsea, having spent more than £260m in less than two years on new players, are poised to dominate English football for the next five years and beyond, and many believe that their success - so ostentatious, so complete - confirms only one thing: that in our age of hypercapitalism and unfettered market power the winner and the most powerful takes all.That is to be regretted, because Mourinho is an unusually interesting and talented coach. His achievements at Porto were remarkable and now, at Chelsea, he has succeeded in turning a disparate and multinational group of absurdly wealthy footballing mercenaries into a disciplined and relentless winning machine.In the aftermath of the Champions League match in Barcelona, Volker Roth, chairman of the Uefa referees' committee, attempted to persuade Anders Frisk to return to football. "We can't accept that one of our best referees has been forced to quit because of this," he said. "People like Mourinho are the enemy of football."Mourinho is certainly not that. Nor is he one of the sharks. But there is a danger that a man whose early years in football were marked by failure and disappointment is now so consumed by an intense desire to win and to be the best that his years at Chelsea will end up being associated with little more than a particular kind of arrogant triumphalism and gracelessness. Show us it ain't so, Jose! Show us it ain't so!The gospel according to Jose'We are on top at the moment, but not because of the club's financial power. We are in contention for a lot of trophies because of my hard work'Proof that, while there is no "I" in "team", there is one in Mourinho'You [the media] can't put pressure on me. I have money, I have trophies, so I can live without my job at Chelsea'On the power of the press'I saw their players and manager go for a lap of honour after losing to us in their last home game. In Portugal, if you do this, they throw bottles at you'Magnanimous in victory: his thoughts on Manchester United'We have top players and - sorry if I'm arrogant - we have a top manager'Nothing if not brutally honest'Frank Rijkaard's history as a player cannot be compared with my history. His history is fantastic and my history is zero. My history as a manager cannot be compared to Frank Rijkaard's history. He has zero trophies and I have a lot of them'Warming up for a big game: reflections on the Barcelona manager'I think he is one of these people who is a voyeur . . . There are some guys who, when they are at home, have a big telescope to see what happens in other families. He speaks, speaks, speaks about Chelsea'His view on the Arsenal manager, Arsene Wenger'I may look stupid saying this, but I think we should be going home with three points because we scored two great goals, and usually, when you score two goals and concede one, you win the game'How to respond to a goal that has been disallowed . . .'Liverpool scored - if you can say they scored, because maybe you should say the linesman scored'. . . and how to respond to a goal that has not been disallowed'When I go home I lose control of the situation. At the cinema I have to go and watch the Fantastic Four and Herbie'A rare glimpse of the top manager's home life 'The moral of the story is not to listen to those who tell you not to play the violin but stick to the tambourine'A contribution to philosophy, in the style of Eric CantonaCompiled by Adrian Shangar

Factos da semana que agora termina

Factos da semana que agora quase termina

  1. O artigo no Expresso do doutor João Borges de Assunção, professor associado da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa. Dizendo, em resumo, que o Dr. Victor Constâncio não deverá ser reconduzido na chefia do Banco de Portugal. Precisamente por se ter prestado a um papel (de validador do déficite do Estado) que não foi politicamente isento. Por se ter prestado ao jogo político. Por ter exarcebado o papel que lhe competia. Algo que Duisenberg recusou à rainha da Holanda...

2. Dois blogues muito bem conseguidos. O primeiro do Dr. Eduardo Rodrigues, mais intimista. O segundo do Dr. Arnaldo Gonçalves, mais interventivo. Ambos fazendo política inteligente, não partidária.


http://www.rua7.blogspot.com/
http://www.exiliodeandarilho.blogspot.com/

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Nada como a beleza...



Não vou falar sobre a crise energética resultante da alteração da política comercial da Rússia versus a Ucrânia; não vou falar sobre as Presidenciais; não vou falar sobre a proposta de Botton de uma taxa de IRC de 0%; não vou falar sobre os reforços do Benfica ou sobre o sucedido no aeroporto de Lisboa com a "bofetada". Para todos os meus leitores deixo uma par de fotografias de gente belíssima...
Mariza Cruz e Helena Coelho (a menina da fruta...).

segunda-feira, dezembro 19, 2005

EU averts crisis as budget talks end in success

EU averts crisis as budget talks end in success
17.12.2005 - 04:39 CET | By EUobserver
EUOBSERVER / BRUSSELS - "We have an agreement on the financial perspectives", UK prime minister Tony Blair announced at 03:00 in Brussels on Saturday (17 December) after two days of nervous negotiations.The deal averts the threat of deep political rifts within the EU as well as delays over further enlargement, with Macedonia on Saturday gaining EU candidate status.Under the compromise, EU spending in 2007-2013 will not rise above 1.045 percent (€862.4 billion) of the union's gross income; the UK will give €10.5 billion off its rebate; there is no commitment to reform either the UK rebate or the common agricultural policy (CAP) before 2013.On top of this, Poland will be the largest beneficiary of EU cohesion spending, pocketing €59.7 billion, and the Netherlands got the €1 billion it wanted off its national contribution."Britain's strong relationship with the new countries has been safeguarded", Mr Blair said, stressing that the UK rebate "remains in full" as far as CAP spending in the old member states is concerned.His old nemesis, French president Jacques Chirac, praised Mr Blair's "intelligence and courage", adding:"We have a deal, a good deal for Europe, which provides sufficient means to finance its ambitions for the European Community and for enlargement."European Commission president Jose Manuel Barroso indicated the compromise was "not everything the commission wanted", but that "Europe avoided paralysis."Poland ecstatic Polish prime minister Kazimierz Marcinkiewicz punched his hand in the air and said "Yes! Yes! Yes!" in reaction to the agreement."It is for this kind of compromise that we came here", he said, adding "We will use it to chase the richest countries in Europe."The Polish leader revealed that after all 25 EU members had signed up to the budget deal, German chancellor Angela Merkel took €100 million of aid designated for German regions and gave it to Poland. "This is a beautiful, excellent gesture, hard to measure in zloty or euro because it is a gesture of solidarity", he indicated. He explained that the key to the agreement was a spending compromise between the UK, France and Germany.He also singled out the "good ghost" of Luxembourg prime minister Jean Claude Juncker, who helped keep relations friendly even as Poland twice threatened to walk out of the talks on Friday.Macedonia on its way into EUThe budget deal allowed EU leaders to approve official EU candidate status for the Former Yugoslav Republic of Macedonia, which France had threatened to veto in the event of no budget deal.EU leaders recognized Macedonia's "substantial progress" in securing minority rights and implementing its Stabilisation and Association Agreement with Brussels.But their formal conclusions made clear Skopje's new status did not automatically mean the opening of accession talks, with member states referring to the union's own "absorption capacity" as one of the benchmarks for taking further steps.Macedonia now joins Croatia and Turkey, which became EU candidates in October.Meanwhile, a tired set of 25 EU leaders climbed back into their limousines and headed home to begin the process of selling the new finance deal across Europe.

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Será que Rafael Benitez tem razão?

RAFA: IT COULD HAVE BEEN WORSE Paul Rogers in Tokyo 16 December 2005 (image placeholder)Rafael Benitez today admitted that the Champions League draw that has paired his Liverpool side with Portugal's Benfica will be difficult but it could have been far worse. Speaking in Tokyo while out with his players for a meal, Benitez told liverpoolfc.tv: "It is not an easy draw but it is not the worst draw that it could have been either. There are only good teams left in the competition at this stage and we could have been paired with Bayern Munich, for example.   "There are some very interesting matches coming up in this round - just look at Chelsea v Barcelona, Real Madrid v Arsenal and Bayern v AC Milan.   "I'm pleased to have avoided certain teams but we will face a very tough match against Benfica. They are a very good team and they proved just what they can do by knocking Manchester United out of the competition.   "They are strong at home and they will have a good atmosphere behind them in the first leg but we know they will be coming back to Anfield for the return leg and everyone in Europe knows what our fans are like on a European night at home.   "We had some very special games in Europe at Anfield last season and I know the fans will play a huge role when we take on Benfica. They are one of the most famous sides in Europe and they've won the European Cup twice so we will treat them with the respect they deserve but we will approach the game with confidence in our own ability."  

terça-feira, dezembro 13, 2005


Um mordiscar de lábios. Uma sensualidade brutal, vero substituto de poções químicas...Um olhar que derrete qualquer (?) bloco de gelo. A "namoradinha de Portugal" actual. De reinado tão efémero quanto o das suas antecessoras (Marisa Cruz; Bárbara Guimarães)?

Paulina Poriskova: a musa dos anos 80


A supermodelo dos anos oitenta. Polaca. Bela. Estonteante. "Descobria-a" em 1990 quando estava a fazer o MBA. Redescobri-la, agora, quinze anos depois, foi uma boa e nostálgica surpresa.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Jantar da AMBA - Nova Imagem; um ano de mandato da Direcção 2004/2007





Alguns momentos do Jantar da AMBA na Gare Marítima





Da esquerda para a direita, sentido dos ponteiros de relógio: Paulo Marcos, Jaime Sotto Mayor e João Freixa; Paulo Marcos, Diogo Lucena, Girão Pereira e Francisco Froes; Hugo Figueiredo, Anabela Ventura, Nuno Pedro, Joana Simões, Paulo Marcos, António Amaral (parte da classe de 1990-91)

Jantar da AMBA - Nova Imagem; um ano de mandato da Direcção 2004/2007


Gare Marítima de Alcântara, dia 24 de Novembro de 2005.

Jantar promovido pela Associação dos Antigos Alunos do Mestrado em Gestão (MBA) da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (AMBA).

O maior evento de sempre promovido pela AMBA. 360 associados presentes.

Paulo Alexandre Gonçalves Marcos abre a noite dirigindo-se aos presentes.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Leis e leis... ou a falta de moral.

Enquanto lá continuar não pára :

Observe-se a diferença entre estas duas leis, ambas aprovadas na Assembleia da República no dia 28 de Julho de 2005:

Lei n.º 3/2005:

Determina a não contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão nas carreiras e o congelamento do montante de todos os suplementos remuneratórios de todos os funcionários, agentes e demais servidores do Estado até 31 de Dezembro de 2006.

Foi publicada no dia 29 de Agosto, entrando em vigor no dia seguinte à da publicação: a partir de 30 de Agosto, o tempo de serviço não conta e por esse motivo os funcionários não progridem na carreira.

Lei n.º 2-A/2005:

Altera o regime relativo a pensões e subvenções dos titulares de cargos políticos e o regime remuneratório dos titulares de cargos executivos de autarquias locais.

Foi publicada no dia 10 de Outubro, entrando em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação: entretanto os autarcas já tomaram posse e não são abrangidos pela Lei.

Esta Lei "esteve de férias" e voltou ao parlamento para aprovação final (?) a 15 de Setembro (nesta altura o tempo de serviço e o consequente congelamento de carreiras dos funcionários já estava em vigor há mais de quinze dias!!!). Depois "esteve na gaveta" e só foi enviada ao Presidente da República a 4 de Outubro (mas salvaguardando que "a presente Lei entra em vigor no primeiro dia do mês seguinte ao da publicação").

Recorde-se finalmente a euforia do Eng.º Sócrates a anunciar à comunicação social a alteração da Lei, explicando que agora os sacrifícios eram para todos, a começar pelos políticos!...

Sem comentários...

segunda-feira, outubro 31, 2005

O estado da Justiça: a greve de juízes, funcionários, magistrados,...

Agora até os orgãos de soberania fazem greve...

Não vou mencionar todos os argumentos que mencionam a contradição entre ser orgão de soberania e fazer greve...

No espírito deste blog quero apenas citar um conjunto de aspectos que me parecem relevantes e ainda não suficientesmente dissecados na imprensa ou na blogsfera, a saber:

- a lentidão e morosidade da justiça portuguesa são co-responsáveis pelo atraso económico português: são sinais errados aos agentes económicos ao reduzirem o grau de confiança nos negócios; sem confiança não existem níveis adequados de transacções, de investimento, de criação de empregoetc. Baixos níveis de confiança entre cidadãos originam sempre baixos níveis de desenvolvimentoc económico!

- a originalidade portuguesa de os juíezes não responderem perante os cidadão nem perantes os representantes políticos dos cidadãos; talvez reflexo do excesso de intervenção do Partido Republicano (primeira república) ou da União Nacional (segunda república), o regime saído do 25 de Abril criou um enquadramento quase únicoem que não existe uma autoridade suprema, eleita e responsável; ao arrepio do que os países com longas tradições de independênciaa e autonom dos tribunais , mormente os que adoptam a common law como fonte principal do direito.

sábado, outubro 01, 2005

Lusíadas, excerto do canto décimo

Banquete na Ilha dos Amores )

Quando as fermosas Ninfas, cos amantes
Pela mão, já conformes e contentes,
Subiam pera os paços radiantes
E de metais ornados reluzentes,
Mandados da Rainha, que abundantes
Mesas d’altos manjares excelentes
Lhe tinha aparelhados, que a fraqueza
Restaurem da cansada natureza.

You were the best of loves

You were the best of loves
You were the worst of loves
And you left behind several unintended gifts
Through you I re-recognized my need (uh, desire?)
for one significant other to share my life space with.
You commanded in me an unwilling re-evaluation
of self, behavior patterns,
relationshipping and a
corresponding change of attitude; i.e: growth
I'm nicer to people.
I'm more in touch with my feelings,
the things and persons around me.
Life.
And of course, a scattering of poems,
the best of poems, the worst of poems.
That never would have happened without your disruptions.
Thanks.

Smiling is contagious

Smiling is contagious,
you catch it like the flu,
When someone smiled at
me today, I started smiling too.
I passed around the corner,
and someone saw my grin -
When he smiled I
realized, I'd passed it on to him.

I thought about that smile,
then I realized its worth,
A single smile, just like mine,
could travel round the earth.
So, if you feel a smile begin,
don't leave it undetected -
Let's start an epidemic quick
and get the world infected ! ! !


Author Unknown

segunda-feira, setembro 05, 2005

Katrina, o petróleo, o preços dos automóveis, o consumo de combustíveis, o Benfica, etc

Hoje falo de coisas avulsas.

Do Katrina que superou as expectativas negativas que sobre ele existiriam. Que galgou os diques e que deixou um rasto de destruição sem precedentes. A fazer lembrar a ficção pós-nuclear dos filmes da série Mad Max...

Que o valor médio dos automóveis adquiridos em Portugal no primeiro semestre do ano aumentou quase 7%, fruto de uma deslocação para motorizações mais elevadas! Em alturas de crise económica, não deixa de ser sintomáticom como a posse e exibição do automóvel tem um poderoso efeito de bem-estar psicológico...

Mas o consumo de gasolina e de gasóleo cairam no semestre pretérito, o que provavelmente resulta da crise económica. Mantém-se ou aumenta o grau de ostentação mas diminuiram as idas " à terra" e ao Algarve...

O Benfica contratou reforços já em fecho de prazo. Um grego armador de jogo e um avançado italiano internacional. Aparentemente bons jogadores, conquanto o italiano jogue como segundo avançado (na posição do Nuno Gomes) e o grego como médio interior esquerdo (a posição do russo Kariaka). Ou seja, talvez ainda não tenhamos as soluções para o miolo e para a cabeça de área de que o clube tanto necessitava...

quinta-feira, agosto 25, 2005

Leituras de férias: Trabuelo, Chico Buarque, etc

Tempo de férias. Tempo para leituras mais leves, menos profissionais. Ficção, ensaios, etc.
O primeiro, "Budapeste" de Chico Buarque de Holanda. O compositor brasileiro é uma verdadeira revelação na prosa, assimfazendo jus a muito favoráveis críticas que tinha recebido esta sua obra.
"Diários de Salazar" de António Trabuelo. Estreia deste escritor que é médico na vida profissional. Uma edição da Parceria A.M. Pereira. Meio ficção meio realidade. A história de Salazar a partir de seus diários, com muita e saborosa ficção à mistura. Realce para a lucidez, a fina inteligência e o pensamento estratégico de nosso antigo governante. Verdadeiramente notável. Julgo que à medida que os arquivos de Salazar, recentemente abertos, forem alvo de investigação e estudo, mais saberemos sobre o estadista e provavelmente velhos estereótipos se desvanecerão...

sexta-feira, julho 29, 2005

Liberdade, por Fernando Pessoa

Ai que prazer
Não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
Como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...
Publicado in Seara Nova, n.º 526, de 11-09-1937
Fernando Pessoa
16-03-1935

sexta-feira, julho 22, 2005

Luís Campos e Cunha saiu

Conhece-mo-nos há muitos anos. Fui seu aluno. Primeiro. Colega mais tarde.
Um dos melhores professores, pedagogicamente falando, que tive.

A sua entrada no Governo teve um forte significado político. Um homem da esquerda moderna. Inteligente e sensível.

Mas os Governos socialistas são feitos de homens políticos, pressionados por quotas de popularidade. Afinal são políticos profissionais que sabem que estar na oposição significa o fim do bem estar material e da projecção social. Que não têm um lugar esperando por eles no final de mandato.

Fez bem em sair. Julgo até que se deveria ter demitido. Afinal o Conselho de Ministros não lhe dava espaço. Teve necessidade de escrever um inócuo texto no jornal "Público" para poder defender que mesmo o investimento público deve ser racional. Em linguagem económica, que deve ter subjacente um estudo de viabilidade económica-financeira. Quanto custa e que benefícios vai produzir:tudo quantificado e acessível aos cidadãos.

Em Portugal isto só funciona com a ditadura do ministro das finanças: foi assim com Salazar, Cavaco e Manuela Ferreira Leite. E com excepção desta última, proeminentes ministros das finanças que se tornaram primeiro ministros. Mas Sócrates parece ser teimoso, pouco tolerante com potenciais rivais de forma que eliminou a dissenssão pela raíz...

sábado, julho 02, 2005

A competência aos 66 anos


Os pouco atentos diziam que ele estava acabado. Que fora ultrapassado por novos treinadores, mais ambiciosos. Que fora um fracasso na selecção italiana. Como foram levianos e apressados! Sabe da poda como poucos, o italiano. E o nosso 6 dedos sempre ao lado? O seu carisma, a gestão do balneário, o galvanizar dos adeptos. Que agora vai ser substituído pelo seu antigo ala esquerdo, destino preferencial dos seus passes... há cada ironia na vida...

Não vos oiço! O que dizem agora!


S.L.B., S.L.B., S.L.B., glorioso SLB. Canta o meu filhote de dois anos. Deve ter aprendido na escolinha. Assim se vê a força do Benfica!

Os amigos foram ao Benfica: aspecto da Bancada VIP Premium A

Cabo Verde, os Palop´s, o Benfica e Luís Vieira

Vi as imagens do presidente do Benfica a chegar à cidade da praia em Cabo Verde. Na semana pretérita. Um mar de gente, de encarnado vestida. Dezenas de viaturas a fazerem como que um cortejo de honra. Bandeiras, buzinas, gente eufórica. Não, não era o Eusébio com 20 anos...apenas o presidente do clube!

Estive em Cabo Verde aquando de decisivo Benfica-Sporting em Maio. E quando o Benfica marcou o golo, a vila de Santa Maria saíu à rua. Literalmente. Durante a semana que antecedeu o jogo vi várias centenas de pessoas com camisolas do Benfica, na sua actividade quotidiana: comerciantes ambulantes, trolhas, empresários da restauração, funcionários públicos, militares de G3 a tiracolo em que debaixo da farde se avistava a camisola rubra.

Os festejos pela vitória do Benfica em Cabo Verde fariam empalidecer de vergonha os festejos pela vitória do Benfica no campeonato, uns dias depois, no Marquês de Pombal, nos Restauradores, na Guarda, em Viseu.

Como diriam os castelhanos, afición a sério é em Cabo Verde. Mas pelo que me contam também em Luanda, em Lourenço Marques (sim, eu sei...).

Agora já percebo de onde vêm os seis milhões de benfiquistas. é a contar com os nossos amigos dos Palop´s!

Força Sócrates! For those about to rock we salut you!

Mentistes descaradamente quando prometeste não aumentar os impostos. Quando dissestes no debate com Santana Lopes que não seria necessário aumentar a idade de reforma. Vou-te cobrar por isso quando chegar a altura.

Mas foste bravo em segurar o teu ministro da finanças, um particular amigo meu. Não deve ser fácil. Bravura também quando resolveste ignorar o teu eleitorado, o partido dos funcionários públicos.

Quando duma penada incorreste na ira de quase todos os teus eleitores: os polícias, os professores, os médicos, os enfermeiros.

Quando deste o exemplo cortando as sinecuras dos representantes do povo.

Estranhamente tiveste tanto trabalho e coragem mas ainda nada disseste sobre o que se segue:

- que vais proceder á captação de receitas extraordinárias;
- que lá para o final da legislatura vais introduzir portagens em mais de metade das Scut´s;
- que vais ter que cortar nas prestações sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego e de doença;
- que vais ter que deixar que o sector cooperativo, concordatário e privado concorra em quase igualdade de circunstâncias no ensino superior;
- que vais emagrecer o orçamento das universidades públicas;
- que vais tornar a aumentar os impostos;

Em suma, que provavelmente a contestação social que enfrentas é apenas a ponta do iceberg do que te espera... mas que as medidas que agora tomas apenas são paliativos que não deverão ser suficientes para salvar o Estado Social. Que Marcelo Caetano primeiro, Vasco Gonçalves depois, Cavado Silva em especial e Guterres/Ferro Rodrigues construiram.

Que tal como tens tido coragem para estes combates em defesa dos teus paliativos, pena é que tenhas recorrido ao estilo "coelhone", trauliteiro, rasteiro, para lançar a questão de novo referendo sobre o aborto por alturas das presidenciais. É foleiro, desrespeitador do povo. Mas vais embaraçar Cavaco. Que te vai pagar, demitindo-te um ano depois de tomar posse como presidente. Porquê Sócrates não usares a tua cabeça e livrares-te da "tralha guterrista" de vez?

quinta-feira, junho 30, 2005

O interesse público e o aborto privado

"Não estou preocupado com as listas de espera", disse o nóvel ministro da saúde quando confrontado com as mais de 200.000 pessoas em lista de espera para uma cirurgia. Agora percebemos porquê...


O 'interesse público' e o aborto privado Alexandra Teté *

Na passada terça-feira, o senhor ministro da Saúde anunciou que vai recorrer a clínicas privadas para garantir às mulheres portuguesas um aborto legal, quando este não é "resolvido" nos hospitais públicos. Assim, seria prosseguido o "interesse público", torneando o alegado incumprimento da lei naquelas instituições e a invocação de objecção de consciência por parte dos médicos. Não sabemos bem se esta é uma determinação do Governo ou o desabafo de uma aspiração pessoal do senhor ministro com os jornalistas. De qualquer modo, trata-se de uma orientação "chocante", precipitada e perigosa, como passo a explicar.Em primeiro lugar, não está provado que em Portugal os hospitais incumpram a lei. Não se conhecem números, queixas, relatórios, etc. Infelizmente, sobre esta matéria pouco ou quase nada sabemos. Por isso mesmo, é da maior importância o famoso estudo encomendado pelo Parlamento para conhecer realmente a realidade do aborto (legal e clandestino) em Portugal, que finalmente foi aprovado. Parece que o senhor ministro prefere as suas suspeitas.Por outro lado, não se vê porque é que nas clínicas privadas estaria garantida a uniformidade de critérios que se alega faltar nos hospitais públicos. Não se compreende porque é que os critérios que seriam seguidos nas clínicas privadas seriam mais justos, razoáveis ou equilibrados que os que vigoram nos hospitais públicos. Nem se percebe porque é que nas clínicas privadas haveria menor recurso à objecção de consciência.Será que se está simplesmente a tentar legalizar um conjunto de clínicas que não só trabalham em Portugal de forma ilegal como praticam o aborto a pedido? A notícia de terça-feira neste jornal "Não dá jeito agora o bebé, não é?..." parece apontar nessa direcção.É difícil perceber qual é a ordem de prioridades deste Governo e, em particular, do senhor ministro da Saúde, nos assuntos relacionados com a saúde dos Portugueses. Há dias afirmava ser "irrelevante" que milhares de Portugueses estejam em lista de espera para cirurgias nos hospitais. Porque não se lembrou o senhor Ministro de protocolar estas cirurgias com clínicas privadas? Não são estas do interesse público?Ou será que na base desta preocupação do senhor Ministro da Saúde com o "interesse público" está a secreta esperança de que as clínicas privadas não sejam demasiado escrupulosas e dispensem pruridos de consciência? Assim, o senhor Ministro conseguiria liberalizar o aborto, na prática, passando-o para o sector privado e para a opacidade, a expensas dos contribuintes. E porquê esta prioridade nas vésperas de um referendo que se assume vir a liberalizar o aborto? Porque a liberalização do aborto, para alguns, corresponde a uma obsessão ideológica uma obstinação radical em recusar o valor intrínseco da vida humana. Senhor ministro: é isto o "interesse público"?*Associação Mulheres em Acção

IE lagging behind Firefox

According to BBC's Technology News, Microsofts' IE 7 will have an automatic update (much like Firefox) and will now support RSS (much also like Firefox). Personally, I think that Bill Gates have made a run for his money as the news site reported that:
"Mozilla's Firefox browser has steadily been gnawing away at IE's market dominance. Many like its features and increased security"
To all Firefox advocates (such as my self), how does this affect your usage on Firefox and this move with Microsoft?

O pequeno António fotografado em Novembro de 2002, então com cerca de 3 meses. Sorridente e bonito!

Mudar para o FireFox

Está na hora de mudar para um novo browser. Mais seguro, fiável, menos vulnerável que o Explorer. Mais prático a navegar.

Chama-se Firefox e está a tomar de assalto o planeta dos cibernautas menos que leigos.

www.firefox.com (e serão redireccionados para uma página de download).

sexta-feira, maio 20, 2005

O que é ser conservador e o novo Papa

Publico um artigo do Mestre Arnaldo Gonçalves (Jornal Tribuna de Macau Online, 28 de Abril de 2005)

O que é ser Conservador?
Num dos seus textos mais fecundos, inserido como postscriptum à sua obra maior The Constitution of Liberty, o economista e filósofo austríaco naturalizado americano, Friedrich Hayek, questionava-se porque - apesar de o tentarem designar como tal - não se achava um conservador. Num tempo - lembrava logo a abrir - em que a maior parte dos movimentos que se pretendem progressivos advogam as mais amplas restrições à liberdade individual, todos os que acarinham o valor da liberdade devem colocar as suas energias ao combate a estes movimentos. Nesta empresa, [os defensores da liberdade] encontram-se, muitas vezes ao lado dos que habitualmente resistem à mudança, embora de um ponto de vista substancial as suas posições sejam as mais díspares. E continua: "o conservadorismo propriamente dito é caracterizado por um atitude legitima, provavelmente necessária, e largamente difundida de oposição à mudança drástica". "Tal ideologia tem tido, após a Revolução Francesa e por um século e meio um papel relevante na política europeia e até ao advento do socialismo o seu opositor foi o liberalismo" conclui.
Reconhecendo-se partidário do que designa pelas ideias liberais ou o "partido da liberdade" Hayek dissipa a mais breve insinuação de confusionismo, referindo que a mais decisiva objecção a qualquer conservadorismo que seja digno de ser designado como tal é o facto de não se poder apresentar como alternativa à direcção para o que o mundo se dirige, mesmo que procure resistir às tendências actuais, atrasando desenvolvimentos indesejáveis mas revelando-se incapaz, porque não acrescenta outra direcção, de prevenir tais desenvolvimentos. A esta guerra de razões entre conservadores e progressistas, Hayek contrapõe a necessidade do liberal questionar não "quão depressa ou até onde" o mundo caminha, mas para onde ele vai. Ou seja, o liberal não é adverso à evolução e à mudança em si e. Quando a mudança espontânea [promovida pela sociedade] é dificultada pela intervenção do governo, o liberal deve exigir a mudança dessa política. Para o liberal o que é mais necessário no mundo é a remoção criteriosa dos obstáculos ao livre crescimento. Isso não significa [Hayek lembra as instituições americanas] que não seja possível defender-se - a um só tempo - a liberdade individual e instituições há muito estabelecidas. Ou seja, a mudança pela mudança é absolutamente estéril como o conservar por recusar o que é novo [por ser novo] inconsequente.
Revi-me na exegese deste texto notável de Friedrich Hayek, a propósito do debate cordato mas já crispado entre "progressistas" e "conservadores", sobre a personalidade e orientações teológicas de Joseph Ratzinger, o novo Papa Bento XVI. Na imprensa portuguesa e internacional, vários têm sido os testemunhos destinados a explicar a escolha da Cúria Pontifícia, ao 4.o escrutínio, adivinhando no magistério do novo Papa linhas de fractura sobre os avanços doutrinários do Concílio Vaticano II, resistências à questão das vocações religiosas, diatribes à separação entre ensino laico e o ensino religioso, ambivalência no diálogo entre obra evangélica e preservação da herança da modernidade. Minagem à convivência, diria Santo Agostinho, entre a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens. Num tom mais sensacionalista, outros explicam-no por um ajuste de contas entre a Opus Dei e a os esquerdistas da Igreja da América Latina.
Tenho alguma dificuldade em me situar nesta polémica, como livre-pensador e alguém de fora da Igreja que se revê [e se basta] numa espiritualidade exclusivamente deísta. Não deixo, no entanto, de ser sensível a alguns argumentos aduzidos e interrogo-me, também, se a Igreja terá feito uma escolha à dimensão dos desafios que tem[os] adiante depois da personalidade fascinante e singular de João Paulo II. Ou para abreviar razões se se terá limitado a seguir a sua vocação. A Igreja Católica tem hoje um prestígio, uma visibilidade, uma legitimidade e uma "leitura" multicultural que não encontra paralelo na história, para cá do Cisma de Avinhão. Representando o que Max Weber chamou um Poder Tradicional, a Igreja constitui uma referência incontornável no mundo, um sujeito de relações internacionais relevante e um poder carismático que atrai multidões, dentro e fora do "rebanho" cristão. Poderá mesmo falar-se [cito Oriana Fallaci de cor, do impressionante A Raiva e o Orgulho] num renascimento da ideia "Civilização Cristã" como combinação única da herança do iluminismo e da vitória da Razão sobre o irracionalismo com a doutrina social da Igreja da dignidade natural do Homem, da inalienabilidade e intemporalidade dos direitos fundamentais. Nascemos - malgré todo o nosso afirmativo laicismo e ateísmo à francesa - numa paisagem de igrejas, de conventos, de Cristo, da Virgem, de sinos e referências religiosas, diz Oriana. O que nos ajuda a encontrarmo-nos na nossa dimensão de Europeus e Ocidentais.
Este é o legado que Joseph Ratzinger toma. Quando afirma que "estamos a avançar para uma ditadura de relativismo que não reconhece nada como certo e que tem como objectivo central o próprio ego e os próprios desejos" [missa na Basílica de S. Pedro, 18.04.2005] não lhe posso deixar de lhe conceder razão embora tema o que a asserção possa ter outra leitura: o facto de a alguns ser conferido, por predestinação, o poder sacro de nos dizer o que é verdade e não é. Não nos questionamos com a falta de referências morais e éticas num mundo que dificilmente aceita a diversidade e o pluralismo? Não nos queixamos, como professores, da falta de valores morais dos jovens, da sua ausência de porquês, da sua rendição ao hedonismo e consumismo mais estéreis? Então porque somos avaros em criticar o relativismo esconso? Porque fica mal, porque é bota-de-elástico?
Qual é a validade de uma moral de autenticidade que ficciona a liberdade singular do Sujeito não apenas como a condição necessária, mas como a condição suficiente da moralidade? Se a liberdade do singular Eu é o único valor que se me impõe, objectivamente, porque é a expressão da minha liberdade, do meu livre arbítrio, seja o que for que eu faça - desde que seja autêntico [isto é, sincero comigo mesmo] - é verdadeiro, no plano moral. Até onde nos pode levar tal relativismo moral? À ausência completa de valores universais e perenes? Ao arbítrio da pura liberdade, [Jean Paul-Sartre, O ser e o Nada, Paris, Gallimard]. Na fantasia sartriana, o sujeito moral é o ser absoluto para quem os valores existem e que não precisa de ninguém nem de um Deus.
A questão não está - parece-me - em a Igreja escolher um Papa conservador ou reaccionário, mas provavelmente em perceber qual é o seu projecto [para onde vai agora] e se deve modificar os seus postulados principais, em matéria de doutrina, para apaziguar uma certa linha de pensamento que quer a sua transformação democrática, a descentralização do processo decisório, a banalização das elites ou a consensualização do dogma, dentro de um caldo de euforia participativa.
Se consigo antecipar a postura intelectual do novo Papa, não é esse o caminho por onde se apresta a levar a Igreja. E por uma razão muito simples. É que no dia em que a Igreja ceder ao que é fácil porque é popular nega a sua natureza como comunidade de fé e élite moral. Para usar um velho aforismo nas questões de fé crê-se ou não. Não se discutem.
Terá a Igreja que evoluir? Seguramente, porque é para além de uma instituição espiritual uma instituição terrena. Desde logo na relação com os fiéis de outras religiões, com a enorme bolsa muçulmana que vive nas nossas cidades e com quem é tão dificil interagir. Com as novas crenças evangélicas que tomaram de rompante as Américas e hoje se alcandoram à Europa, num sentido de comunidade que só se lembra na Igreja antiga, a de Jerusalém. Também com os que se reivindicam do livre pensamento, do laicismo, do escocismo e que tão injustamente têm sido tratados por algumas das suas instituições. Deve fazê-lo, no entanto, sem o pecadilho da soberba e da arrogância moral que assinalam o rasto sangrento e cruel da Inquisição.
São estes alguns dos desafios que se colocam ao novo Papa Bento XVI. Conservare mas sem romper com a dimensão preciosa da modernidade que é a metade universalizante do cristianismo.

sábado, abril 30, 2005

Contra o aborto somos todos: nota da Associação Maternidad e Vida

Assunto: Hipocrisia e Desprezo-Comuniacdo Ass. Maternidade e Vida

Hipocrisia e Desprezo - Nota de Imprensa da Associação Maternidade e Vida

O Partido Socialista apresentou na Assembleia da República duas propostas legislativas relacionadas com a questão do aborto.

Por um lado, pretende o PS que seja realizado um referendo sobre a descriminalização total do aborto realizado nas primeiras DEZ semanas de gravidez. Trata-se do cumprimento de uma promessa eleitoral do PS, da qual todos os eleitores, nomeadamente os que votaram PS tinham conhecimento. A pergunta proposta é semelhante à do referendo de 1998.

O PS reconhece que não foi realizado qualquer estudo credível "sobre a realidade do aborto clandestino em Portugal", mas mesmo assim, porque, como diz o Povo, "a ignorância é atrevida", não hesita em afirmar que existem anualmente "milhares de mulheres" que abortam na clandestinidade!

E, mais do que isso, tem o desplante de afirmar que "algumas" dessas mulheres "são submetidas a uma involuntária exposição pública". É o cúmulo da hipocrisia! Têm sido os defensores do aborto livre, muitos deles ligados ao PS, que têm mobilizado a comunicação social para a porta dos Tribunais, utilizando indecorosamente o sofrimento alheio como arma de arremesso político. Se as poucas mulheres que em Portugal foram submetidas a um processo-crime por terem abortado ilegalmente tiveram a sua vida devassada e foram sujeitas a alguma humilhação pública apenas o devem à atitude panfletária e publicitária dos defensores da liberalização do aborto.

O PS ou os seus companheiros de luta nada fizeram para ajudar as mulheres a não abortar ou para recuperarem do trauma que, em quaisquer circunstâncias, sempre resulta de um aborto. Apenas as querem utilizar para obter, à sua custa, projecção mediática!

Mas o PS apresentou também um Projecto de Lei que visa a liberalização total do aborto, a pedido da mulher, até às 10 SEMANAS de gravidez e a possibilidade, desde que se aleguem razões de "natureza económica ou social", o aborto ser efectuado até aos 4 MESES de gestação.

Ou seja, o PS diz aos Portugueses que vai cumprir a sua promessa eleitoral e que só liberalizará o aborto até às 10 SEMANAS de gravidez se essa for a vontade do povo, expressa em referendo. Mas desde já, e para o caso de os Portugueses recusarem tal liberalização, o PS avança com um projecto de Lei sobre a matéria. E mesmo que o Povo apenas aprovasse o aborto a pedido até às 10 SEMANAS, o PS já avança com a liberalização total até aos 4 MESES (dezasseis semanas), embora "escondida" atrás de razões de natureza económica e social que afectem a "saúde psíquica" da mulher grávida. Mais abrangente não podia ser!

Esta atitude do PS demonstra duas coisas:
Falta de carácter, cultura democrática e menosprezo pelos Portugueses. Avança-se com um referendo, pretendendo ouvir e seguir a opinião da maioria, mas já se tem na manga uma alternativa se o resultado não for o esperado ou uma forma de ir mais longe do que aquilo que o Povo, eventualmente, permitir;

Desprezo pelas mulheres grávidas em dificuldades. O PS revela-se um Partido sem princípios humanos e sem respeito pelas pessoas. A uma mulher desesperada, que tem problemas financeiros ou de natureza social, a resposta do PS não é a criação de mecanismos que resolvam ou atenuem esses problemas e evitem o recurso ao aborto. É exactamente o contrário. O Estado do PS não ajuda financeiramente na gravidez e na criação do bebé, o Estado do PS não apoia a integração social. O Estado do PS PAGA O ABORTO! A proposta do PS é enviar o problema para o CAIXOTE DO LIXO. Nem que o problema seja um bebé com 4 MESES (!) de gestação.

A Associação Portuguesa de Maternidade e Vida lamenta esta postura do Partido Socialista. Acreditamos que muitos militantes e dirigentes do PS, que têm uma cultura de defesa da vida e da dignidade humana, ainda não se aperceberam do alcance desta proposta.

A Lei tem também uma função de Prevenção Geral, de desincentivo de condutas que se consideram negativas, que, como no caso do aborto, atentam contra a vida humana e contra a dignidade pessoal, a saúde física e psíquica da própria mulher que aborta. E representa a perspectiva da sociedade quanto ao valor da vida humana.

O aborto é permitido em Portugal nos casos previstos na Lei - e eles abrangem já, por exemplo, o perigo de lesão irreversível para a saúde psíquica da mulher grávida.

O PS quer transformar o aborto na solução para problemas económicos ou sociais.

Em perfeita sintonia com o Presidente da República: é mais fácil fazer "evoluir" a lei do que trabalhar para fazer evoluir a sociedade.

O PS escolheu o caminho mais fácil. A Associação Portuguesa de Maternidade e Vida continua a trabalhar para ajudar quem sofre e fazer feliz quem opta pela Vida.

Francisco Coelho da Rocha
Presidente da Direcção

terça-feira, abril 12, 2005

The Dark Horse: Stephen Bates, Guardian, April 11

Portuguese patriarch is dark horse papal candidate Stephen Bates, religious affairs correspondentMonday April 11, 2005The Guardian A dark-horse candidate for pope, capable of bridging the divide between the Europeans and the Latin American Roman Catholic cardinals, appears to be emerging in the shape of the Patriarch of Portugal, Jose da Cruz Policarpo.
A week before the cardinals start voting to elect a pope, the 115 men will pause in their devotions to canvass each others' opinions on the next pontiff.
On Saturday they decided to give no more formal interviews to the media, but that will not preclude their own lobbying and discussions. Alongside Policarpo, Claudio Hummes, of Brazil, is emerging as a potential favourite.
With the debate expected to focus on whether the pope should be European or whether the cardinals should open the papacy to a candidate from the church's growing Latin American congregations, the men are regarded as bridges between the continents.
Both speak the languages of Latin America but have European roots: Policarpo's career has been spent as a theologian in Portugal; Hummes's parents were German. Both men, while orthodox, have been concerned with human rights and world poverty.
Whoever is elected pope will need the support of the bulk of cardinals from both regions to secure the required two-thirds majority of 77: Europe has 58 cardinals, and central and southern America only 20. By comparison, North America has 14 cardinals, Africa 11, Asia 10, and Australasia and the Pacific two each.
Even so, the South Americans will say they are severely under-represented in the conclave: the church in Latin America has 500 million followers, but only 18% of those electing the pope come from the region.
While Hummes, 70, who is cardinal archbishop of Sao Paulo, the largest diocese in the church, features on most lists of the papabile (worthy to be pope), Policarpo, 69, has been much less touted and is something of a dark horse - but judged by some to be the best to tackle the problem of re-engaging Europe's disaffected Catholics with the mother church.
"He's a formidable thinker, a real intellectual, very good on the questions affecting European culture, which are going to absorb the cardinals," said one Vatican observer. "He could also be the first cigarette-smoking pope."
Policarpo, ordained in 1961 and a bishop since 1978, was not made a cardinal until 2001. He has spent most of his career at the Portuguese Catholic University and spoken out against human rights abuses in East Timor and Mozambique.
Hummes, a Franciscan, is seen as doctrinally and morally strict but has been a strong advocate for the poor and dispossessed and a powerful evangelist among his 6-million-strong diocese.
It is now thought unlikely the next pope will be from Asia or Africa. Nigeria's Cardinal Francis Arinze is not thought to be a strong enough contender.

segunda-feira, abril 11, 2005

Factos do Fim de Semana

O Benfica perdeu em Vila do Conde. O Sporting ganhou em Lisboa ao Beira Mar. Injusto o resultado do Benfica. Um golo mal anulado aos homens de amarelo da cidade de Aveiro.

No Congresso do PSD desta vez os media estiveram menos interessados. Quiçá natural atendendo a que o PS dispõe de um nóvel poder absoluto. Com Santana de saída, os motivos de interesse para a Comunicação Social interessada no sound byte seriam decertos bem menores.

Ganhou Marques Mendes, mas por poucos. Menezes promete ficar "atento e vigilante". Mau sinal democrático, digo eu. Borges quer posicionar-se para o longo "inverno" do PSD e surgir como alternativa para quando a Primavera estiver a despontar...

sábado, fevereiro 26, 2005

Palestra do Dr. António Amorim no IEP

Assisti ontem pelas 18 horas a uma palestra do Dr. António Amorim, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Subordinada ao tema da Evolução do Sector Corticeiro Português.

Confesso que gostei vivamente. Alguns aspectos que contribuiram para o sucesso:

- atmosfera "cosy", em sala pequena mas acolhedora, com belos e confortáveis sofás em couro castanho escuro; jornais e revistas de Ciência Política adornavam as extremidades e as paredes da sala;
- a assistência era um misto de estudantes de Ciência Política e de professores de Gestão e Ciência Política com jornalistas e politólogos;
- o orador (presidente do Conselho de Administração da Corticeira Amorim) que expôs de forma simples (que não simplista) um conjunto de ideias importantes sobre o sector da cortiça.

Entre as principais ideias, destaco:

- Portugal produz 54% da matéria-prima mundial mas processa cerca de 70% dos produtos de cortiça;
- as rolhas para a indústria viti-vinícola representam cerca de 60% do volume de negócios do sector (mas apenas 54% da Corticeira Amorim (CA));
- a ameaça dos vedantes sintéticos continua activa e constitui o principal desafio do sector; um elevado investimento em Investigação e Desenvolvimento e Marketing (junto dos líderes de opinião: jornalistas, chefes de compras das grandes cadeias de distribuição inglesas, enólogos, etc) permitiu demonstrar as fragilidades das rolhas de plástico, por um lado, e melhorar a qualidade das rolhas de cortiça enquanto vedantes;
- adicionalmente a Corticeira Amorim (CA) lançou um modelo mais barato de rolha para combater pelo preço as rolhas de plástico no sector dos vinhos "básicos" (que valem metade do mercado mundial de vinhos);
- ao mesmo tempo que este esforço permitiu estabilizar a quota de mercado dos vendantes de plástico (cerca de 7% do mercado mundial) assistiu-se à emergência das roscas de alumínio...
- por enquanto confinadas a uma posição menor (menos de 2% do mercado mundial) revelam contudo uma taxa de crescimento muito acentuada;
- este esforço de IeD e Marketing vai originar uma brutal consolidação do sector exportador corticeiro de rolhas; das actuais 15 empresas, o orador prevê menos de metade nos próximos anos;
- a Corticeira Amorim tem cerca de 28% a 30% de quota de mercado mundial da transformação da cortiça; é cerca de 9 vezes maior que a segunda maior empresa mundial (também portuguesa);
- os revestimentos de cortiça representam cerca de 16% do negócio da CA;
- os revestimentos de cortiça representam apenas 0,6% do total do sector de revestimentos à escala mundial; a sua maior aceitação é nos países do Norte da Europa;
- em Portugal têm uma menor aceitação por um preconceito cultural: há 30 anos quando a cortiça era barata foi o material de eleição para os revestimentos das habitações sociais... mais a mais com a denominação de corticite...
- está em curso um investimento industrial da CA na China em associação com um parceiro local, para produzir rolhas usando um material vegetal similar à cortiça quanto às suas características (conquanto bastante diferente do ponto de vista molecular);
- actualmente a CA está presente em 92 países do mundo, com várias formas: delegações comerciais, escritórios, unidades industriais, agentes e distribuidores locais, etc;
- na China, até agora com 3 escritórios de natureza comercial, tendo como principais clientes os industriais de volantes de badmington (feitos com uma base de borracha e cortiça a que se adicionam 12 penas de ganso) e de canas de pesca (para os cabos das mesmas, se e quando feitos de cortiça particularmente eficazes para obviar à transpiração das mãos).

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

O Benfica perdeu... expectável

Face a uma equipa russa dotada de poderoso orçamento. Com bons jogadores e fisicamente frescos. Vários de classe internacional.

Curiosamente este CSKA é patrocinado por uma companhia petrolífera russa cujo accionista principal é também o accionista maioritário do Chelsea. O valor do patrocínio das camisolas é de 20 milhões de euros anuais, maior do que o valor que a Siemens paga ao Real Madrid.

Vigilância sobre as propostas eleitorais

A Revista Visão, saída ontem, resumo as principais promessas do Eng. Sócrates feitas ao longo de sucessivos discursos na campanha eleitoral.

É uma boa base de partida para alguém construir um "Barómetro de Cumprimento de Promessas Eleitorais".

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

E depois do adeus: artigo Dr. Arnaldo Gonçalves. Texto de hoje do jornal Tribuna de Macau

E depois do adeus
Os resultados das legislativas do último fim-de-semana confirmam algumas evidências que aqui fui relatando, ao longo dos meses e trazem algumas novidades à vida política portuguesa. Representam, disse na semana passada, o fecho de um ciclo político, mas não correspondem ao início propriamente de um novo, no sentido que não rompem com o passado, mas são uma sua continuação. Entreabrem pistas interessantes, mas não desenham vias de ruptura com o que são as pechas de um sistema de representação que abriu costuras que dificilmente sararão.
Quando olhei para os resultados segunda-feira de manhã a primeira impressão que tive foi a sensação do dêja vu: uma esquerda maioritária no Parlamento, em ebulição nos sindicatos e nas associações de base; um centro-direita com o resultado mais desastrado em trinta anos de democracia, em recuo atabalhoado com uma liderança decapitada; um Presidente interventor, jubiloso com a reinterpretação [pelos vistos aplaudida nas urnas] dos seus poderes constitucionais; o país previsivelmente dividido entre a legitimidade do sufrágio universal atribuído inequivocamente ao PS para governar com maioria e a promessa do desafio na própria noite eleitoral, nas ruas e nas empresas, por comunistas e bloquistas, de qualquer iniciativa que vise beliscar o status quo em que o país, aparentemente, se revê. Chamado a votos o país disse da sua justiça e escolheu maioritariamente o partido que vai dirigir o nosso destino nos próximos quatro anos. A escolha não me espantou, apenas a sua extensão, que não previ.
O grande vencedor da noite eleitoral foi, inequivocamente, José Sócrates. Recordo as palavras que escrevi, nesta coluna, a 2 de Dezembro: “Sócrates tem condições pessoais para ser um bom primeiro-ministro pelo seu estilo jovem, irrequieto, convincente e carismático[...] a sua candidatura é uma lufada de ar fresco até porque os portugueses estão dispostos a tudo arriscar para se libertarem de um governo inapto e de um primeiro-ministro voraz. Mesmo que isso conduza a um novo ciclo de irresponsabilidade política ao sabor dos acontecimentos e das sondagens”.
Os grandes derrotados da noite, Santana Lopes e o centro-direita, definitivamente não o perceberam. Deixaram-se enredar na verbalização dos slogans vazios, no apregoar da superioridade moral das suas convicções e da “obra feita”. O que se revelou uma total estupidez. Em democracia não há lugar para a superioridade moral dos valores, mas apenas para o confronto dos projectos políticos e para o julgamento dos resultados no fecho de cada ciclo de governação. É ao desempenho a que os eleitores efectivamente se reportam não a qualquer wishful thinking.
Não existe, assim, essa coisa extraordinária como os valores democrata-cristãos apregoados por Paulo Portas. Pelo menos num país católico que recentemente encheu Fátima para render homenagem a um dos seus ícones, isso não faz qualquer sentido. São coisas diferentes, a fé e a luta política e apenas espíritos destorcidos podem ao identificá-los, querer ganhar dividendos.
O país quis, a meu ver, andar para a frente. Cortar cerce com o pessimismo, com as más notícias, com a lógica do aperto pelo aperto. Favoreceu quem lhe mostrou outro mundo, outras hipóteses, porventura falaciosas. O eleitorado não se deixou convencer por políticas de contenção dilatadas no tempo, por sacrifícios sine die, por muito que os números o expliquem e o governador do Banco de Portugal os valide. Governar é gerir problemas de pessoas de carne e osso, não aplicar, mecanicamente, modelos e soluções macroeconómicas desenhadas no papel. O eleitorado puniu nas urnas quem as quer prosseguir, teimosa e cegamente. Fê-lo, uma primeira vez, em meados dos anos 80 quando derrotou as políticas restritivas de Mário Soares [e Ernâni Lopes] e abriu caminho para a maioria absoluta de Cavaco Silva. Repete-o, agora, vinte anos depois, com Durão Barroso e Santana Lopes abrindo o espaço para a maioria absoluta de José Sócrates e do PS. Equivocou-se o eleitorado? Provavelmente, mas é ele, em última instância, quem manda.
Ainda é cedo para fazer paralelos com o passado recente e tecer prognósticos quanto ao provável desempenho de José Sócrates e do seu governo. O jovem político tem qualidades [que sublinhei], mas não governará sozinho. Terá uma equipa e executores das suas orientações. Os governos não são unicéfalos. São equipas, estilos e versatilidades. Os primeiros-ministros são cada vez mais reflexo desse trabalho em equipa, mais que protagonistas solitários. Estejamos atentos, portanto, aos indigitados vice-primeiros-ministros e aos ministros das finanças e da economia.
É salutar, em democracia, que os novos governos usufruam de um crédito de confiança nos meses que se seguem à vitória nas eleições. É razoável que os comentadores lhes concedam, também, esse crédito e benevolência. O comentador, mesmo quando tem convicções políticas fortes, deve assegurar a independência e o balanceamento dos seus juízos. Sem necessidade de se proclamar uma abstencionista não pode nem deve ser uma câmara de eco partidária. O comentador não faz por isso grandes amigos. Os idiotas normalmente avaliam o mérito do que sai escrito pelo grau de aderência às suas ideias. Os “bons” são os que se identificam com as paixões clubistas, mesmo as mais irrealistas, os “outros” não prestam. Não é importante, contudo, que o comentador tenha razão. O exercício da opinião escrita ou falada não é uma ciência exacta, como aliás o não é a ciência política. É uma ponderação, uma avaliação normalmente intuitiva. O importante é que o comentador se eleva acima das paixões e tenha a vontade e o discernimento de dizer o que pensa.
No campo liberal é agora tempo do PSD arrumar a casa, ganhar uma nova liderança e desenvolver uma oposição forte e consistente no parlamento, afinal a casa da democracia. O actual presidente do partido deu um sinal importante quanto à necessidade de renovação ao demitir-se da liderança abrindo caminho para a regeneração indispensável. O país exige-o, os próximos combates eleitorais, autárquicas e presidenciais, impõem-no.
* Especialista em Relações Internacionais. Escreve neste espaço às quintas-feiras.

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Cavaco aposta em maioria absoluta do PS

Título do jornal "Público" da edição de Terça-feira, dia de Carnaval (08.02.2004).

Citando uma fonte anónima mas muito próxima do ex-primeiro ministro. Toda a "estória" é bastante plausível.

Previsivelmente vai ser desmentida formalmente pelo Professor Doutor Cavado Silva.

E fica em maus lençóis o jornal, que se pretende que seja um exemplo de sobriedade. O que terá levado a direcção do jornal a deixar que a capa do jornal tivesse esta notícia em grande destaque?

A venda dos melhores activos nacionais: desta vez no futebol

Agora vai ser no Benfica. Ninguém me disse mas não custa perceber o porquê: uma meia dúzia de jogadores vão ter os seus passes integrados no fundo de investimento gerido pelo Banif. O déficite de exploração da SAD continua insustentavelmente elevado. O endividamento cresceu, com a hipótese de novo empréstimo obrigacionista com poucas probabilidades de concretização. Ademais o jogador Simão Sabrosa realiza a sua melhor época de sempre, enquanto jogador profissional.

Em suma, existem fortes chances de que pelo menos um dos seguintes saia: Simão Sabrosa, Manuel Fernandes, Miguel, Petit, Luisão. E por ordem decrescente de probabilidade.

That´s my bet, folks!

campanha eleitoral: faltam 12 dias

Doze dias apenas para as eleições legislativas. Aquilo que me prende mais a atenção:

- a organização das máquinas partidárias, capazes de encherem pavilhões e praças, com muita gente arregimentada e muito colorido (fica sempre bem em televisão);
- a aplicação de metodologias de Marketing moderno às campanhas de PS, PSD, PP e BE;
- conquanto me pareça que o PSD está com um posicionamento assaz diferente dos outros e talvez muito influenciado por uma lógica redutora de marketing, de inspiração brasileira (contrariando o mito, o Brasil não tem um bom marketing mas tão e sómente alguns bons ou muito bons publicitários; o que é curto para o Marketing) que está a dar maus resultados (péssima segmentação; ausência de conhecimento das necessidades, anseios, dúvidas e aspirações de votantes; ...).

quarta-feira, dezembro 15, 2004

As Farpas: artigo do Professor César das Neves

Portugal está mesmo em crise. Acaba de sair uma nova edição d'As Farpas de Eça de Queiroz preparada pela prof.ª Maria Filomena Mónica (Principia, 2004).Isso foi pretexto para vários comentadores notarem a semelhança entre as tristes descrições do genial romancista e as actuais. Ler os textos de 1871-72 é como ler os nossos jornais.Ninguém referiu o profundo abismo que nos separa do Portugal de Eça.A nossa taxa de mortalidade infantil nos finais do século XIX andava pelas 150 mortes por mil nascimentos; agora está em quatro. O analfabetismo caiu de 88% para menos de 9%. A esperança de vida ao nascer subiu de menos de 40 anos para mais de 75 e o nível de vida aumentou quase 40 vezes no período. O Portugal d'As Farpas estaria hoje ao nível da Serra Leoa, Tanzânia ou Burundi. A violenta prosa de Eça criticava outro mundo.Mas em certo aspecto a semelhança é justa e adequada. Se no campo económico-social o País ultrapassou os seus sonhos mais ambiciosos, há coisas que se mantiveram ou até pioraram. Por exemplo, a qualidade dos políticos não subiu e a dos comentadores degradou-se muito desde o tempo em que a assinatura era de Eça ou Ramalho. Sobretudo permaneceu o elemento que estava no centro da crítica d'As Farpas e que volta a estar no núcleo da actual crise.Este processo desde 1974 está ligado a três D's. Nos primeiros dez anos a preocupação central foi a Democratização; nos dez seguintes foi o Desenvolvimento; nos últimos dez anos veio a Dissipação. Passados os choques da revolução de Soares e da Europa de Cavaco, deu-se uma imperceptível mudança estrutural na sociedade. Desde Guterres, o País aproximou-se decisivamente do Portugal de Eça.Basta abrir os jornais para notar que as preocupações nacionais centram-se hoje em vários grupos, com apenas uma única coisa em comum: o seu sucesso é independente do progresso.Políticos, jornalistas, funcionários, juízes, médicos, professores, polícias, militares, diplomatas são pessoas excelentes, com serviços decisivos ao País. Mas as suas promoções e remunerações estão, em geral, desligadas da dinâmica económica. O seu prestígio, carreira e salário provêm, não da competência e qualidade, mas de prescrições administrativas, regras burocráticas, negociações partidárias. São os primeiros a saber que, mesmo que o País estagne, vivem seguros e recebem diuturnidades.O resultado está à vista. A recente divergência face à Europa não é grave, pois um país afasta-se sempre da média do grupo quando entra em queda. Preocupante é a hesitação e apatia da presente recuperação. Nestes meses de retoma da actividade, a economia portuguesa não reganha a vivacidade posterior às duas últimas recessões. O investimento não acelera. A Grécia e a Eslovénia já nos ultrapassaram. A paralisia vem dos que abancaram à mesa do Orçamento.Ninguém como Eça para o descrever: «Fomos outrora o povo do caldo da portaria, das procissões, da navalha e da taberna. Compreendeu-se que esta situação era um aviltamento da dignidade humana: fizemos muitas revoluções para sair dela. Ficamos exactamente em condições idênticas. O caldo da portaria não acabou. Não é já como outrora uma multidão pitoresca de mendigos, beatos, ciganos, ladrões, caceteiros, que o vai buscar alegremente, ao meio-dia, cantando o Bendito; é uma classe inteira que vive dele, de chapéu alto e paletó. Este caldo é o Estado.» (op.cit., p. 29).naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

terça-feira, novembro 16, 2004

Colin Powell

Colin Powell has quited the Bush administration. The first black man to have reached the highest echelon in the military hierarchy. The son of a Jamaican immigrant family.

It is a pity. He worked as a powerful chek and balance on the so called falcons inside the administration. Rational, balanced and with charisma.

His departure could biased the military and political views of the Bush inner circle. It could be dramatic.

sexta-feira, outubro 29, 2004

Blogger: Dashboard

Blogger: Dashboard

As empresas cotadas na Bolsa de Lisboa apresentam lucros históricos. Afinal o tecido económico português vai bem?

Marketing, Politics and Economy

Marketing, Politics and Economy

Duas assembleias gerais agitadas: Sporting Club de Portugal e Sport Lisboa e Benfica.
SCP revela montante astronómico de passivo. Deve ser preocupante, apesar de palavras do presidente do clube procurando relativizar o passivo e pedindo o necessário contraponto com o valor do activo. Correcto, mas como a experiência empresarial nos demonstra (e que procuramos transmitir a nossos alunos na Universidade) talvez tão importante quanto a solvabilidade seja a liquidez de uma empresa. E o SCP está numa situação complexa. Os bancos credores continuam a impôr uma redução das exigências de tesouraria. O orçamento anual com o futebol profissional foi sucessivamente reduzido de 25 Milhões de Euros (Me) para 20 e mais recentemente para 17 Me. Sensato. Mas o F.C.Porto aumentou-o para mais de 85 Me. Ganhar o campeonato este ano ou sobreviver à crise económica? Qual a estratégia vencedora? Aceitam-se comentários.

Esteve bem o presidente do SLBenfica ao defender que os restantes elementos da direcção do Dr. Vale e Azevedo deveriam ser poupados ao processo disciplinar e a um provável processo de expulsão. Revela grandeza.

O meu começo na blogosfera

Parece estranho. Fui dos primeiros cibernautas (ainda não existia a www, nem o Mosaic, nem o IE ou o Netscape,...) em Portugal.
Mas devo ser um dos últimos aderentes à blogosfera.
Não cansa de me espantar a quantidade e o perfil de gente que tem um blog: desde a geração "early adopters" (escritores, políticos, universitários, jornalistas) aos indivíduos mais improváveis (executivos muito ocupados, empregados administrativos, reformados, etc), pelo menos sob o ponto de vista de adopção de novas tecnologias de comunicação.

Irei tentar comentar assuntos de Política (mas não partidária), Economia e Gestão de Empresas e ainda um tema transversal, Marketing.